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terça-feira, 19 de março de 2013

Chapter 12 - Wake up and live.


Chapter 12 - Wake up and live.

"Querido Neymar, faz dias que aquele inevitável acidente aconteceu, e de lá até aqui eu não deixei de vir um dia sequer para te visitar. Minha perna está melhor do que antes, agora não preciso mais andar com muletas, mas não tinha nenhuma notícia de sua melhora. Sinto falta dos seus olhos verdes, sinto falta daquele sorriso que só você sabia dar, sinto falta do seu toque. Mas por dentro eu tinha esperanças que você iria acordar e dizer: Eu prometi a você que eu nunca a deixaria de novo." Estava dando voltas no hospital enquanto escrevia no meu caderno como sempre fazia. Você deve estar se perguntando o que foi que aconteceu naquela noite depois da nossa tragédia. Pois bem, depois que nós fomos levados pelo hospital, eu tinha recebido a noticia de que teria que fazer um tratamento na minha perna e que o Neymar, após algumas paradas cardíacas, ficou no estado de coma. Fiquei sem chão. Tão sem chão que quase fiquei depressiva. Depois de um tempo tomei a coragem de visitar o Neymar, não queria vê-lo numa cama de hospital, mas a minha saudade falava mais alto. E de lá pra cá venho acompanhado a rotina sem graça, e a cada momento vinha anotando tudo no meu caderno, como uma espécie de diário. Diário no qual eu queria que Neymar ainda pudesse ler algum dia, quando acordasse.
A Rafa tinha chegado com o Nathaniel no hospital e pediu para que eu fosse descansar e resolver algumas coisas. Ela estava se referindo a questão de eu ser a herdeira real, eu tinha tomado uma decisão. Fui ao palácio e encontrei os pais de Neymar com um olhar um pouco triste, não era pra menos, seu filho estava no hospital.
- Oi. - Falei meio sem graça. Depois de tudo eu nunca mais tinha vindo ao palácio.
- Olá, Geanne. Posso te chamar assim, não é? - Edward falava com clareza. Concordei. - Faz dias que não nos vemos, precisamos colocar em ordem algumas coisas.
- Sim. - Olhei para o Paul, que mantinha sua posição dentro da biblioteca. Edward seguiu o meu olhar.
- Paul estava me ajudando o tempo todo. Ele viu o assassinato do meu irmão e logo me alertou, por isso vocês encontraram as pegadas.
- Mas então por que ele não nos contou? Ele sabia que eu tinha sido sequestrada!
- Se me permite. - Ele pediu permissão ao rei e veio na minha direção.
- Eu estava sendo ameaçado. E eu prometi a Vossa Majestade que eu protegeria sua família a qualquer custo. Fui obrigado a fazer algumas coisas que me arrependo.
- Não precisa se arrepender. Você não fez porque queria, Paul.
- Não espere que ganhe meu perdão.
- Eu não espero. Só que entenda. - Ele falou e saiu dali. Percebi a Sra Da Silva Santos Junior incomodada. Ela se encontrara o tempo todo calada.
- E sobre ela? - Ela perguntou.
- Eu o que?
- Você é a herdeira real, acho que agora queira o trono, não é? - Ele perguntou de uma forma estranha que me ofendeu.
- O que? Desculpe, mas acha que eu sou quem?
- Não acho que seja ninguém, Ge. Apenas você.
- Olha, eu não nasci pra isso. Mesmo que eu tenha sangue, eu fui criada como uma pessoa normal. Eu me apaixonei pelo seu filho sem saber quem ele era de verdade e quando eu soube, eu tinha certeza que não seria uma pessoa ideal para a realeza. E não vai ser agora, que do nada descobri que sou um membro real que vai fazer diferença. Fui criada para ser uma pessoa normal, com problemas, dívidas, inimizades, amizades e amor.
- Então o que está fazendo com o meu filho? - Ele perguntou. Parecia estar me testando. Suspirei pesadamente.
- Eu até agora não sei, apenas sei que o amo. E ele me ama como eu sou. - Vi ele dando um sorriso.
- Mas você estava com ele, até quando soube que ele poderia ser o próximo rei. Sabia que iria ser uma rainha, qual diferença? - Ele perguntou e eu perdi minhas palavras.
- Não sei. Eu só ajo sem pensar quando estou com ele.
- Não fez isso quando descobriu que ele era um príncipe.
- Mas aquilo foi um choque, nunca pensaria que ia gostar de um príncipe. Para mim contos de fadas só existiam nos livros.
- Isso não é um conto de fadas. É um governo. - Ele falou sábio e dessa vez eu tinha entendido. - Está no seu sangue. Você não sabia o que era uma vida assim e quando viveu um pouco disso, deixou tudo de lado e pensou até em subir ao trono com o Neymar. - Ficamos um tempo em silêncio.
- Não quero o trono. Se isso um dia acontecer que seja quando eu estiver com o Neymar.
- Então não quer que as pessoas saibam?
- Não. Prefiro ser apenas a de sempre. - Dei um meio sorriso.
- Que pena, você seria uma boa chefe de estado. - A voz da Nadine invadiu meus pensamentos. - Mas ainda não está preparada para isso.
- Estou muito nova para isso. - Eu ri fraco. - Eu vou voltar para Londres. - Eu falei séria e os dois me olharam curiosos. - Tenho que fazer umas coisas. Cuidem do Neymar pra mim? Voltarei em breve. - Saí de lá, indo direto ao hotel para pegar minhas malas. Tinha dinheiro o suficiente para ir, mas não sabia se tinha para voltar.
- Geanne! - ouvi alguém gritar meu nome, era a Let.
- O que foi?
- Tem uma encomenda estranha aqui pra você. - Ela falou e eu fui ver o que era. Assinei a entrega e peguei a caixa que possuía um monte de proteção.
- Mas o que será que tem aí? - Ela perguntou e eu olhei no fundo. Era da Sra. Lerman. Abri a caixa imediatamente. Meus olhos brilharam quando encontraram uma flor vermelha. A nossa rosa vermelha.
- Sério? - Let falou rindo e depois parou. - Essa rosa ainda existe? - Eu a olhei e estava melhor do que eu havia deixado. Tinha um bilhete dentro. "Eu cuidei dela enquanto esteve fora. Ela está bem melhor, mas poderia ficar ainda melhor." X Lerman.
- Estou tão feliz que ela esteja comigo. Sou uma desnaturada por tê-la deixado lá. Acho que terei que passar no hospital antes de ir embora.
- Entregar a ele?
- Vai ficar como um presente. - Suspirei. Arrumei minhas aulas, me despedi das meninas e fui ao aeroporto, passando antes no hospital.
Carregue a música e espere.
Coloquei a flor em um jarro com tudo que ela precisa e coloquei-a em cima do criado mudo, onde ficavam alguns presentes da família para o Neymar. Passei meu olhar em todo o local, percebi que havia mais bolas de ar do que antes, estas mandadas pelo povo dinamarquês. Todos queriam que ele ficasse bom e acordasse logo.
- Oi, amor. - Falei em um tom baixo, passando minhas mãos em seus cabelos. - Estou aqui mais uma vez enchendo seu saco. - Ri sem humor. Passei meu olhar em cada curva do seu rosto, ele mantinha uma expressão suave. - Sinto sua falta. - Meus olhos marejaram automaticamente, mas logo limpei com meus dedos antes que eu acabasse no choro. Aproximei para poder falar no ouvido dele. - Eu irei viajar para Londres agora, terei que resolver algumas coisinhas. Mas antes trouxe um presente, que se você estivesse com os olhos abertos iria adorar. - Eu sorri. - E eu não vou falar para você o que é. Terá que abrir logo esses olhos, surpreendendo a todos, e só assim irá ver o que está bem do seu lado. Todos estão sentindo a sua falta. - Parei um pouco, o olhando novamente.
- Seu quarto está cheio de coisas que seus 'súditos' o enviaram. Não imagina os recados de todos que venho recebendo, eles querem que você fique bom logo. Seus amigos estão te esperando, eu também. E infelizmente só sairei de Londres quando você vier me buscar. - suspirei. - Sei que está me ouvindo e agora você irá ter um estimulo para se levantar daí. Não esquece que... - parei por alguns minutos. Aproximei meu rosto do dele, grudando meus lábios nos dele. - Eu te amo. - Me levantei em silêncio e saí daquele hospital.
Poderia parecer alguma louca, claro que eu não ia ficar por lá até ele se levantar, só estava tentando o enganar um pouquinho, quem sabe ele não acorda?
Decidi visitar meus pais, que atualmente estavam passando as férias em Londres, e tentar uma transferência de faculdade na qual eu ainda não tinha desistido de fazer, para Copenhague.
Mais dias se passaram... e meses.
Coloque a música para tocar.
OCTOBER
NOVEMBER
DECEMBER
Tinha ficado em Londres esses últimos quase dois meses, estava frio, o inverno estava altamente rigoroso aqui. Tentei a transferência e consegui, e passei a maior parte do tempo com meus pais. Sempre recebi noticias do Neymar, ele ainda não havia acordado, mas nos últimos vinte dias ninguém de lá havia entrado em contato comigo, então decidi que em alguns dias voltaria a Dinamarca, onde eu estava pensando em morar.
- Ge, vamos patinar no gelo. Quer ir com a gente? - Minha mãe me chamava.
- Vou, mas acho que não vou patinar no gelo. Falando nisso, vocês não se acham velhos demais para isso? - perguntei.
- Ora, somos velhos, mas não estamos impossibilitados de nos divertir. - Falou meu pai, rindo.
- Se caírem e quebrarem algo não me responsabilize para ter que levar vocês ao hospital. – Falei, zoando da cara deles.
- Olha lá, paixão, se acha a novinha. - Minha mãe me zoou.
- Pois é. Esqueceu que amanhã ela estará completando 19 anos, ou seja, ficando mais velha. - Meu pai falou e eu bufei.
- Vamos logo, filha. Ou vai querer ficar para trás? - Minha mãe perguntou. Peguei meu casaco, os seguindo.
Estávamos perto da pista de patinação, tinha uma quantidade alta de pessoas.
- Ge, tem certeza que não quer? - minha mãe insistiu.
- Não, obrigada. - Fiquei desanimada.
- Ele vai ficar bem logo, querida, não se preocupe. - Ela falou sorrindo e saiu de lá. Fui para um parquinho que tinha do outro lado da rua, avisei antes aos meus pais, para não se preocuparem. Sentei no balanço e fiquei pensando na vida, em tudo que tinha acontecido até hoje. Depois tentei me livrar desses pensamentos e me levantei. Mas ouvi algumas risadas que eu tinha certeza que já tinha escutado de algum lugar.
- Ge! - Alguém gritou meu nome e automaticamente olhei para trás. Não pude acreditar quem estava ali. Ju, Let, Juliet, Rafaella, Nathaniel, Jamie, Guilherme, Jota, Luis e Gilmar.
Aqueles filhos da mãe, como apareceram do nada? Eu estava com meus olhos marejados, que saudades deles. Eles pararam ainda longe de mim, sorrindo. Franzi a testa, estranhando, eu também ainda não tinha me movido.
Algo saiu de trás deles, o que me fez parar de respirar. Esse algo era alguém, alguém que carregava algo em mãos e tinha uma expressão de 'finalmente te encontrei', alguém que tinha mais de dois meses que não via. Alguém que era dono daquele par de olhos Verdes e daquele sorriso inconfundível. Ele veio na minha direção e me apressei em correr para abraçá-lo.
Pulei com toda a minha alegria e o abracei forte. Não acredito que era ele, o meu Neymar. Ele finalmente tinha acordado. Chorei mais do que nunca, mas chorei de alivio.
Ele se afastou de mim e pegou meu rosto, me analisando.
- Eu estou aqui, e Feliz aniversário. Adorei o presente, mas não vou perdoar por ter me deixado lá, e ainda por cima curioso. - Ele falava e eu apenas chorava, não conseguia falar. - Eu também te amo. - O abracei novamente. E ficamos bastante tempo assim.
Quando dei por mim já estava mais calma que antes, e nossos amigos estavam na pista de patinação.
- Eu senti sua falta. - Falei com a voz rouca.
- Eu também. - Ele pegou a rosa que estava em uma das suas mãos e encaixou na minha orelha. - Principalmente quando eu só podia te ouvir.
- Quando foi que você acordou?
- Bom, tem quase um mês. - Ele falou e agora caminhávamos ao redor dali.
- Quase um mês? E por que não entrou em contato comigo? Quer dizer, eu estava louca querendo saber como você estava. - Tagarelei.
- Desculpe, mas você mesma disse que só sairia de Londres se eu viesse te buscar. E aqui estou, não está feliz? - Ele me perguntou.
- Claro que eu estou, mas demorou muito. E eu só estava brincando, próxima semana eu iria voltar a Copenhague.
- O que?
- Achou mesmo que eu ia te largar daquele jeito?
- Vai saber? Você não é certa das ideias. - Ele falava e agora eu olhava para ele, focando no seu rosto, que ainda continha alguns machucados que estavam cicatrizando.
- O que foi?
- Nada. - Eu sorri.
Voltamos para a estação e ficamos vendo os palhaços, lê-se amigos, tentarem patinar. Quando eu sinto alguém sussurrar no meu ouvido.
- "Oh yeah, I'll tell you something, i think you'll understand. When I say that something I wanna hold your hand...." (É, eu vou lhe dizer uma coisa, acho que você vai entender quando eu disser aquelas coisas. Eu quero segurar sua mão) - Ele cantou uma parte de uma canção que eu conhecia muito, com o seu próprio ritmo.
- "Oh please, say to me you'll let me be your man and please, say to me you'll let me hold your hand..." (Por favor, me diga que você me deixará ser o seu homem, e por favor, me diga que você me deixará segurar a sua mão..) - Ele cantarolou baixo mais uma vez atrás de mim, para que apenas eu pudesse escutar, mas dessa vez colocou suas mãos na minha cintura e se aproximou mais ainda. - "And when i touch you i feel happy inside. It's such a feeling that my love I can't hide, I can't hide, I can't hide." ( E quando eu te toco me sinto feliz por dentro. É um sentimento tão forte que, meu amor, eu não consigo esconder, eu não consigo esconder, eu não consigo esconder.) - Sorri mais do que nunca com o meu namorado cantando Beatles para mim.
- "Yeah, you've got that something. I think you'll understand. When I'll say that something I wanna hold your hand.." ( Você tem aquela coisa especial. Acho que você vai entender. Quando sinto aquela coisa, eu quero segurar a sua mão..) - Ele terminou, entrelaçando nossas mãos e me dando um beijo na bochecha.
Me virei, ficando de frente pra ele e o encarando. Ele me hipnotizava sempre, parecia ser quando nos vimos pela primeira vez. Ele selou seus desejáveis lábios nos meus e demos inicio a um beijo de matar a saudade.
Ficamos dois dias hospedados no mesmo hotel em que meus pais estavam, eles conheceram finalmente os meus amigos e o Neymar. No começo eles ficaram tão radiantes que mal sabiam falar, mas depois ficaram mais confortáveis. Acordamos no outro dia, Neymar e Rafaella precisavam voltar, então tive que ir com eles. Me despedi dos meus pais com muito choro, mas fui em paz.
Depois de entramos no avião para voltarmos à Dinamarca que eu soube das últimas. Primeiro que percebi que havia muitos seguranças ali, Rafaella falou que praticamente a comissão de seguranças da realeza estava ali, também pudera, com os últimos acontecimentos. Segundo, o Oficial não possuía mais o cargo dele e ficou preso. A Tia May foi parar na cadeia também, mas enlouqueceu lá dentro e teve que ir para um manicômio, ela fugia toda hora. Mas com a última fuga ela se suicidou. Terceiro, Paul havia retornado ao posto de segurança. Quarto, nem Neymar nem Rafaella assumiriam o poder do Trono, já que seu pai ainda tinha idade o suficiente para continuar. Falando na Rafaella, ela e Nathaniel assumiram o romance e estavam noivos, ou seja, casamento em breve. Quinto, nesse tempo que estava fora perdi o romance dos meus amigos. Sim, Let estava namorando o Jota, ela tinha sido a primeira a se declarar, bem a cara dela. Ju ainda estava com o Luis, Juliet e Gilmar estavam juntos também e Guilherme estava com a Jamie, finalmente ele teve coragem de pedir a mão dela em namoro, o pai dela hesitou no começo mas acabou deixando. Falando nela, nunca tinha a visto antes e até ela apareceu com eles para me verem. Ela é linda, não foi a toa que o Guilherme se apaixonou. E eu e o Neymar estávamos juntos como sempre, a diferença é que agora, de acordo com o povo dinamarquês, fomos escolhidos como casal mais fofo do país.
Chegamos a Copenhague com um monte de repórteres sabendo da nossa chegada, mas ficamos em paz quando fomos ao Palácio. Sim, agora eu iria morar ali, me obrigaram a morar ali.
- Quantas noticias em que eu estive fora, não é? - Falei para todos ouvirem. Ouvimos passos na escadaria.
- Não precisa sentar, Srta. Santoro. É bom ver você outra vez, mas agora temos algo a fazer na Delegacia. - Me assustei quando o Edward falou.
- O que foi que eu fiz dessa vez? - Todos riram.
- Nada. Há alguém que acho que gostaria de ver. - Ele falou e partiu para fora do palácio. Nós todos fomos atrás dele.
Na delegacia descobri que finalmente conseguiram achar o tal mendigo, e tentaram o interrogar, mas ele disse que só falaria para a garota da flor, no caso, eu.
E agora estava de frente com ele, um silêncio predominava a sala. Estava eu, Neymar ao meu lado, Rafa, Nathaniel, Ju e Let.
- O que estão esperando para me atacar de perguntas, jovens? - Ele falou.
- Ótimo, qual a magia negra? - Ju foi a primeira a falar.
- Ju, por favor.
- O que? É a verdade, a culpa é dele.
- Sua amiga está certa. - Ele tinha um sorriso sarcástico. - Mas não era negra. - Ele de repente ficou sério.
- Muito bem, por que tentou matar a Alteza Real? – Perguntei, me referindo a Rafa
- Não era para a garota! Era para você. - Ele falou, hesitando.
- Confessa então que queria matá-la? - Neymar entrou na conversa.
- Não queria matá-la, se você não viu, garoto, ela apenas adormeceu. Não sei por que as histórias ficaram um pouco diferente... - ele falava algo e eu franzi a testa, tentando entender.
- Mas do que está falando? O que andou fumando, meu senhor? - Foi a vez de Let.
- A flor, o lobo, a maçã, o príncipe... O sapato. O que está faltando? - Ele continuava se perguntando sozinho.
- Esse velho é louco.
- Então como explica a flor não ter morrido? Ela continua intacta, esse tempo todo. É meio impossível ter passado por tanta coisa e ela ainda continuar viva. - Neymar falou, a tirando da mochila.
- OH! - Balbuciou o homem. - Ela ainda está aí. Que bela, Muy bella. - Ele agora ria.
- O lobo, chapeuzinho vermelho. A maçã, branca de neve. O sapato, cinderella. A flor, a bela e a fera. Simples. - Ju falou.
- Está bem, agora me explique esses acontecimentos cientificamente. - Rafaella mandou e ela tentou falar, mas nenhum som emitiu da sua boca. - Bom saber.
- Quero caramelo! - Ele gritou na sala.
- Vamos esquecer isso, ele não fez nada de ruim com a gente. - Falei.
- Ainda, né.
- Ele só é um velho louco viciado em contos de fadas, vamos embora. - Neymar falou. Todos iam se retirando da sala, até que eu fui a última e ouvi sua voz sendo direcionada a mim.
- Esse é o destino. Nem sempre você tem as respostas pra tudo, criança. Apenas acontece. - Ele falou serio e isso me arrepiou até o dedo do pé.
E NÓS VIVEMOS FELIZES PARA SEMPRE, SÓ QUE NÃO...

