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terça-feira, 4 de junho de 2013

Marry you2 - ajudinha.

Duda narrando.

Bati a mão no despertador, o arremessando longe.

Já não basta tudo que aconteceu, ainda ter que tocar ‘’right here –nicki minaj ft. Chris brown’’ ?


“-NO PUEDO! AMO ESSA MÚSICA –Gritei, empurrando Neymar

-espera, eu fui trocado pelo Brown?

-MANO, É MUITO MASSA ESSA MÚSICA

-Brown, duda? Brown? –ele arqueou as sobrancelhas

-eu não te troquei –ri

-só te desculpo se fizermos um dueto –ele sorriu

-desculpa mas eu não sei cantar que nem você –ri

-Fala sério, sua voz é a mais linda que já ouvi –revirei os olhos e então, começamos a dar nosso show, pulando na cama, como sempre.  “




Bufei ao relembrar isso.

Preciso de um banho gelado. BEM GELADO.

Assim que saí do banho com uma (roupa ) qualquer

Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto, mas logo desisti da ideia.

Baguncei meu cabelo, umas cinco vezes e mesmo assim, nada me agradava.

Me joguei na cama, entediada, mas algo prendeu minha atenção, ou melhor, meu olfato.

Era o cheiro dele.

Do perfume que ele só usa em ocasiões especiais.

Me virei, vendo o casaco que Neymar usou ontem a noite. Dei um salto na cama com o casaco.

Ai meu Deus.

Eu preciso devolver!

Quer dizer, eu não preciso.

Mas ele vai passar frio.

Então eu vou levar.

Duda não quer ex-marido gripado.

Não.

Me olhei no espelho.

Velho, eu estava detestável.

Mas também não queria trocar de roupa.

Preguiça, que bom que está de volta.

Peguei o pente e penteei meu cabelo, deixando-o todo arrumadinho.

MISERICÓRDIA.

Balancei a cabeça, bagunçando-o

AH, QUE SE DANE!

Neymar já me viu acordando depois de uma noite agitada –cof,cof –nada pode ser pior.

Peguei o casaco e fui até o lugar onde ele trabalhava que até hoje não decoro o nome. Sei que é só pra governadores, prefeitos e bláblá.

Por sinal, o prefeito é Neymar , o PAI .

E ele não está aqui –‘

Ele foi pra sei la onde com a Nadine.

Véi, to sabendo legal.

Enfim, fui até a recepção e dei um sorriso fraco á Dona Helena.

-Silva? –ela sorriu. Ri fraco

-Isso, mas não se preocupe. Vou até lá. Só deixa eu te perguntar, Melanie está trabalhando nesse horário? –Perguntei com certo receio.

-Não. Neymar demitiu ela e as outras secretárias que se jogavam nele. E ainda disse que só contrataria mulheres que fosse á cima de quarenta anos, casadas e desprovidas de beleza –ri alto

-ótima brincadeira

-Não. É sério! Olha aqui as exigências –Peguei a ficha e dei uma lida rápida rindo em seguida

-Não creio! Enfim, eu vou levar pra ele. 2p Dona Helena –pisquei pra ela e fui andando até sua sala. Um calafrio passou por todo meu corpo quando eu coloquei a mão na maçaneta, mas mesmo assim, a girei e fui entrando.

ele estava com as mãos nas têmporas, cheio de papéis ao redor da mesa.

-Licença –disse.

-Existe um método antigo, chamado ‘’bater na porta’’. Pode colocar em pratica. –ele disse rude sem levantar o olhar pra mim.

-E existe um método antigo pra pessoas grossas, chamado ‘’tapa na cara’’. Te mostro jajá –ele levantou o olhar na hora. Sorriu e largou todos os papéis

-OI DUDA! –ele foi se levantar e vir até mim, mas acabou tropeçando em tudo que via. Não pude evitar de rir

-Para de rir da desgraça dos outros, menina. –ele me empurrou de leve

-para de empurrar os outros, desgraçado! –ele me puxou e deu um beijo demorado na minha bochecha. Senti meu corpo se arrepiar inteirinho

-o que veio fazer aqui? –ele sorriu ainda me segurando.