Fanfic BONUS ♥ =

Everything I Knew

Aqui estou eu, no meio de um parque. O tempo está chuvoso, mas não ligo. Não me importo com mais ninguém, com nada. Desde o dia em que tudo deu errado, não consegui encontrar as forças que ela me dava, não consegui me erguer novamente. Agora sou só eu, sem ela, sem meu grande amor: Geanne... Esse é o som que o vento me traz, que me mantém pensando nela. Pensei que a gente ia ser para sempre. EU PRECISO DELA! 

Everything I knew just went out the window. Know I can depend on you forever and I never thought I’d see my life walk away from me. I thought we'd always be together .
(Tudo que eu sabia se foi pela janela. Sei que posso depender de você para sempre e nunca pensei que veria a minha vida se afastar de mim. Pensei que sempre estaríamos juntos)
 

FLASHBACK 

Eu e o Junior sempre fomos bons amigos (n/a: best do da Silva Santos?! Está podendo, hein, amiga), até certo dia em que ele me chamou para sair. Ia ser divertido, porém normal como todas as outras vezes em que saíamos. Não sei por que, mas, por impulso, coloquei a minha melhor roupa. É... Eu estava LINDA! 
Perguntei aonde iríamos e ele respondeu que me levaria a um lugar muito especial, onde nem os paparazzi conseguiriam nos achar. Chegando ao lugar... Era lindo. Parecia encantado. Era como um parque com uma fonte no centro e cheio de flores. Maravilhoso.
Junior e eu nos sentamos em um banco em frente à fonte, até que ele olhou para o céu e disse: 
– As estrelas são tão perfeitas... É uma pena que, com a vida corrida que levamos, não temos tempo para apreciar essas pequenas coisas. 
Logo depois, eu disse o quanto ele era educado e romântico e que quem quer que fosse sua namorada seria muito sortuda. 
Junior me olhou com um olhar penetrante (n/a: AH !). 
– Geanne, eu a amo! Amo você como nunca amei ninguém antes. 
Nisso, ele foi se aproximando de mim. Colocou a sua mão suavemente em meu rosto. Seus lábios tocaram os meus. Ele me olhou, deu um tímido sorriso e me beijou de novo com um beijo apaixonado e carinhoso. 
Fomos muito felizes, porém, no outro dia, ele bateu em minha porta. Parecia confuso. Disse que o beijo da noite anterior havia sido um erro e que não se repetiria novamente. 