-e-e-eu, hm... eu... eu vim trazer por que você esqueceu –disse colocando o casaco entre nós e me afastando bruscamente.

-ah sim... –ele sorriu de lado. Fiquei sem jeito. Esse menino tem poderes sobre mim, só pode.

-Então... como anda o trabalho? –perguntei

-Um cu. Tem MUITA coisa e ainda tem um vice prefeito que enche meu saco o dia todo.

-por que? É aquele lá?

-aham. Ainda é o Denis. Ele vive falando de como a vida dele é perfeita e tenta me rebaixar em tudo. Sabe, ele tem melhor carro, melhor casa, melhor tudo...

-manda a real pra ele –ele riu

-não posso. Meu pai disse pra eu me comportar com ele por um tempo –ele revirou os olhos. Ri fraco.
-Hey, você colocou... você colocou piercing! – arregalou os olhos chegando perto de mim e me segurando com uma mão em meu rosto e outra em minha cintura. Ri.

-é, coloquei.

-Tipo, ta muito linda! –ele sorriu

-Hm, Valeu. –disse séria, olhando seus lábios rosados que estavam perto, digamos perto de mais dos meus.
-sempre foi –ele disse e por fim, acabou com a distância. Senti Neymar pedir passagem, mas antes que eu cedesse um cara entrou.

-Little Silva eu... wow! –ele parou meio que rindo. Teria seus vinte e sete anos, por aí.

-O que quer Dênis? –Neymar revirou os olhos, me soltando.

-O governo, está oferecendo uma confraternização de casais. Sabe, maridos e esposas. Você tem que ir.
-o que ganho com isso? –Neymar cruzou os braços

-Ganhar, só se sua mulher foi um espetáculo e conseguir impressionar a primeira dama, mas se não for com a esposa, perde o emprego. Coisa que eles acham que o cara tem que ter uma família pra conseguir assumir o controle –o cara riu fraco, me avaliando de cima a baixo

-eu não vou –ele disse baixo

-Por que? –o cara juntou o cenho. Mas ainda com um sorriso de vitorioso. Desgraçado.

-Eu não tenho uma... –o cortei

-Gravata? Nós vamos providenciar isso, amor –sorri o abraçando. Ele fez a careta mais engraçada que já vi.

-oi? –ele perguntou me olhando

-Ah, também precisamos comprar meu vestido. Sabe Denis, Neymar tem uma mania de toda festa ele rasgar meu vestido –ri olhando pra Denis que fez cara de nojo.

-Acho que tem coisa melhor que ele, gata –Neymar ia até ele, mas eu o puxei

-Acho que não hein. –disse

-Quer provar? –O cara sorriu. Antes que Neymar fizesse qualquer coisa, o puxei e selei nossos lábios, desta vez pedindo passagem , que foi rapidamente cedida.  Coloquei meus braços em volta de seu pescoço enquanto eu senti a suas mãos fortes me envolvendo. Ouvi um ‘’bufado’’ e passos se afastando. Neymar já assumia todo o controle da situação, então eu o empurrei, ele me olhou desentendido se apoiando na mesa.
-Nem olha pra mim com essa cara. –cruzei os braços olhando sorrindo divertida

-eu não entendi nada

-O idiota quis tirar por cima de você. Deixo bem claro que esse beijo foi só pra ele calar a boca e sair
-Sei – riu me olhando de um jeito que... ARGH!

-Idiota –revirei os olhos

-Mas o que eu não entendi foi o porque ter falado aquilo. Eu vou ter que sair do emprego de qualquer jeito

-Só Deus sabe o quanto você lutou por esse emprego, então, eu vou te ajudar nessa. –ele sorriu e veio até mim, me abraçando.

-Te amo –sorri sem mostrar os dentes.

-Quando vai ser essa festa? –perguntei me afastando

-Amanhã – deu de ombros

-Vou em casa ás seis pra me arrumar. É bom ter um vestido e um salto me esperando –saí da sala ouvindo sua risada.

Sorri comigo mesma.

MERDA, DUDA, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?