Mais tarde, no colégio, vi Neymar da Silva Santos aos beijos com Pietra (n/a: se seu nome é Pietra, pense em outra menina ridícula) – a menina mais detestável e idiota do colégio. 

/FLASHBACK. 

O que eu fiz? NADA! Fingi que ele não existia mais para mim. Sinceramente, não sei o que fazer. Eu o amo, sinto que PRECISO dele, mas não vou dar uma de menina fácil e ir atrás.

Passaram-se sete semanas e, todo dia, vejo Neymar com uma cara triste.Ele já tentou me explicar o que houve, mas não consigo ouvir (n/a: você não é surda, ok?!) .

Notice you didn't have to pay for every word I said and I wish I could change your decision. And you know that I try and tell you what it's like, but you just wouldn't listen.
(Você não teve que pagar por cada palavra que eu disse e gostaria de poder mudar a sua decisão. E sabe que tento e digo como é, mas você simplesmente não ouve)
 

Com passar do tempo, não sei bem o que houve com Junior. Perdemos contato. Não éramos mais os mesmos. Na verdade, eu era o mais fria possível com ele. Mas um dia, repentinamente, ele me deixou um bilhete no armário. 

Let’s go back, let’s rewind to the days that remind me of all the good times that we spent together. And I don't know why we just let it all slide when we both knew inside we were right for each other. I don't know what to do, because you're everything that I knew.
(Vamos voltar, vamos regressar aos dias que me lembram dos bons tempos que passamos juntos. E não sei por que deixamos tudo passar quando nós dois sabíamos que éramos certos um para o outro. Não sei o que fazer porque você é tudo o que eu conhecia)
 

Foi quando parei para pensar nos momentos que havíamos passado juntos e em como o tempo passava devagar sem ele. Neymar era um garoto legal... 

Everything's the same. It's like tomorrow never came. We used to talk about whatever and the seasons never change. We never used to act our age, everytime we were together.
(Tudo é igual. É como se o amanhã nunca chegasse. Costumávamos conversar sobre qualquer coisa e as estações nunca mudavam. Não fingíamos a nossa idade em todo o tempo que estávamos juntos)
 

Tomei uma decisão: conversar com o Junior. Não poderíamos continuar naquele estado. Foi quando tive uma decepção maior: achei uma carta dele, logo pela manhã, na porta do meu quarto. 

How can you just walk out of my life without even giving a reason? And how can you look so good the day I watched you leaving?
(Como você pode simplesmente sair da minha vida sem me dar um motivo? E como você pôde parecer tão bem no dia em que vi você partindo?)
 

Senti-me muito mal. Pior ainda ao ver o PS da carta: 

"P.S: Ge, sempre a amei. Desculpe-me por te ter feito você sofrer. Desculpe-me por ter acabado com a nossa amizade. Perdoe-me. Não se sinta culpada por ter me rejeitado. Eu realmente merecia. Mas agora estou muito longe de você. Finalmente vai viver em paz sem mim.

Neymar da Silva Santos."
 


FIM! 

N/A: GENTE, o final fica a critério de vocês. Se ele morreu, mudou de cidade... rs

Chapter 11 - Revenge


Chapter 11 - Revenge

- Anh? O Paul esteve aqui? O que eles conversaram?
- KVA 555, que nome estranho. - Ju balbuciou algo, distraída.
Ju!
- O que?
- Eles conversaram o que?
- Eu não sei, estava longe. Só pude ver um pouco, eles sentiram minha presença e saíram dali. E foi hoje, logo quando chegamos. - Ela falou.
- ESPERA! KVA 555? FOI ISSO QUE VOCÊ FALOU? - Guilherme gritou praticamente.
- Sim, por quê? 
- NEYMAR! - Ele virou pra mim com os olhos arregalados. - MATAMOS A CHARADA! FORAM ELES!
- O que?
- KVA 555... - Gilmar interrompeu o Guilherme.
- É o número da placa que a gente viu no vídeo. - Todos se entreolharam. Puta merda!
- O próprio Oficial e o Paul? 
- Tudo faz sentido! A Mancha de sangue no lugar do assassinato e agora a placa. – Falei, me levantando da cama.
- E como ele é oficial ele pode fazer o que quiser, até inventar uma desculpa e roubar as fitas de vídeo que estavam faltando. - E Paul o ajudou. - Travei meus dentes e corri com raiva até a sala. Mas não havia ninguém lá. - Calma. Não podemos agir assim, eles mataram seu pai. Calma! Temos que ter cautela. - Guilherme falou, me puxando e tentando me acalmar.
- Eles mataram meu pai e sequestraram a Ge, bem sobre o meu teto. Como me pedem calma? – Falei, gritando.
- Vamos seguir eles. - Gilmar olhava para a janela da sala. - Eles estão indo embora. Quem vai dirigir? - Ele perguntou.
- Eu posso. - Nathaniel entrou do nada na sala, como sempre.
- Vai dar tanta gente? - Let perguntou.
- E quem disse que vocês vão? Apenas a gente. - Luis falou.
- Hey, a amiga é nossa também. - Ju falou e começou todo mundo a falar junto.
- CALEM A BOCA! - Falei e todos se calaram imediatamente. - Gilmar e Luis vão conosco. Jota e Guilherme, vocês ficam, se não voltarmos vocês sabem o que fazem.
- Isso não é coisa para mulher. - Falei. - Se cuidem.
- Machista... - Ju reclamou e eu revirei os olhos.
- Para não dizer que não fizeram nada, fiquem com o celular ligado. Quando descobrimos onde ela está entraremos em contato por mensagem. Nada de ligação, ok?
- Está bem, 007. - Let soltou uma piada. Ignorei-a e nós três fomos em direção ao carro que ficava nos fundos. Esperamos até o Oficial sair, e com cuidado nós seguimos ele.
Geanne
Minha consciência voltava aos poucos, abri os olhos, mas a visão estava turva, tentei esfregar meus olhos, mas percebi que minhas mãos estavam presas a algo. Pisquei várias vezes e por fim minha visão foi se tornando mais clara. Olhei para um lado e para o outro, analisando o lugar. Por Céus, onde eu estava? Encarei meus pés amarrados com uma corda e pra piorar não conseguia gritar, já que estava com uma fita na minha boca.
Lembrei da última vez em que estava acordada, a Let tinha pedido para eu descer porque eles já tinham chegado. Era uma armadilha, agora claramente podia ver, já que estou em um lugar totalmente fechado, sem janelas, apenas com uma porta e uma luz.
Tentei desatar o nó das cordas, mas não adiantava, estava apertado demais. Tentei gritar novamente, mas o som só saía abafado e baixo demais. Ouvi um ruído na porta.
- Então acordaste, mocinha. - Uma pessoa com capuz entrou falando, eu não reconheci a voz. Ele foi em minha direção e tirou a fita da minha boca sem piedade, me fazendo gritar.
- Quem são vocês? O que querem? – Perguntei, nervosa.
- Nós apenas estamos cumprindo ordens, e em breve saberá o que queremos, futura Alteza Real. - Ele deu um sorriso sínico.
- Eu não tenho dinheiro! - falei sem ao menos pensar.
- Futuramente terá. Mas não é isso que eles querem. - Outro deles que tinha entrado na sala falou. - Está com fome? Sede? – Perguntaram, mas eu neguei.
- Eu vou sair daqui!
- Ah é? E quem vai te tirar? - eles riram. - Duvido que o seu jovem namoradinho e seus amigos idiotas vão conseguir te achar.
- A polícia vai.
- A polícia? - Eles riram mais ainda e eu franzi a testa. - Vamos dizer que temos um chefe lá dentro, ou seja, nada de polícia. - Olhei pra eles, ainda mais assustada. Isso não pode estar acontecendo, eu fui sequestrada e alguém da polícia tem a ver com isso? Fiquei calada, tentando pensar em como poderia sair daqui, mas estava impossível, quando a única passagem era a porta.
- Onde estamos? Isso aqui é muito nojento. – Falei, percebendo o chão sujo.
- Acha mesmo que vamos dizer? Comporte-se. - Ele falou em um tom ameaçador, pegando meu queixo e apertando-o, e os dois saíram dali, me deixando sozinha. Ótimo, comecei a choramingar com medo de não sair dali tão cedo, ou pior, me matarem. Eles, pelo visto, tinham um 'chefe', quem foi que mandou fazer isso?
Neymar
- Abaixem-se! - Nathaniel mandou e nos abaixamos. Estávamos no carro seguindo o Oficial, quando pude perceber estávamos em um lugar esquisito. Eles pararam em um local e tivemos que parar um pouco antes.
- A Ge provavelmente deve estar ali. - Falei. - Vocês ficam aqui enquanto eu vou.
- Você não vai sozinho. - Nathaniel me repreendeu. - Eu vou com você. Louis, pegue a chave, qualquer atividade suspeita, saia daqui e vá avisar os outros.
- Tudo bem. - Eu e o Nat saímos e fomos em direção à casa que o Oficial e o Paul entraram. Não estava em um perfeito estado, não havia muitas janelas ali e quando tinha eram cobertas por algo.
- E agora, o que faremos? - Fomos para trás de uma árvore.
- Esperamos. - Nat falou. - Pense antes de agir, Neymar, isso não é um tipo de brincadeira. Se entrarmos lá indefesos, nós que vamos nos ferrar e nem poderemos salvar tua namorada.
- Tem razão. - Falei.
Geanne
Ouvi barulhos no andar de baixo, logo percebi que estava no segundo andar de alguma casa. Os barulhos se aproximavam e viraram pisadas fortes do outro lado da única porta que havia ali.
Encarei a porta com receio e logo ela foi aberta, revelando alguém que eu jamais imaginaria.
- Oficial?
- Olá, Santoro. - Ele veio em minha direção, afobado. - Vamos te tirar daqui. - Ele fez sinal de silêncio. Eles vieram aqui me salvar?
- Espera, como conseguiram passar? - Ele desamarrou a corda que estava em minhas mãos e nos meus pés. Caminhamos rapidamente até a porta e eu já estava com esperanças que logo sairia dali. Erro meu.
Senti uma mão pesada me empurrar de volta ao quarto estranho, me fazendo cair no chão. Ouvi uma gargalhada com o máximo de gosto.
- Acha mesmo que eu iria te deixar sair? - Ele falava, rindo. - Você é muito retardada, confia em todo mundo. Agora confesse, sou ótimo ator, não é? - Ele mantinha as mãos na barriga e ainda dava risada.
- O que?
- Ainda não entendeu, Santoro?
- Você é um deles. – Falei, seria.
- Pelo menos você é inteligente.
- Então era você, sempre foi você. Por quê?
- Não me faça perguntas idiotas. Nunca suportei vocês, e muito menos aquele príncipe que se acha o eleito do povo. Sem falar do papai dele. - Ele sorriu debochado.
- Assassino... - Falei de uma vez, quando percebi do que ele estava falando. - ASSASSINO. VOCÊ MATOU O REI, O SEU PRÓPRIO REI. - gritei.
- ELE NUNCA FOI O MEU REI. E eu só estava fazendo o que foi ordenado, mas infelizmente não deu certo. - Ele se aproximou, me pegou brutalmente pelo braço e me obrigou a sentar naquela maldita cadeira de novo. - Aí apareceu você. E começou a estragar mais do que já estava. O tolo do seu namoradinho não devia ter colocado o nariz onde não foi chamado.
- Eles vão me encontrar... - Eu falei, mas ele me interrompeu.
- Não, não vão.
- Eles estão encontrando pistas e provas... - Eu falei, mas ele me interrompeu mais uma vez.
- Não, nunca irão.
- E IRÃO SABER QUE FOI VOCÊ, O MUNDO INTEIRO VAI SABER QUE FOI VOCÊ E ACABARÁ NAS GRADES COMO QUALQUER BANDIDO DA SUA LAIA SEMPRE ACABA. - Gritei no ouvido dele e cuspi na cara dele, fazendo-o se irritar e me dar um tapa bem forte na minha cara. Senti o canto da minha boca arder mais ainda do que as minhas bochechas. Senti o gosto de ferro que rapidamente identifiquei que vinha do sangue.
- Eles podem até descobrir. MAS SERÁ TARDE DEMAIS, O QUE APENAS ELES IRÃO ENCONTRAR É VOCÊ MORTA. - Ele gritou com um tom ameaçador, pegando meu rosto com suas mãos, o que fez meu corpo tremer. Ele não estava brincando.
- Cuidem dela. - Ele ordenou para os caras de antes e saiu dali. Eles me amarraram novamente e fiquei sozinha de novo, algumas lágrimas estavam escapando do meu olho. Respirei fundo e decidir tentar de tudo para sair dali.
Tentei me mexer e percebi que os nós da corda estavam folgados. ÓTIMO. Tentei com sucesso e conseguir me livrar das cordas, depois desamarrei a dos pés. Me levantei da cadeira e tentei ver ao redor. Não havia nada.
Olhei de novo e notei que tinha uma janela ali, eu não tinha visto antes por estar coberto por umas cortinas que estavam empoeiradas. Tentei abri-la, mas estava emperrada. A única coisa que eu podia fazer ali era pegar a cadeira e jogá-la para quebrar os vidros, só que faria muito barulho. Mas não tinha outra solução, era só ser rápida.
Fiz o que eu tinha pensado, a cadeira tinha quebrado aos pedaços e ainda caiu do outro lado. Olhei pela janela e vi o Oficial quase saindo, mas quando me viu ele voltou correndo para dentro da casa. Tinha que pular dali, era alto, mas tinha esperanças de sair viva.
Pulei da janela, me segurando nos lados, mas sem sucesso. Senti alguém me pegando pela cintura e eu voltei àquela casa velha outra vez. Por céus, será que eu nunca vou sair dali?
Parei no chão novamente, por eles terem me jogado sem piedade. Olhei para o Oficial parado na porta.
- Precisa aprender a se comportar. - Ele falou, olhando para os comparsas e saiu dali. Senti um empurrão na minha cabeça, que foi diretamente ao chão. Dor. Eles me pegaram pelos cabelos e me obrigaram a ficar em pé.
- Se fosse eu, não faria mais nada desse tipo. - Um dos comparsas me avisou e me socou no rosto. Caí no chão mais uma vez. Depois eles me amarraram, dessa vez com nós fortes, na outra cadeira que havia ali, colocaram um pano na minha boca e saíram. Olhei para a cortina e ela estava na frente da janela outra vez.
Minha cabeça latejava e ardia ao mesmo tempo. Senti algo escorrer da minha testa até minhas bochechas e depois notei um pingo vermelho caindo na minha perna. É, acho que nunca vou sair daqui. Baixei minha cabeça por alguns minutos, não pensava que os próximos iam ser muito visitados.
Senti passos pesados outra vez e levantei minha cabeça com dificuldade. A porta foi aberta com agressividade e um vulto foi jogado por outro, e logo mais outro por outro. Um resmungo de dor apareceu depois de um ter caído. Minha visão voltou ao normal e percebi o Oficial e os dois capangas parados na porta, e duas pessoas ao chão.
- Não sabia que ia ser tão fácil te capturar. - O Oficial gargalhou alto e entrou no 'quartinho'.
- Ge? - Arregalei meus olhos quando reconheci sua voz. Olhei para o chão e seus olhos Verdes me encaravam. Tentei falar o nome dele, mas o pano na minha boca me impedia.
- Tranquem a porta e coloquem madeiras naquela janela. Não quero que nenhum escape. Desamarrem ela, B3 e B4 logo estarão aqui para ajudar a ficarem de olho. - E mais uma vez o oficial saiu.
Quando fui solta daquela cadeira irritante eu corri para abraçar o Neymar, que ainda estava no chão. Ele tentou se levantar, mas estava com muita dor.