*

NEYMAR NARRANDO


Mordi os lábios em uma expectativa falha de tentar esconder a felicidade.

Terminei o meu trabalho e fui a central de compras na outra cidade. Comprei uma roupa social pra mim, e um Supra dourado, da mesma cor que a gravata e fui atrás de um vestido. Pedi ajuda pra mulher e acabei escolhendo um vestido que ia até os pés, dourado que prendia em cima do pescoço e uma sandália de salto, estilo gladiador. 
FOI DIFÍCIL SIM, QUALÉ, NA DUDA TUDO FICA LINDO, MEU!

Voltei para casa já tarde, pela primeira noite, eu pude deitar com um sorriso no rosto e  FINALMENTE DORMIR! 

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Anonimos,Coloquem os User's por favor :))

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Marry you2 - jantar!

DUDA NARRANDO.

AAAAAAAAAI MEU DEUS, O QUE EU VOU USAR?

EI DUDA! Relaxa, é só seu EX-marido, não precisa usar nada importante...

É, verdade. É só o Neymar. Claro.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI MEU DEUS, O QUE EU VOU USAR?

Saí feito louca pra arranjar um vestido decente, e então eu consegui encontrar.

Era sensual, mas ainda sim, era culto.

Pela primeira vez na vida, EU me preocupei em ir fazer as unhas, fazer cabelo e maquiagem! É! Mas, como eu não tenho paciência, pedi pra Carin e Liv me arrumarem.

Rápido, e irritante.

Ops, quis dizer rápido e barato.

Enfim, olhei no relógio. Sete horas em ponto.

-cadê ele? –murmurei

Antes que eu olhasse no relógio pra ver se tinha passado ao menos um segundo, ouvi a campainha tocar.
Calma, sem nervosismo.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH

Respirei fundo andando até a porta. Assim que abri, minha pose durona se desfez por inteiro.

Ele estava tão lindo!

Extremamente nervoso

Mas ainda sim, tão lindo.

O estilo que ele se vestia, me lembrava bem o colegial. Sabe, despojado. Não deixava de social, mas com uma característica que só ele tem.

Meu sorriso foi involuntário quando ele sorriu e começou a gaguejar.

-você...hm... nossa! V-você está muito linda –ele corou violentamente, arrancando um riso meu.

-Obrigada, digo o mesmo. Vamos? –perguntei

-Claro –ele sorriu de lado. Assim que tranquei a porta, ele pousou sua mão firme em minhas costas. 

Quem nos visse agora, diria que éramos um casal. Ou melhor, que ainda éramos um casal.

Como sempre, ele abriu a porta pra mim, assim que ele entrou no carro, percebi que ele tremia um pouco.

-está nervoso? –perguntei rindo

-Quem? Eu? –ele riu –não. Não. Não. Claro que não. Eu não to nervoso. Não. –ri daquilo

-Você sempre faz isso! Desde o primário! Me pega nos piores momentos e ainda faz perguntas –ele bufou rindo.

-E vai dizer que não faz o mesmo? Você sabe meus pontos e ainda usava ele contra mim!

-Diz um então!

-Na primeira série... quando você disse pra todo mundo que eu amava rosa no meu aniversário, sendo que é a cor que eu mais odeio –rimos

-Foi fichinha esse, vai! –ele disse se defendendo

-E na sexta série, quando você armou pra minha dupla ser aquela biscate burra, lá –rimos mais

-nada demais esse –ele deu de ombros

-E NO TERCEIRO ANO, QUANDO VOCÊ SABIA QUE EU ODIAVA MOSTRAR O CORPO E CORTOU MINHA ROUPA, SUA DESGRAÇA! –aí caímos na gargalhada

-fala sério, aquele foi demais.

-melhor foi a revanche –pisquei

-realmente, aquela revanche pegou pesado –ele fez bico.

-fala como se fosse inocente –ri.

-Chegamos –ele sorriu saindo do carro e abrindo a porta pra mim

-o que? No restaurante da cidade? –perguntei confusa

-sim... não gosta? –sorriu, desta vez, confiante

-Jus, você sabe que eu amo aqui! –sorri. ele olhou fundo em meus olhos e veio se aproximando. Assim que me dei conta do que estávamos fazendo, desviei.