- O que eles fizeram com você? - sussurrei baixinho, olhando alguns machucados que ele possuía no rosto.
- Eu estou bem. - Ele resmungou.
- Olá, Ge. - Ouvi outra voz que estava ao lado do Neymar, já sentado.
- Nathaniel?
- Bom falar com você pessoalmente de novo. Só não sabia que seria aqui. - Ele olhou para os lados, observando o lugar.
- O que estavam fazendo? Por que vieram aqui sem ninguém?
- Iriamos trazer quem? A Polícia?
- O Exercito talvez?
- Ia demorar muito e o Neymar não estava com paciência. - Nathaniel sorriu.
- Fiquem quietos! Se tentarem fugir a minha ordem é de matar vocês. - O comparsa que tinha acabado de ajeitar a janela avisou e saiu.
- O que fizeram com você? - Agora foi a vez de Neymar me perguntar após ver um corte profundo na testa e um pequeno no canto da minha boca.
- Fiz por merecer.
- Eles vão pagar por topar em você. - Ele fez uma feição preocupada e me abraçou apertado.
- Acredite, se não fosse por mim ele ainda estaria tendo um ataque de desespero lá no palácio. - Nathaniel até em uma hora como essa, fazia seu humor aparecer.
- Não deviam ter vindo sem proteção. - O repreendi.
- E o que deu em você querendo pular aquela janela? - Neymar perguntou bravo. - Estava querendo se matar?
- Você viu? E não, eu só pensei que talvez poderia fugir.
- Nós vimos sim.
- O que você apenas conseguiria era quebrar algum osso. - suspirei pesadamente.
Ficamos um tempo ali sem fazer nada, pensando no que iria acontecer depois. E mais uma vez pude ouvir alguns barulhos se aproximarem, era o oficial e mais alguém, de tanto ter ouvido, já sabia o som da sua pegada. A porta foi aberta, revelando-o.
- Aqui estão eles. - O Oficial falou e deu passagem para alguém entrar e nos ver.
- Ora, ora, ora. - ouvi uma risada. - Isso foi fácil. - Neymar se levantou e ficou tenso, olhando para a porta. Estava de noite, o que piorou a visão de todos ali.
- Você? - Ele riu sem humor. Olhei e o dono da voz apareceu, ou melhor, a dona.
- Eu mesma.
- Tia May. - Foi a vez de Nathaniel.
- Mas o que? - perguntei sem entender nada. Não era o Oficial que estava por trás disso?
- Olá, sobrinhos tolos. - Ela falou, se aproximando, e mais adiante vinha Paul. Agora que eu não estava entendendo nada.
- Colocaram o nariz onde não foram chamadas e agora estão aí.
- Paul. - Neymar mencionou seu nome e o encarou feio.
- Alteza, o que foi que você fez?
- TRAIDOR. - Neymar gritou, indo para cima dele, mas Nat o impediu.
- Não chame esse sangue ruim de Alteza, já expliquei que ele é do tipo do pai dele.
- Então foi a senhora que assassinou Edward. - Nathaniel falou.
- Por que fizeram isso? - Neymar perguntou com raiva.
- Sim e não.
- Como assim? Matou ou não matou?
- Matei e não matei.
- Você é louca.
- Acontece que eu quis matar. Mas infelizmente não aconteceu.
- Do que está falando?
- Que seu pai continua vivo? Sim, Neymar. SEU PAI CONTINUA VIVO. - Ela falou.
- Mas todos viram que ele tinha morrido. - Finalmente coloquei minhas primeiras palavras ali.
- Sim, confesso que quando você vê os dois, não vê nenhuma diferença.
- Você é uma louca que não sabe o que fala.
- Eu não sou nenhuma louca. Veja bem, mocinha, aquele não era o Edward, era o irmão gêmeo dele, William.
- O que? – perguntei, sem acreditar.
- Meu pai nunca teve irmão gêmeo.
- Aí que você se engana.
Neymar
Não estava entendendo mais nada, meu pai tinha um irmão gêmeo agora?
- Eles não sabiam que eu estava querendo matar o Edward. William estava o tempo todo alerta, ele não queria que isso acontecesse.
- Por que matar meu pai, seu próprio irmão? - perguntei.
- Por quê? Simples, porque o trono devia ser meu e não dele. - Ela parecia ter ficado com raiva. - Eu era a primeira na linha de sucessão do trono, mas meus pais idiotas resolveram adotar uma criança, bem mais velha que eu. Quando ficou oficializado, Edward se tornou o primeiro e eu fiquei na segunda.
- Mas você é a de sangue, devia ter sido a primeira, não é? - Ge perguntou.
- Não. - Falei. - Se algum homem mais velho filho de sangue ou não do soberano entrar para a família, ele é automaticamente o primeiro. Antes as mulheres primogênitas não podiam governar se não se casassem ou se tivessem um irmão mais velho para isso.
- Seus pais ensinaram muito bem sobre a nossa história. - Ela balbuciou.
- Bastardo.
- Acho que o vovô sabia em quem confiar. - Eu a desafiei.
- Frederik André Henrik Christian não é o seu avô. E você e a garota insolente que a chama de irmã, nunca vão ser os herdeiros dessa família. Vocês não possuem sangue real.
- Espera... - Ge a interrompeu. - Qual o nome do seu avô, Neymar?
- Ainda não entenderam? - Minha tia falava.
- Frederik André Henrik Christian... Por quê? - Perguntei a Ge, que a olhava preocupado.
- Esse é o nome do meu... - Alguém interrompeu nossa conversa.
- Sim, do seu avô. - Ouvi e reconheci a voz do meu pai. Entrei em estado de choque.
- Mas o que diabos está falando? Não se mecha. - Ela tirou uma arma de dentro da bolsa, nos fazendo assustar e apontou pra mim. - Veio com sua própria vontade, irmão? - Ironizou.
- Pai... - balbuciei seu nome, ainda não acreditando que ele estava vivo.
- Olá, filho. Me desculpe por esconder isso. E eu vim porque sabia que o meu filho estava em maus lençóis.
- Que loucura.
- Me desculpe pelo susto outro dia, Geanne. - Ele falou e lembrei do dia que a Ge disse que tinha visto o 'fantasma' do meu pai.
- Era você então? - Ele afirmou.
- Vai para lá. ANDA! - Tia May gritou, ainda apontando a arma. - Não. Quer saber? Fique onde está. Vou matar todos de uma vez. Mas antes, que história é essa do meu pai ser avô dessa plebeia? Ela nem ao menos sabe o dever de uma rainha.
- Sim, May. Essa é a verdade. Meu pai me contou que havia deixando uma amante que estava grávida de uma filha, e mandou eu procurar quem era. Mas depois de pistas sem sucesso resolvi esquecer essa história e levar minha vida. Mal pude ver que a própria neta da sua filha veio ao seu destino. No começo eu não sabia, claro. Mas depois que você tentou me matar, mantando o William, tive que procurar sobre isso. - Ela riu escandalosamente.
- Está de brincadeira que essa pirralha é a herdeira real do trono, não é?
- E você não vai encostar o dedo em mais ninguém. Já custou a vida do meu irmão e agora quase desses meninos. - Ele agora tinha elevado o tom de voz.
- Você não é de nada, Edward. Nunca foi. OFICIAL! - Ela gritou, o chamando. - Leva esse sangue ruim daqui, me irritou o bastante.
- Não vou deixar que me levem, você não tocará neles. - Meu pai tentou se desvencilhar do Oficial e de mais alguns capangas, mas não conseguiu.
- Vai, pai. Deixa isso comigo, ela não pode fazer nada.
- Aí é que você se engana. - Ela apontou a arma pra mim.
- Tia, não faça isso. - Nathaniel gritou.
- Fique fora do meu caminho, Nathaniel, você precisa aprender quem são suas companhias. - Os olhos dela possuíam puro ódio, rancor e decepção. Estava à beira da loucura. Segurei a Ge pelo braço e a empurrei de lado, tentando protegê-la. Se eu fosse morrer, que ela ficasse viva.
Já que ela é a herdeira real, o país precisa dela mais do que de mim. E eu não ia suportar que ela morresse por minha culpa. Olhei pra ela e a vi em completo desespero.
Erro meu, mais uma vez. Tia May mantinha um sorriso no rosto de satisfação, logo ela apontou a arma pro lado e atirou. Quando olhei pro lado era tarde demais, era Ge quem estava ali.
- NÃOOOOOOOOOO. - Gritei com todas as minhas forças. Ela ia atirando novamente, quando eu fui para frente e tentei arrancar a arma daquele velha maldita. Mas, bom, acabou me acertando na barriga. No começo não senti nada, só um impacto, depois senti algo queimar dentro, minhas forças tinham se ido, mas pude ter tempo de pegar a arma da Tia May e jogar para um lado do local. Senti meu corpo caindo no chão. Nathaniel pegou a arma e apontou para Tia May, mas ela acabou fugindo.
Não sei mais o que aconteceu, minha visão começou a ficar turva.
Geanne
- Neymar! - Eu gritei apavorada depois que o vi cair no chão. Tia May fugiu e Nathaniel estava perto do Neymar. Tentei me arrastar até lá, já que eu fui atingida na minha perna. Uma dor desgraçada teimava em invadir meu sistema, mas continuei mesmo assim. Ele não podia morrer. Não agora!
Finalmente cheguei perto dele, ele estava com os olhos se fechando. - Neymar! Por favor, não durma. Por favor! Não me deixe de novo. - Segurei seu rosto, ainda o vendo ensanguentado. Nathaniel tentava controlar o sangue que estava saindo sem nenhum controle. - Por favor! – Supliquei, chegando perto dele e chorando. - Eu te amo.
- Eu... também... - Ouvi sua voz um pouco rouca. - Te... amo. - Ele tentou rir, mas saiu apenas um grunhido.
- Não fale. Não se esforce. Aguenta firme, certo? - Mexi minha perna sem querer enquanto falava e percebi mais uma vez que a idiota aqui também levou um tiro.
- Hey, hey. Fiquem aqui quietos. Vou tentar buscar ajuda. - Nathaniel falava.
- Sério que você mandou a gente ficar aqui? Como se a gente tivesse outra escolha. - Ele me ignorou e rasgou um pedaço da camisa que o Neymar usava. - Tó. - Ele me entrou um pedaço. - Amarra isso na sua perna. E tenta impedir o sangue dele sair. – Concordei, o vendo ir embora.
- Aguenta, tá? – Falei, tentando conter minhas lágrimas.
- Não me importo se eu morrer agora. Eu te salvei. - Ele ainda falava fraco e devagar.
- Não fala isso, por favor. Você... - engoli o choro e continuei - Me prometeu que nunca mais ia me deixar.
- Prometi?
- Não, mas me prometa agora. - Falei inocentemente, sem querer criar graça.
- Tudo bem, eu prometo. - Ele levantou sua mão com dificuldade e tocou a minha. - Parecemos Romeu e Julieta.
- Não. Não parecemos, porque não vamos morrer. Não vou deixar você morrer por suas tolices. - Ouvi um barulho no andar de baixo. - Olha, eles estão vindo. Vai aguentar mais um pouco, não é?
- Espero... - a voz dele estava ficando mais fraca e rouca. Isso me matava por dentro, não sabia se ele iria sair vivo.
- Neymar? - O chamei. Ele não respondeu. - Neymar. - Chamei mais outra vez e nada. E agora seus olhos se fechavam sozinhos.
- Por favor, não. Neymar! - gritei seu nome e comecei a chorar escandalosamente. Ele havia desmaiado, morrido, apagado, NÃO SEI! O único sentimento que eu sentia era de dor: pela minha perna e por ele. Ele não podia me deixar.
- Geanne! - Luis vinha com mais algumas pessoas e os paramédicos logo atrás.
- MEU DEUS! - Ouvi um grito da Ju.
- Alteza. - Paul tentou chegar perto, mas eu o impedi.
- Traidor, não chegue perto dele. – Falei, quase avançando em cima.
- Calma, Ge. O Paul estava sempre do nosso lado, mais tarde explicamos tudo. Agora temos que tirar vocês dois daqui e levarmos ao hospital o mais rápido possível. - O Pai do Neymar falou e deixei que me levassem, sem mesmo tirar os olhos do Neymar. Peguei na sua mão quando fomos colocados em macas e só soltei quando separaram a gente.
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Gente a historia ta acabando e eu ja estou escrevendo a outra ok ? hahaha essa historia vai ate o capitulo 14 ♥