OH, SHIT!

-hm... ér... melhor entrarmos –disse entrando sozinha. Ouvi Neymar ligar o alarme do carro e dar alguns saltos pra me acompanhar.

Se eu estava envergonhada? MAGIIIIIIIIIIINA!

Enfim, assim que eu ergui o olhar para o restaurante me surpreendi.

o viado riu da minha reação, mas poxa.

ESTAVA LINDO!

(n/a: não achei foto, mas imaginem aqueles restaurantes decorados e tals.))

-uau! –disse

-fico feliz que tenha gostado – riu fraco

-você que pediu pra fazerem isso? –arregalei os olhos

-Não –ele disse olhando pra qualquer lugar, menos pra mim.

-Neymar! –coloquei as mãos na cintura o encarando.

-Tudo bem... foi. Mas foi por um motivo especial –ele disse todo afobado me guiando até a mesa.

-e qual seria esse motivo? –perguntei assim que nos sentamos. Antes que ele me respondesse, ‘’at last –Etta James’’ soou, junto com as luzes sendo apagadas, deixando a claridade apenas por conta das velas nas mesas, e a lua cheia que refletia as janelas de vidro.  riu fraco abaixando a cabeça. Fiz o mesmo.

-vocês querem fazer o pedido? –um garçom perguntou.

-posso pedir por você? –me perguntou com o cardápio. Assenti sorrindo. Assim que olhei para o garçom, me assustei

-Pai? –perguntei. Ele disfarçou um pouco, ainda sorrindo

-Pode me chamar de Josh, senhorita. –ri alto daquilo.

-Por favor, aquele prato – sorriu. Meu pai assentiu e saiu dali

-Como você subornou meu pai? –perguntei apoiando os cotovelos na mesa e o olhando . Ele riu e levantou os braços em um ato de rendimento.

-Juro que não subornei ninguém

-sei

-Se lembra dessa música?

-At Last? –perguntei me fazendo de idiota

-É. Não se lembra? –arregalou os olhos. Eu queria muito rir.

-Não. Acho que já vi em alguns filmes, sei la. –dei de ombros

-COMO ASSIM, DUDA SIMPSON DA SILVA SANTOS? – deu piti. Aí eu não aguentei e ri.

-Besta, como você acha que eu ia esquecer da música do dia mais importante da minha vida –disse sem perceber. Neymar sorriu de orelha a orelha. Foi a música da valsa do casamento.

DROGA DUDA, PARECE QUE VOCÊ QUE TA DANDO EM CIMA DO MENINO.

-mas como eu disse, FOI importante. Passado –sorri sínica vendo o sorriso dele se desmanchar

-Mas...mas você ainda lembra né? –ele perguntou receoso

-eu tenho memória boa, só.

-Não, não. Quando a gente lembra de algo é porque foi muito importante

-Ta, Neymar. Que seja. –ele pareceu ficar meio chateado, mas por que disso? Eu não suportava o ver cabisbaixo, mas simplesmente não conseguiria voltar pra ele como se nada tivesse acontecido.  Enfim ficamos em silêncio, coisa que não fizemos desde que saímos de casa.

-aqui o pedido de vocês –quando eu olhei o ‘’garçom’’, já que a voz estava diferente, me deparei com o Edu

-Véi, o que você ta fazendo aqui? –perguntei pra ele

-te desconheço, senhorita –ele disse e saiu. Olhei pra pro silva com cara de desentendida, ele apenas riu

-vamos jantar então –ele disse começando a comer. Olhei para o prato.

-salada de macarrão? –ri

-Não é exatamente a sua, mas é tão gostosa quanto –ele sorriu de lado, arrancando um sorriso meu. Comemos conversando coisas bobas, confesso que aquela minha pose de durona, já tinha ido embora a um tempo.

-O que são aqueles caras? –perguntei me referindo a um grupo de músicos. Quer dizer, o que eles faziam ali.

-você quer ver? – perguntou rindo

-Que... –parei a palavra assim que o vi sorrir travesso –não, neymar! –tarde demais, ele já tinha se levantado e falado algo com o grupo. Eu apenas observava.

Então, ele veio com o grupo até perto da mesa e o som começou, com coreografia e tudo.

-When I had you to myself, I didn't want you around. Those pretty faces always made you stand out in a crowd – começou a cantar apontando pra mim.

-NEYMAR, par com isso! –disse baixo colocando as mãos no rosto vendo que todos nos observavam. Nemar como belo ouvinte, me ignorou, puxou com certa delicadeza minhas mãos e continuou a dança. A vergonha se passou e agora, só cantava junto e ria das palhaçadas.

-Eu te amo – sussurrou pra mim e piscou. Todos aplaudiram e assoviaram.

-Não acredito no que fez! –disse rindo

-Sexta série! Você disse que se amarrava nessas músicas. –ele riu de volta

-Você lembra de tudo, menino?!

-só do que marcou minha vida. E você foi a maior. –ele sorriu. Aposto que corei, porque a vontade de retribuir o sorriso era enorme. Mas eu não podia dar mole.

CADÊ A DUDA DE DEZESSEIS ANOS?

-ei, pode me emprestar o violão? – perguntou ao carinha da música (finge que ele sabe ok ? )

-claro! –ele lhe entregou o violão. E ele o posicionou, olhando fixamente pra mim.

-eu escrevi uma música –ele disse testando as cordas, acho que as afinando.

-que bom pra você. Agora, acho melhor nós ir... –ele não deixou que eu terminasse a frase e começou 
cantando (your body is a wonderland –jonh mayer) . Sua Voz era aveludada e grossa, ele ignorava o fato de ter que olhar para as cordas, já que seus olhos verdes/mel, estavam fixos aos meus. Ele não cantou alto, percebi que aquilo, era entre eu e ele.

Assim que ele acabou, respirei fundo.

Minha vontade, era puxar ele e irmos pra casa. Pra nossa casa.

-e aí, o que achou? –ele perguntou sorrindo pra mim e em seguida, devolveu o violão para o cara

-eu... ame... acho melhor irmos,Silva –disse me levantando

-tudo bem –ele sorriu tristonho, pagou a conta e quando saímos do carro, me surpreendi com o frio que fazia. Mas logo não fui tão afetada pelo clima, já que um casaco quentinho me encobriu.  Olhei para o lado e neymar passava por mim para abrir a porta.

-Não. Pode ficar –disse já tirando o casaco

-Fica, Duda. Não quero você doente depois –ele sorriu, mas eu percebi pelo seu tom de voz que no momento, ele queria era chorar.

-ok –assenti e entrei no carro. O caminho até em casa foi silencioso. Ele fez questão de me acompanhar até a porta do meu apartamento.

-Bom, é isso. Obrigada pela noite –disse e me virei para abrir a porta, mas ele me puxou.

O olhei assustada.

Mais assustada ainda por ter seu rosto a poucos milímetros do meu. Nossos narizes chegavam a se encostar e nossas respirações batiam uma com as outra. Em um movimento calmo, Justin selou nossos lábios e pediu passagem com a língua. Eu queria dizer que não, eu queria recusar, mas não, eu cedi. E correspondi o beijo. Uma de suas mãos seguravam meu rosto, enquanto outra pousava em minha cintura, grudando nossos corpos. Passei minhas mãos em seu pescoço e arranhei de leve ali, como eu sempre fazia. Parecia que iria ser para sempre, ou que pelo menos, deveria ser pra sempre. Nossas línguas tinham um movimento perfeito, calmo e ao mesmo tempo, rápido o suficiente para termos desejo de fazermos isso o resto da noite.
Nossas respirações findaram.

Neymar sorriu ainda grudado a mim e deu alguns selinhos de leve. Eu o empurrei o afastando

-bom, no papel do divórcio, eu não vou ficar com nenhuma propriedade sua. Não precisa de pensão já que não temos filhos então... só assinar. Boa noite. –eu ia me virar mas novamente, ele me segurou

-Duda, eu... –o cortei

-Não, Neymar. Você disse que depois de hoje, você me deixaria em paz. Então espero que faça assim. –disse e me soltei dele. Fechei a porta com tudo. Deslizando sobre a mesma. Mesmo que eu tenha dito que não iria mais chorar, eu chorei

Ele vai desistir de mim.