Chapter 10 - First Night


Aviso : ja que voces estao falando que eu demoro a postar ,vou postar todos os dias,se der antes de ir para escola ou quando eu chegar ok? ..... Gente eu fiz uma parte em que eles tinham a noite de 'amor' rs' nao sei se ficou bom,juro que fiz o que eu pude rs' se vocs nao gostarem me desculpem ... e eu fiz uma enquete ali do lado vejam o que voces querem ok ??  bom é isso ,Beijoss sabor Neymar ...
Chapter 10 - First Night

Foi difícil eu ter pegado no sono, mas consegui. Acordei não sentindo mais o Neymar na cama, talvez ele tinha acordado mais cedo e saído. Fiz minha higiene pessoal e coloquei óculos escuros para descer até o jardim, onde era servido o café da manhã. A Sra Styles disse ontem, que se hoje o dia estivesse bom, o café da manhã seria lá. Porém, coloquei os óculos para ninguém ver minha cara de zumbie que estava por culpa da noite passada, na qual nem consegui dormir direito, e quando adormeci já estava de manhã.
- Bom dia, Santoro. - Scarlate me cumprimentou.
- Bom dia. - Sorri. 
- Olá querida, dormiu bem? - Nadine perguntou já na mesa. 
- Er... sim. - Senti alguém tirando meus óculos por trás e me virei para dar um sermão. 
- Se isso é dormir bem, não sei o que é não dormir. - Neymar foi o autor daquela gracinha. Peguei os óculos de volta e sentei à mesa. 
- Chato. - resmunguei baixo. 
- O que foi isso? 
- A Ge pensou ter visto um fantasma. Meu... - interrompi o Neymar. 
- NADA... - falei. 
- Ela teve que dormir no meu quarto, e olha como está. Imagina se não tivesse comigo. 
- Você tirou o dia para me pentelhar? – Perguntei, pegando uma torrada. Falando nisso, aquilo era um banquete e não uma mesa de café da manhã. 
- Só estou falando a verdade.
- Vocês dormiram juntos? - Todos ali olharam pra gente. Todos, lê-se alguns empregados e a mãe do Neymar.
- Dormimos. 
- Mas não de forma maldosa, por favor. - Completei. 
- Tomem cuidado... 
- Ok mãe, sem lição de moral agora. - Neymar falou, interrompendo-a. Que situação constrangedora. 
- Ah, esqueci de falar para vocês. A Rafaella acordou. 
- O que? Por que não disse isso antes? 
- Encontrei com vocês agora, filho. 
- E Ela está bem, Sra Da Silva Santos Junior? 
Nadine por favor, você tem que parar com essa mania de me chamar de Sra, você é parte dessa família. E ela está ótima. - Ela sorriu. Troquei olhares com o Neymar e me impulsionei a correr e chegar lá primeiro antes dele, sabia que ele estava pensando a mesma coisa. Sim, saímos correndo igual loucos para ver a Rafa, mas consegui ouvir um pouco do que a minha sogra falou.
- Pelo visto, as coisas ficaram mais divertidas com esses dois juntos aqui... - Já falei que amei minha sogra? Haha. Depois de correr conseguimos chegar ao quarto da Rafa, e claro, Neymar chegou primeiro que eu. Eu sou baixinha e ele é grande, pernas longas, tinha que correr mais rápido né. Cheguei lá morrendo de cansaço, da próxima vez me lembro de não apostar corrida em um palácio e ainda quando você pode se perder.
- Mana! - Neymar cumprimentou a irmã.
- Olá guri. Como está? - E aquele papo vai e vem, só sei que as horas que tinham passado foram legais. A Nadine falou que amanhã iriamos embora para Copenhague, lá passaríamos o inverno, o doce inverno. No final da tarde aproveitei para ligar para meus queridos pais, tomei um sermão, mas contei a verdade pra eles, sobre minha aventura nesses últimos dias. No começo não acreditaram, mas tirei uma foto com a Rafa e mandei pra eles, eles ficaram sem reação no começo, mas com certa cautela ficaram felizes por mim. E também quem não ficaria né? A filha deles estava namorando um príncipe. Mas senti que eles estavam preocupados, porque esse namoro não é tão conto de fadas assim como todo mundo pensa. Um exemplo é eu ter virado celebridade do país, eu estava estampada na capa da revista com o Neymar caminhando dentro do palácio. Nadine disse que ia processar a revista, porque eles não pediram permissão para a foto ser tirada e publicada, ainda mais eu e ele estando dentro da propriedade real.
- Você está bem? - Perguntei ao Neymar. Estava de noite e estávamos arrumando nossa mala, na verdade eu já tinha feito a minha, estava ajudando ele. Depois ele recebeu um telefonema e ficou estranho de repente.
- Saiu o resultado da marca do sapato que pisou com sangue perto da escadaria...
- Sério? E qual era a marca?
- Ferracini preto. - Ele encarou a janela do quarto.
- E que conclusão chegou?
- Esse foi o sapato que meu pai deu pro Paul. - Ele falou e eu fiquei sem reação.
- Isso quer dizer o Paul matou deu pai?
- Claro que não. Mas ele está sendo o suspeito que mais temos provas. - Neymar sentou na cama e suspirou pesado. - Não pode ter sido ele.
- Você está preocupado demais com isso. Por que não deixa isso com a policia e relaxa?
- Não! Eu vou descobrir quem foi.
- Mas não adianta perder a paciência e tentar fazer um monte de chutes de quem foi. Para reunir provas isso leva tempo, Neymar. - Deixei as malas no chão e fui sentar do lado dele, bagunçando seu cabelo.
- O pior que eu sei. - Peguei na sua mão e o entrelacei na minha.
- Tenho certeza que a gente vai chegar à suspeita certa e resolver o mistério. - Sorri. - E tudo vai ficar em paz como antes.
- Espero que esteja certa. - Ele me olhou.
- Eu sempre estou. - Sorri e roubei um selinho dele. Subi na cama, ficando ajoelhada e fui pra trás dele, resolvendo fazer uma massagem em seus ombros. - Você está tenso.
- Oh, por que será? - Ele riu. Continuei fazendo a massagem.
- Tira esse casaco. – Falei, o ajudando depois. - Bem melhor! - Percebi ele ficar mais relaxado. Fui me ajeitar mais na cama e quando virei ele já estava sem camisa e não foi uma boa ideia. Eu fiquei olhando mais do que o normal suas costas nuas. Coloquei meus dedos sobre seus ombros e continuei a massagem. E quando dei por mim já estava encostando meu nariz em seu pescoço, o que fez ele se arrepiar. Senti seu cheiro, e que cheiro. Ele estava deliciosamente perfumado com um dos seus perfumes mais cheirosos. Ele percebeu minha aproximação e encarou meus olhos. Acho que mexi com a fera numa hora errada, mas eu não tinha mais controle de mim mesma, parecia que todo meu auto controle já tinha ido por água a baixo. Culpa do perfume! Ou do pescoço.
Fechei meus olhos e apenas senti o toque dos seus lábios nos meus. Ele começou o beijo em um ritmo calmo, como se estivesse querendo aproveitar do momento o melhor possível, mas logo ficou em pé e me abraçou, acelerando seu beijo, tive que entrar na mesma sintonia que a dele. Ele parou de me beijar e desceu, dando mordidas e beijos pelo meu pescoço e em cada toque eu me arrepiava intensamente. Ele me encarou mais uma vez com os olhos diferentes, tinha um brilho de desejo. Sorri.
Ele me pôs deitada na cama e grudou nossas bocas novamente, mas agora explorava meu corpo com suas mãos. Em uns segundos parou, talvez para falar algo, mas eu impedi, beijando-o. Eu tirei minha calça rapidamente e troquei de posição. Eu fiquei em cima, estava na hora da provocação. Me inclinei um pouco e apaguei a luz do quarto, no interruptor que havia perto da cama. Eu analisava seu tórax e sua barriga definida e tive a audácia de infiltrar minhas unhas ali, ele gemeu um pouco. Aproximamos nossos rostos e pressionei mais minhas pernas em seu corpo e me rocei em baixo dele com um sorriso malvado no rosto. Senti ainda mais seu membro 'animadinho' e empurrei seu tronco com minhas mãos, nos fazendo deitar e nos beijamos. Tiramos o resto de nossas roupas e Neymar lembrou da camisinha, tenho que lembrar no outro dia para agradecer porque senão estaríamos ferrados. Eu já estava pulsando por dentro, explodindo seja lá o que for, precisava dele imediatamente. Depois de tantas provocações implorei por ele dentro de mim, e ele vendo meu estado, obedeceu. Ele começou a penetrar devagar  e intensificando os movimentos ate estocar forte Gemi alto,mais como nao tinha so agente naquele corredor ele me beijou para abafar os gemidos,eu ja estava louca e ja estava quase chegando ao ápice.senti ele estremecer em cima de mim dando as estocadas mais forte e senti um liquido quente,ele chegou ao ponto dele e continuou ate eu conseguir chegar ao meu ápice,ele caiu ao meu lado exausto e me puxou para o deitar em seu peito. E lá se foi a noite mais Maravilhosa da minha vida.
Na madrugada eu acordei e Neymar percebeu um pouco. Tomei banho e vesti minhas roupas.
- Pra onde vai? - Escutei sua voz rouca por ter acabado de acordar.
- Se sua mãe me pega aqui, ela nos mata. – Falei, dando um selinho nele.
- Vai voltar para seu quarto?
- Sim, e você vai me levar. - Eu ri, o puxando-o da cama.
- Hey, eu não vou sem roupa. - Ele se levantou e se enrolou no lençol.
- Então vai vestir suas roupas.
- Mas antes... - ele me puxou, me envolvendo pela cintura e me beijou.
- Ok, chega. Vai logo. – Falei, quebrando o beijo.
- Por que eu tenho que ir? - ele resmungou.
- Por causa do fantasma? Não to a fim de ter aquele ataque de novo. - Nós rimos. Ele foi ao banheiro e voltou vestido apenas com uma calça de moleton.
- Vamos. - Ele pegou minha mão e saímos do quarto. Andamos pelo corredor um pouco e antes de chegar ao meu quarto ele me puxou. – Olha... - ele apontou para a janela da varanda do palácio.
- A Lua está linda. - Sorri.
- Não mais que você. - Ele depositou um beijo no meu pescoço. Peguei na mão dele e o puxei até a porta do meu quarto e me virei pra frente dele.
- Cheguei.
- Sã e salva, sem ver fantasmas. - Ele riu.
- Idiota. - Ele me abraçou de mau jeito. - Adorei nossa noite.
- Adorei? Não podia ser outra palavra melhor não? - Revirei os olhos.
- Eu amei. Está melhor assim?
- Está. Temos que aproveitar mais as futuras noites e fazer o mesmo que hoje. - Ele se aproximou, sussurrando no meu ouvido.
- Você é um tarado.
- Por você eu sou sim. - Ouvimos um barulho.
- Vai logo antes que... - Ouvi um pigarreio.
- O que vocês estão fazendo acordados uma hora dessas? - Droga, a tia chata do Neymar apareceu.
- Tendo uma conversa séria. E o que a Sra está fazendo acordada? - Ele perguntou.
- Não fale comigo nesse tom, e eu fui pegar um pouco d'água, ao contrário de vocês.
- A gente só estava vendo a lua, não estava com menor sono.
- A Lua?
- Não tia, estávamos fazendo um sexo bem gostoso no meio da noite. - Ele foi sarcástico. Tentei não rir com isso, porque realmente não devia ser sarcasmo, já que era verdade. Fiquei um pouco envergonhada. Percebi que ela ficou sem graça também.
- Seus pais não te criaram bem, rapaz. Começando pela audácia de trazer uma garota de sangue impuro para nossa família. - Ela falou e foi minha vez de ficar sem graça, Neymar ficou em uma expressão séria.
- O que eu faço não é problema seu. Melhor ter um sangue 'impuro' do que ter uma tia como você na família. - Os dois se encararam sérios.
- Isso não vai ficar assim, Da Silva Santos Junior.
- Está me ameaçando?
- Entenda como quiser. - Ela falou e saiu logo, desaparecendo no corredor.
- Não acha que foi duro demais com ela? - Perguntei e ele deu um soco na parede, me fazendo assustar.
- Ela te chamou de sangue impuro! Merecia coisa pior que isso.
- Sangue impuro?
- Sangue sujo. Como se você não prestasse, uma qualquer. - Aquela velha estava passando dos limites.
- Deixa pra lá, Harry. Não importa, eu te amo. – Falei, dando um selinho nele.
- Eu te amo também, mas não vou admitir que pessoas te tratem mal. Não quando você, sou eu. - Ele pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos. - Somos um só, principalmente agora. - Ele riu.
- Ganhei um ótimo príncipe. - Ele me beijou e eu retribuí. - Preciso dormir agora, já que o Sr me cansou demais. - Sorri.
- Eu? Hmm está bem, se você diz. - Ouvi sua risada gostosa. - Boa noite, sonha comigo. - fechei os olhos e senti seu beijo em minha testa.
- Boa noite, sonha comigo você também.
- Pode deixar. - A última coisa que eu vi foi seu sorriso antes de fechar a porta e adormecer muito bem na cama.
Acordei com uma dor no pescoço, mas nada exagerado. Me vesti com uma roupa que a Rafa tinha deixado na minha cama com um bilhete e desci. A roupa era um simples vestido com um sobretudo, já que fazia frio. Percebi vozes na biblioteca e fui olhar quem era. Os meninos estavam lá, alguns até com roupas no quesito vou sair para alguma coisa. Menos o Guilherme e o Luis.
- Posso entrar? - Perguntei quando abri a porta e eles perceberam minha presença.
- Claro que sim, Ge. - Gilmar falou sorrindo - Como está?
- Bem e você?
- Ótimo. - Cumprimentei todos os meninos e por último dei um selinho no Neymar como forma de um olá.
- O que estavam falando?
- Sobre ontem, do Paul.
- Ahh. E o que vão fazer com esse resultado?
- Eu acho que seria melhor nós perguntarmos a ele sobre isso e a mais ninguém. Depois guardaremos até achar mais pistas. - Guilherme comentou.
- Tudo bem, é isso o que vamos fazer. - Neymar falou.
- Minha intuição diz que tem muito rolo nessa história. - Falei o que havia pensado antes.
- Eu também acho. - Louis falou.
- Bom, eu vou ter que ir embora, passar o inverno no Amalienborg.
- Amalienborg? Não era Copenhague? - Perguntei e todos olharam pra mim.
- É o nome do palácio, Ge. - Niall falou, rindo.
- Ah, eu ia adivinhar muito o nome do palácio. Outro né, não sei pra quê.
- Pelo menos lá fica na capital.
- Meninos, prontos para irmos a København? - Rafa apareceu. – Olá, Ge.
- Guilherme, Luis, a gente se vê no final de semana. - Harry despediu deles.
- O que é København? - Perguntei ao Neymar, que envolveu um braço em minha cintura.
- Copenhague em dinamarquês, amor.
- Por que vocês inventam tantos nomes estranhos para a mesma palavra?
- Você não sabe falar dinamarquês. Ainda estamos fazendo um favor em falar inglês. - Ele sorriu torto.
- Os meninos vão vir com a gente?
- Sim, eles vão passar o inverno com a gente, convite da minha mãe.
- E a...
- As meninas vão vir no final de semana junto com o Guilherme e o Luis. Agora vamos... - Nós atravessamos a porta principal e fomos de carro até o aeroporto no qual havia muitos fotógrafos a nossa espera. Agora sabia o porquê da roupa que a Rafa me mandou vestir.
Fiquei um pouco constrangida com pessoas estranhas tirando foto de mim, mas terei que me acostumar com isso. Tinha percebido que em Sondeborg, quando nós saímos do palácio, não víamos paparazzi, tenho a impressão que em Copenhague será muito diferente. Vamos pra capital do país, não é mesmo?
Neymar
Estávamos no pequeno avião sobrevoando pelas cidades próximas a København. Gracy estava dormindo lindamente no outro banco e eu estava ansioso para nosso retorno ao palácio de Amalienborg. Pensei em como a Geanne reagiria vendo o enorme palácio, já que ela ficou deslumbrante com o tamanho do Gravenstein. O Piloto já tinha dito que estávamos sobrevoando por København ( Copenhague) e que iríamos pousar logo. Acordei devagar a Ge, que resmungou porque estava sonhando com uma coisa legal.
- Geanne querida, bem-vinda a Københava, ou Copenhague, como preferir. - Minha mãe falou.
- Tenho que me acostumar a falar esses nomes. - Nós rimos.
- Só tome cautela quando descermos no aeroporto, jornalistas e repórteres vão estar a nossa espera.
- Isso quer dizer muitos flashes? - Ela falou.
- Exatamente. - Finalmente foi minha vez de falar. - Mas seja você mesma, se quiser acenar, acene se não quiser, ignore-os. - Ela me olhou e eu sorri.
Depois de alguns minutos nós pousamos, tenho que admitir que me senti aliviado em ficar em terra firme.
- Você irá conhecer a família real inteira, Ge. - Rafa falou.
- Verdade? - Ela me olhou assustada.
- Sim, nós todos geralmente no inverno nos reunimos aqui. Ah, e Ge, quero ver sua cara quando ver o Amalienborg.
- Oh não. Por quê?
- Nada, você depois vai entender. - Eu sorri, encostando meus lábios nos dela e a beijando por alguns segundos. - Agora vamos descer. - Ela pegou na minha mão e entrelaçou nossos dedos. - Nervosa?
- Um pouco. Sua mãe me assustou. - Nós rimos.
- Só relaxar.
- Ah é, antes de tudo, devo admitir que você está literalmente vestido como um príncipe.
- Isso é bom ou ruim? - Perguntei na dúvida.
- Você está lindo. - Ela me deu um selinho e fomos andando até a escadaria do avião. Aproveitei antes de descer, baguncei meu cabelo e coloquei meus óculos escuros. Senti o vento bater absurdamente frio no meu rosto, mas ainda assim adorava o clima daqui.
Descemos do avião com seguranças no nosso encalço, e como previsto havia muitos fotógrafos ou algo do gênero por ali. Quando nos aproximamos cada um enchia de perguntas, principalmente para gente, sobre eu ser o futuro rei, sobre meu relacionamento com a Ge e sobre o assassinato do meu pai. É, as pessoas estavam a par de tudo aqui. Olhei pra Ge que estava agarrada em minha mão e vi ela sorrindo timidamente para eles, mas não acenava, e sorri junto com isso.
Entramos no nosso carro e fomos em direção ao palácio. Logo que chegamos na entrada, olhei para ela, que estava olhando curiosa. Chegamos perto da Estátua e descemos, pude ver Jota e Gilmar no outro carro que chegava.
- Bem vinda ao Palácio de Amalienborg. – Falei, rindo.
- Que estatua é essa?
- Estátua equestre do rei Frederik V. Meu tatatatataravô.
- Ok, dessa eu já entendi. - Ela falou rindo, e logo se virou. - UAU! Quantos palácios esse negócio tem? - Não pude deixar de rir.
- São prédios Ge, prédios que constituem um palácio só.
- Por que tão grande?
- Não me pergunte, isso só é passado de geração a geração. Cada um tem um nome.
- Qual? - ela perguntou, enquanto íamos entrando no palácio.
- Esse no qual estamos agora é Levetzau, edifício noroeste, nossa residência. Os outros são Moltke, edifício sudoeste, porém é apenas utilizado para visitas oficiais. Brockdorff é o edificio nordeste, que também é nossa residência e por último Schack, meu futuro gabinete. Gabinete do rei desde 1967. - Eu sorri enquanto me jogava no sofá, cansado.
- Tenho muito que aprender ainda, esses nomes são muito complicados de se falar. - Ela franziu a testa.
- Aprendendo a entrar na realeza, Ge? - Jota perguntou com humor.
- Tenho que me acostumar. - Acho muito legal a Ge ficar interessada na minha família.
- Daqui a alguns dias minha família vai vir e vou te apresentar a eles Ge. - Jota.
- O que?
- A minha também. - Foi a vez de Gilmar. Ela me olhou e eu sorri.
- O que? - Perguntei.
- Vocês não estão colocando muita pressão em mim? Eu sou uma garota normal. - Nós rimos.
- Relaxa que você tem o Dom, garota. - Gilmar falou.
- Meninos, arrumem suas malas no quarto. - Minha mãe mandou.
- Vocês arrumam suas malas? - Ge perguntou surpresa.
- Qual o problema? Disso ela nunca mudou. - Eu falei. - E também não seria legal os empregados toparem nas minhas coisas, não que eu desconfie deles, mas seria ruim. Eu não gosto que topem nas minhas coisas.
- Bom saber.
- Vamos para cima, Ge. – Falei, a chamando com um sorriso no rosto.
- HMMMMMMM... - Jota
- Já vão né? Vocês não perdem uma. - Eles riram e ignoramos eles.
- Não existe, sei lá, nenhum carrinho para passearmos pelo palácio? - Eu gargalhei enquanto entravamos no meu quarto.
- Qual é, amor.
- Sério, isso deve ser muito ruim para caminhar. - Ela falou, indo para a janela. - Mas é lindo. – Parei, a encarando de costas. Ela se virou e me olhou. Logo depois riu sem graça - Que foi? Para de ficar parado me olhando. - Vi ela indo até minha cama, abrindo uma mala e jogando algumas roupas em cima de mim. - Vai arrumar suas malas. - Percebi ela indo em direção à porta, logo me mexi e a segurei pela cintura, impedindo de sair.
- Não vou deixar você sair! - Falei.
- Eu estou te distraindo.
- E é isso que eu quero. - Virei ela para podermos ficar de frente um do outro. Seus olhos cor mel brilhavam do jeito que eu mais adorava. Ficamos encarando-nos por algum tempo e logo a beijei.
- Temos que fazer algo hoje, não é? - Ela falou logo depois que finalizamos o nosso beijo.
- Você e minha mãe. Enquanto isso vou resolver coisinhas, acho que só vamos nos ver mais tarde. - Sorri torto e não pude evitar de pensar em coisas pervertidas. Ela levantou a sobrancelha, encarando.
- Vamos ver né. - Ela soltou uma gargalhada.
- Até lá, Ge. - Beijei sua testa e saí em direção à porta do meu quarto, indo ao encontro dos meninos.
Encontrei Paul no caminho antes de ir encontrar os meninos, e aproveitei para falar com ele.
- Paul!
- Sim, Alteza?
- Posso te fazer uma pergunta?
- Pode. - Vi ele hesitar novamente.
- Promete que me dirá a verdade?
- Sim. - Ele afirmou.
- Você esteve no mesmo local onde meu pai estava quando ele foi assassinado?
- Sim, todos estavam lá.
- Não, antes. Antes da policia chegar. - Ele me encarou por um tempo.
- Não.
- Está mentindo. - Falei incrédulo com a mentira dele. - Tenho provas do solado do seu sapato lá, que apenas você usa, por que ainda diz que não estava lá? - Perguntei e ele ficou calado. - Foi você que...
- NÃO! Por Deus, eu não ousaria matar o seu pai.
- E por que então suas pegadas estavam lá? E ainda sujas de sangue?
- Alteza, sabe que eu quero o seu bem, portanto pare de se meter nessas coisas. O assassinato do seu pai logo será resolvido se deixar a policia nesse caso. Isso é perigoso para o senhor. - Ele falou, nervoso.
- Espera... Como você sabe que eu estou no caso com minhas próprias mãos?
- Eu vi vocês examinando o local.
- Certo, mas você não respondeu minha pergunta. Por que estava lá?
- Não posso...
- Você esteve lá na hora do assassinato do meu pai.
- Fique fora disso! Ou terei que falar para a policia que você está procurando sozinho.
- Não me ameace, Paul. Eles não poderão fazer nada.
- Paul? - Minha mãe nos interrompeu.
- Majestade! - Ele se curvou.
- O que queria falar comigo? É sobre sua decisão?
- Decisão? – Perguntei, olhando para os dois.
- Sim. Eu tenho certeza do meu pedido.
- Pedido? – Perguntei, mais uma vez sem entender.
- Certo, então seu pedido de demissão foi concedido. Suas contas finais serão cuidadas em breve.
- O QUE? DEMISSÃO? POR QUE ESTÁ SE DEMITINDO? - todos me ignoraram mais uma vez. Paul se curvou mais uma vez e saiu dali. Fui atrás dele.
- Por que está fugindo?
- Fique fora disso, eu já falei! Eu estou os protegendo.
- Do que está falando? PAUL!
- Pare de procurar antes que seja tarde demais. Cuide da sua namorada! - Ele falou e entrou no carro, indo embora. O que está acontecendo?
Corri até onde os meninos estavam e contei a eles sobre a demissão repentina do Paul.
- Certeza que ele sabe alguma coisa. - Liam falou.
- Eu estou preocupado com a Ge. - Eu falei.