É CLARO, EU PEDI ISSO!

Tudo bem... eu... EU AINDA AMO ELE. TA LEGAL?

Mesmo tendo cessado o choro, eu fechava os olhos e tudo que me vinha na cabeça era quando ele me amava, quando me beijava e quando sorria, seu sorriso era a melhor coisa do mundo, algumas lágrimas escaparam, mas sequei as mesmas pronta pra fingir que nada disso tinha acontecido.

NEYMAR NARRANDO

Deslizei a porta do quarto de casal com as benditas lágrimas nos olhos.

Sempre  achei que o ato de deslizar a porta fosse mariquinha, mas velho, do estado que estava, topava até tomar sorvete de chocolate em uma big colher enquanto chorava.

Agora, já era.

Sim, eu estou desistindo.

De tudo. Extremamente tudo.

Eu iria assinar o contrato, mas lembrei que ficou com Chad, meu advogado.

-Droga –murmurei.

Liguei para o trabalho, dizendo que eu voltaria.

Bom, a vida continua.

Ou pelo menos uma parte dela. 

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sábado, 1 de junho de 2013

Marry you2 - intelectual ?

DUDA NARRANDO.

Acordei mais ou menos nove da manhã. Vesti uma roupa qualquer, peguei o livro e parti para o parque. Eu to ficando viciada aqui!

Comecei a leitura desde o meio do livro, de onde parei ontem.

Um tempo se passou quando alguém se sentou do meu lado.

Não me importei em ver quem era, apenas olhei no relógio. Meio dia e meio. Continuei a ler. Pelo canto do olho vi que o cara tinha um livro no colo, ‘’um dia’’ e outro ele estava lendo. Ele estava vestido com uma calça skinny preta e um supra da mesma cor, com uma camisa quadriculada toda certinha. Admito, estilo o cara tem.

Voltei a atenção no livro.

-Esse livro realmente é bom –ouvi a voz rouca dizer

-é, é bem forte e... –olhei pro cara, e se você achou que era o Neymar, você estava certa. –ah meu Deus, Neymar! O que faz aqui? –revirei os olhos.

-lendo um pouco –ele sorriu de lado ajeitando os óculos

-tira isso, desde quando você precisa de óculos?

-não preciso, mas fico com cara de intelectual –ele riu

-Eu não acredito nisso! –disse me levantando.

-Ei, onde você vai? –ele perguntou

-embora! –disse e saí.

O tempo passou rápido e logo eu já estava na casa do Will.

Era uma graça, com tons pasteis e toda antiga.

-amei sua casa –sorri de lado

-na verdade, não é minha. Eu moro em uma casa aqui perto, sozinho. –soltei um ‘’ah’’

-cadê seus pais? –perguntei

-meu pai foi comprar alguns remédios, minha mãe esta no quarto. Por incrível que pareça, ela está um pouco melhor –sorri vendo a alegria do will. Entrei no quarto.

-HEY SENHORA WILKER! –disse entrando no quarto. A senhora riu.

-suponho que essa seja a garota de quem você tem falado todos esses dias –ela disse com a voz baixa. Olhei pro Will que ficou que nem um pimentão. Ri.

-prazer, Duda. –disse sorrindo

-Um enorme prazer. Sou Carmin. –sorri pra ela

-então mãe, Duda veio fazer uma visita –ele sorriu colocando os braços em meus ombros

-oh, percebi –ela riu –como se conheceram? –ela perguntou

-um dos alunos dele me deu uma bolada

-ah, aquele menino de novo, Will? –a senhora revirou os olhos, will riu

-ele mesmo.

-ACONTECEU ISSO COM A SENHORA TAMBÉM?

-AHAM! ELE TEM UM CHUTE PRA LÁ DE FORTE!

-NÉ, FALA SÉRIO! –rimos

Ficamos conversando coisas bobas enquanto Will foi fazer sei lá o que

-ei, Duda. Vai ter jogo, quer assistir? –Will entrou no quarto.

-quero sim –saltitei da cama da senhora Wilker.

-Tchau carmin! Nos vemos outro dia –sorri

-espero que sim –ela riu. Acenei. Dei um tchauzinho pro senhor Wilker que também era uma comédia e entramos no carro do Will. Ele dirigiu até uma casa que era por perto verde, entramos na casa e antes que eu fizesse qualquer coisa, ele ligou a televisão.

**

Tive que voltar pra casa mais cedo, lembrei que ainda tinha um livro pra ler.

Claro, will não iria me trazer até aqui já que estava no ultimo tempo do jogo.

Boys ¬¬

Me sentei no sofá, pronta para assistir smallvile

Velho, desde criança o Neymar é viciado nisso.

POR QUE EU TIVE QUE ME APAIXONAR POR ELE?

Me perguntei deitada no sofá

E se... e se ele estiver mesmo falando a verdade?

Porque realmente, eu fico tão bem perto dele e... não! Isso só acontece em filme!

É só... esquecer!

Isso!

**

NEYMAR NARRANDO

Me ajoelhei no ‘’nosso canto’’.

A falta que ela me fazia, o poder que ela tinha sobre mim... chegava a ser impressionante!

Ser romântico não funcionou, ser fascinado por esporte não rolou, intelectual...nem perto, me humilhar também não...

Talvez, eu tenha que desistir

NÃO!

Eu nunca desisti de nada, o mais bobo que fosse, e não vou desistir da coisa que me deu motivos pra sorrir todos os dias.

**

Vesti uma roupa qualquer e fui até lá, de novo.

Fala sério, eu pareço um otário.

Na verdade, eu sou um otário.

Afastei esses pensamentos saindo do carro. Assim que saí, vi Duda na recepção com algumas sacolas na mão.

-Ei, Duda! –Disse alto, ela se virou, revirou os olhos ao me ver sussurrando um ‘’ai não’’

Como aquilo doeu

Corri até ela com passos largos, ela não parou de andar um segundo.

-o que quer? –perguntou rude, apertando o botão do elevador.

-Eu... hm... –assim que o elevador abriu, ela entrou, fiz o mesmo, e ouvi ela bufar.

-vai, diz logo!

-wow, aqui ta quente –disse. Eu realmente ODEIO lugares apertados. Vi que ela quis rir. Sim, ela havia lembrado daquele jantar

-se você lembra, por que não subimos a escada? –perguntei divertido. Ela riu fraco e saiu assim que o elevador parou no seu andar.

-Não vai dizer o que quer? –ela disse mexendo na bolsa, provavelmente pegando a chave já que estávamos parados na sua porta

-Você quer sair comigo? –perguntei após respirar fundo. Ela me olhou com uma cara de ‘’cara, ta usando droga?”

-e por que eu faria isso? –ela me encarou

-porque... porque... –ela abriu a porta

-tchau –ela sorriu sínica, mas antes que ela fechasse a porta , a segurei.

-se você aceitar sair comigo e não sentir mais nada, eu prometo que paro de te encher o saco.

-sem flores, surpresas, me acompanhar...?

-eu te deixo em paz –disse. Ela pensou um pouco, mas logo veio a resposta.

-me pega ás sete –disse. Sorri e então ela fechou a porta na minha cara.

É.

Já é um bom começo.

Voltei saltitante pra casa.

Velho, que frase de mocinha.

Enfim, liguei e fiz a reserva no restaurante daqui mesmo.

Duda não faz questão de TER que ser o melhor restaurante, porque se fosse assim, a levaria pra paris e já era.

Combinei várias coisas com o restaurante, já que eu teria só uma chance, que seja a chance que eu vou reconquistar minha esposa.

Fiz tudo que era preciso, que admito, demorou um pouco, quando cheguei em casa, já era hora de me arrumar. Pensei em mandar algo pra Duda sobre o traje, mas acho que não seria necessário, aliás, ela sempre estaria perfeita pra mim. E por incrível que pareça, ela sempre sabe o que usar. 


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