- Mas ela está atualmente no seu palácio, não é?
- Sim, mas mesmo assim, Paul me avisou para cuidar dela.
- Então cuide dela.
- As pistas sumiram desde que a gente chegou aqui. - Jota comentou.
- Acho que precisamos parar, mas ficar com os olhos atentos.
- Não esqueçam daquele mendigo estranho que quase matou a Rafa... - ouvimos uma voz se aproximar e passar pela porta da enorme sala, se revelando.
- Nathaniel.
- E aí primo? Como está?
- Como você...?
- Como eu sei sobre sua incrível e idiota procura pelas pistas do assassino do meu tio? Todo mundo sabe. - Ele falou e eu e os meninos nos entreolhamos.
- Isso é péssimo.
- Só tenham cuidado. - Ele falou.
- Como todo mundo ficou sabendo?
- Não sei, mas eu apenas ouvi do Oficial Klauth. E ele está furioso por vossa alteza não confiar nele. - Ele riu. - Não gosto dele.
- Tudo bem, nem eu.
- Mas e aí? Estão a fim de achar o mendigo que quase matou a Rafaella? Porque se sim eu posso ajudar.
- Ajudar como?
- Acabei de vê-lo em um armazém. - Todos arregalaram os olhos.
- Então vamos lá. O que estamos esperando?! - Corremos em direção ao nosso carro, mas antes fomos abordados pela minha querida e curiosa Ge.
- O que estão aprontando?
- N-nada. Temos que ir agora... - Ia aumentando os passos com os meninos, mas parei.
- Estão indo para onde com tanta pressa?
- A um pub. - Gilmar falou.
- A um pub? Essa hora?
- Sim, saída de homens, amor.
- De homens? - Senti um certo sarcasmo na sua voz. - Muito bem, Da Silva Santos Junior.- Era a primeira vez que ela falava meu sobrenome.
- Prometo não fazer nada. Te amo, tchau. - Saí de lá antes que ela falasse alguma coisa.
Entramos no carro e fomos em direção ao tal armazém.
- Acho que tem gente aqui que vai levar duas broncas. Uma sem culpa e outra com culpa. - Nathaniel me zoou.
- Não acredito que ela acreditou que eu ia sair por aí com vocês.
- Hey, o que tem contra nós?
- O Gilmar é exceção, mas você e o Nathaniel não são boas companhias para um cara comprometido.
- Hey! - protestou Nathaniel. - Eu sou um cara comprometido.
- Minha irmã não conta, já que só estarão namorando oficialmente se todo mundo souber. - Chegamos ao local onde o Nathaniel tinha falado. Entramos, mas não encontramos ninguém.
- Tem certeza que ele estava aqui?
- Tenho. Mas pela demora de vocês, ele deve ter ido embora.
- A Ju tinha falado que esse homem possuía magia negra. - Jota falou.
- E você vai acreditar naquela louca?
- Quem é Ju?
- Vamos embora!
Geanne
O ótimo é que eles me deixaram aqui sozinha enquanto eles iam se divertir por aí, com mulheres, aposto. Sozinha nesse palácio enorme. Me arrependi de não ter saído com a Rafaella e a Tia Nadine.
Resmungava enquanto caminhava pelo palácio e dei de cara com uma das tias do Neymar.
- Olá, jovenzinha.
- Oi.
- Achando divertido se aproveitar de um príncipe? - ela perguntou.
- O que? Desculpe, mas sem querer ofender, a senhora está louca?
- Mais uma plebeiazinha querendo entrar para o reino, eu sei como é. Está cheio. - May resmungou.
- Eu não estou me aproveitando do seu neto, certo? Eu o amo de verdade.
- Se o ama deveria saber o seu lugar. Ele vai ser um rei, o que acha que vai fazer como rainha? O que a rainha faz? - Ela me perguntou com um tom ameaçador. Eu fiquei calada, porque eu realmente não sabia que papel eu ia fazer se o Neymar fosse rei. - Isso é o resultado de que esse não é o seu lugar. Se eu fosse você já teria ido embora daqui. E espero que saiba que eu não gosto de você.
- Disso eu nunca tive dúvida. - Eu falei e ela saiu com um sorriso no rosto, vendo-me ficar um pouco abalada pelo o que ela disse. Eu realmente me sinto mal por ter largado tudo e vir pra cá por causa do Neymar. Mas agora não poderei voltar atrás. Estava na janela quando vi os meninos chegarem rindo, provavelmente zoando um com o outro. Neymar, percebendo a minha presença, olhou, sorrindo pra mim e entrou animado no palácio. Há, não vou esquecer que ele me deixou sozinha aqui e ainda tive que ouvir merda da tia dele.
Ouvi barulhos no corredor e ele veio à tona, com seu sorriso lindo de sempre. Olhei pra ele séria.
- Oi. - Ele falou e coçou a cabeça, sabia que eu tinha ficado um pouco brava. - Olha, eu juro que não saí com ninguém e nem nada...
- Você me deixou aqui sozinha.
- Mas minha irmã e minha mãe estão aqui.
- Não, elas saíram.
- Desculpa. Eu realmente não podia te levar, mesmo que chegando lá tudo foi em vão.
- Como assim?
- Nada. Deixa pra lá.
- Hmm. - Fiquei calada e voltei minha atenção para a janela.
- O que foi? Está estranha. Ainda está chateada comigo?
- Não. Na verdade um pouco, mas por mais de ter ficado aqui e ouvir umas coisas não legais da sua tia. - suspirei.
- O que? O que foi que ela te falou?
- Nada... quer saber Neymar, esquece. Pelo menos ela tinha um pouco de razão.
- Esquece nada. Fala. O que quer que seja que ela tenha dito, é mentira. - Eu ri.
- Como você pode saber o que ela falou?
- Não gosto dela.
- E ela deixou claro que não gosta de mim.
- Esquece ela, manda essa velha procurar algo para resmungar. - Ele pegou minhas mãos e depois me abraçou.
- Só quero que as meninas venham logo. - Ele se afastou, me dando um beijo no canto da boca.
- Amanhã elas estarão aqui. - Ele sorriu, me beijando logo depois.
Acordei mais uma vez com um pesadelo e senti meu celular vibrar na escrivaninha. Uma mensagem.
" Ge? Estamos aqui do lado de fora, poderia vir aqui por favor? X Let"
Estranhei, elas já tinham chegado? Coloquei meu hobbie e desci. O que elas estavam fazendo lá fora? Será que não deixaram elas entrarem? Mensagem estranha, porque a Let nunca ia ser tão educada.
Mandei os guardas abrirem o portão, fui para o jardim do lado de fora, e não havia ninguém ali. Não havia ninguém até quando senti alguém me puxar, eu ia gritar, mas colocaram algo no meu nariz e tudo apagou. Eu tinha desmaiado.
Neymar
- Acorda, Neymar! - Senti alguém me cutucar e já estava ficando nervoso, não queria que ninguém me acordasse.
- Que é, vei?
- Está na hora, não? Já são 11:30, cara. E chegamos aqui e ainda está dormindo. - Luis falava.
- Oi Luis. - Me levantei sem animo. Me arrumei e desci aonde todo estavam.
- Bom dia, Neymar dorminhoco! - Ju me saudou.
- E aí gente. - Falei, passei o olhar por todos naquela sala e percebi a falta de um par de olhos mel. - Cadê a Ge?
- Eu é que pergunto. Não a vi ainda. - Let falou.
- Nós não vimos. - Ju concertou e eu franzi a testa.
- Ela deve estar dormindo, filho.
- Vou chamá-la. - Ju foi em direção ao palácio e eu fui atrás. Não estava com um pressentimento bom, ela acordava sempre mais cedo que eu.
- Está nervoso uh?
- Não estou me sentindo bem. - Chegamos a porta do quarto dela e a Ju entrou gritando.
- ACORDAAA CHUCH... Ge? Já está acordada? Está no banho é? - Ela perguntava, chamando-a e ela voltou do banheiro sem ninguém.
- Cadê ela?
- Não sei, ela não está aqui. - Fiquei nervoso. Saí pra fora do quarto e falei com o guarda para procurar a Ge por todo o palácio.
- Neymar! Não está exagerando?
- NÃO! Eu estou com um péssimo pressentimento. Deus, estou apavorado. - Falei.
- Calma, ela deve estar passeando por aí. - Voltei ao quarto dela apressadamente e algo me chamou atenção. O celular. Vasculhei e vi uma mensagem as 4:25 da manhã. Fiquei em pânico quando percebei que era da Let, elas não iam chegar aquela hora.
Corri até lá fora onde todos estavam com Ju no meu encalce gritando comigo e perguntando o que aconteceu.
- Let! - a repreendi. - Foi você que mandou uma mensagem pra Ge hoje de madrugada?
- Hein? Eu não mandei mensagem nenhuma, não que eu lembre. Até porque estou sem crédito. - Ela falou. Fechei meus olhos, apertando-os e tentando rezar pra que isso não esteja acontecendo.
- Ninguém viu ela hoje, certo? DROGA!
- Neymar calma, o que aconteceu?
- Ela não está no quarto. Não está em canto nenhum! - Ju percebeu o porque do meu nervosismo e começou a se desesperar. - Meu Deus! Ela foi sequestrada?
- O QUE? - Juliet quase se engasgou.
- CALMA! CALMA. - Sem nem ao menos me importar com o que eles estão falando corri para a sala de controle. Se alguém tivesse sequestrado a Ge, as câmeras tinham filmado. Tudo o que me importava agora era saber onde ela estava.
Vasculhei nervosamente em todas as filmagens, com ajuda dos seguranças e pude ouvi os meninos chegarem atrás de mim.
- Calma, Neymar, vamos te ajudar. - Gilmar falou me ajudando a procurar mais fitas de hoje. Peguei a de hoje de madrugada e passei até chegar as 4:22, momento quase exato da mensagem.
- Achei! - falei enquanto observava ela passar pelos corredores à noite. Não havia mais nada, ela não tinha voltado pro quarto.
- Pega do lado de fora. - Jota mandou e um dos seguranças o entregou. - Coloquei e passei até da o horário das 4:30 e vimos um carro estranho do lado de fora.
- Que carro antigo. KVA 555 - Guilherme resmungou.
- De quem é esse carro? - Depois de alguns minutos percebemos sombras e nitidamente duas pessoas com máscaras com alguém no colo. Desmaiado. Era ela.
- COMO NINGUÉM VIU ISSO? - Luis gritou. Coloquei as outras fitas e percebi os seguranças que estavam na porta principal desmaiados pelo chão.
- Alguém a sequestrou! - Falei.
- Temos que comunicar a polícia. - Minha mãe apareceu na porta. E eu me atirei na cadeira, eu estava perdido. Sem ter o que fazer, talvez por desespero ou talvez por não poder fazer nada mais uma vez.
Nos reunimos na sala, todos apavorados com a notícia. O Oficial Klauth, meu tio e mais outros estavam já presentes na sala. Eles falavam algo, mas eu não estava nem aí. Estava feito um idiota arrasado, me sentia culpado, eu devia ter cuidado dela.
- Hey cara, vamos encontrá-la. - Louis tentava me dar uma força, em vão. Me levantei dali e fui ao quarto onde ela dormia, precisava ficar um tempo sozinho. Senti lágrimas descendo pelo meu rosto só em pensar em não vê-la nunca mais. Eu não podia perdê-la de novo, não mesmo. E não há outra pessoa a quem amava.
- Eu devia ter escutado Paul. - Falei quando senti a presença dos meninos. - Ele sabia que isso ia acontecer! E tenho certeza que foi a mesma pessoa que assassinou o meu pai.
- Você não ia adivinhar que justo hoje de madrugada isso ia acontecer. - Jota.
- Ela vai voltar.
- O que o Oficial disse?
- Que vai colocar a polícia em todos os lugares, e vão alertar a todos. Mas duvido que ajude. - Juliet entrou dizendo.
- E o que estamos esperando? Nó somos os detetives aqui. Vamos lá. - Gilmar.
- O problema é que não temos pistas. - Falei com a voz rouca.
- Tudo começou com o assassinato, encontramos fitas faltando, temos suspeitos, temos a pegada de Paul que estava com sangue e agora essa mensagem. - Zayn falou.
- Quais são os suspeitos?
- Seu tio, suas tias, o Oficial, o Mendigo doidão. É, acho que são esses. - Luis falou.
- Risquem o Oficial, impossível. Ele está aqui, não é?
- Se for assim o seu tio e suas tias também não. - Jota comentou.
- Sobra o Mendigo.
- Foi o que mais tentou fazer algo a Ge.
- O pior que não sabemos nada sobre ele. - Todos ficaram em silêncio.
- Sabe, hoje eu vi algo realmente curioso. - Gio falou. E todos voltaram a atenção pra ela. - Eu vi o Paul entregar algo ao Oficial Klauth, não sei o que era. E o próprio oficial entregou uma placa de carro para o Paul.