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segunda-feira, 18 de março de 2013

Chapter 9 - Poison apple


Chapter 9 - Poison apple

Geanne
Ontem passei o dia todo resmungando por causa do Neymar, sei que ele vai se manifestar comigo e as meninas entrando nessa confusão. Mas antes de irmos encontrar com os meninos no Palácio, resolvemos parar um pouco e comer alguma coisa. Encontramos com a Rafa no caminho que estava fazendo compras e ficamos as cinco juntas na lanchonete.
Estávamos falando de coisas sem futuro quando resolvemos sair de lá. Estávamos passeando pelas ruas de Sonderborg, já comentei o quão linda é essa cidade? Pois é.
- Hey Ge, meu irmão falou sobre nos mudarmos para Copenhague quando o inverno começar?
- Anh? Por que irão se mudar? - perguntei para Rafa.
- É que costumamos fazer isso quando o inverno chega, aqui em Sondeborg a gente passa o verão. Mas até ficamos muito mais do que o verão.
- Afinal, quantos palácios vocês têm?
- Temos oito a nossa disposição, mas doze como históricos. - Ao ouvir a quantidade quase me engasguei com o suco que ainda tomava.
- Er... pois é. - Eu falei.
- Ge, em qual deles vocês vão passar a lua de mel? - Ju me fez uma pergunta absurda.
- O que? Está louca? Começamos a namorar agora.
- Ainda tem duvida que vocês vão casar? - Foi a vez da Let.
- Quando você fizer parte da família real, nos convide para conhecer os palácios. - Juliet disse.
- Ah, calem a boca. Como se você não fosse ser também da família real. - Me referi a Juliet.
- Nossa, em que lugar fomos nos meter. - Ela disse.
- Vocês são engraçadas, espero poder ter a mesma sorte de todas vocês.
- O que foi? É o seu primo lá? - Ela fez uma careta quando eu perguntei. - Certo, primo não. Nathaniel. É o nome dele, não é?
- Sim, ele é um fofo. Sempre gostei dele, desde que éramos pequenos, só não sabia. Meus pais nunca foram a favor do namoro, e agora como ele sendo suspeito do assassinato do meu pai, isso piora as coisas.
- Ele é suspeito? - Let perguntou.
- Sim, e falando nisso. Geanne, você também é um dos. - Ela falou.
- O QUEEE???? COMO ASSIM EU SOU SUSPEITA DE UM CRIME? - Gritei na rua.
- Shhh, fala baixo, não quer que ninguém escute, não é? - Ju me alertou.
- Er. Desculpa.
- Com licença, moçada! Que tal uma maçã do amor para alegrar o dia? - Perguntou um velho um pouco familiar quando nos abordou, ele parecia estar vendendo maçãs.
- Não, obrigada. Não temos dinheiro. - Falei.
- Ah, qual é! Quem não sabe que você é a futura mulher do futuro rei desse país? É de cortesia. - Ele sorriu com seus dentes tortos.
- Pega logo essa maçã e vamos embora daqui. Estamos atrasadas para ver os meninos. - Let falou e olhei diretamente pro velho, pegando a maçã e agradecendo logo depois.
Entramos no carro no qual a Rafa tinha vindo e fomos em direção ao palácio. Fiquei encarando a maçã por um momento.
- Sabe, não fui com a cara daquele velho. Era um pouco medonho. - Ju resmungou.
- A maçã parece estar deliciosa, sorte de sermos reconhecidas, porque não íamos pagar nada. - Rafa falou.
- Quer um pedaço, Rafa? – Falei, rindo do que ela tinha falado.
- Se importa? Estou com fome e essa maçã me deu desejo. - Todas riram.
- Nem um pouco, toma. - Dei pra Rafa. Ela deu uma mordida na maçã, ficou mastigando-a e logo engoliu.
- Está gostosa, não querem um pedaço? - Ela falou sorrindo, mas logo seu sorriso desapareceu.
- O que foi? - Juliet perguntou.
- Estou me sentindo estranha. - Rafa resmungou.
- Como assim estranha?
- Estou... - Rafa estava sonolenta. - cansada... - Ela de repente fechou o olho e apagou.
- Rafaella? – Falei, cutucando-a.
- AH, NÃO! Geanne! - Ju ficou apavorada.
- OH GOD! - Juliet entrou em desespero e tentava acordá-la, me ajudando.
- ACORDA, Rafaella. MEU DEUS, NEM FAÇA ISSO DE BRINCADEIRA! - Falei choramingando e entrei em desespero. Bati no estofado da frente, mandando o segurança parar.
- SOCORROOOOOO! - Ju estava berrando que nem uma louca no carro. Um dos seguranças parou e carro e veio ver o que era.
- O que aconteceu, senhoritas? - Ele perguntou, mas logo arregalou os olhos, espantado.
- CORRE PRO PALÁCIO, PRO HOSPITAL, QUALQUER LUGAR CARALHOOO, ELA DESMAIOU! ANDAAAAA. - Gritei chorando e ele obedeceu minhas ordens.
- A MAÇÃAAAAA CACETE! - Ju estava horrorizada.
Depois de um tempo chegamos no palácio e colocamos a Gemma no quarto dela e chamaram um médico. A tia Nadine estava aos prantos e vários empregados tentavam acalmá-la. E eu estava com medo, confusa.
- Foi a maçã, Ge. Eu tenho certeza. Aquele velho maldito! Por que ninguém escuta o que as mães falam? Nunca aceite coisas de estranhos, principalmente comidas ou balinhas. - Ju tagarelava.
- CALA A BOCA! - Me exaustei e gritei. - Aquela maçã era pra mim. Não perceberam isso? - Falou em soluços. Elas ficaram em silêncio.
- O velho! - Ge gritou. - O VELHO DA ROSA, EU SABIA QUE ELE ERA MACABRO. Ge!
- Eu não lembro! Eu estou confusa. - Falei e Let me abraçou e eu chorei, me sentia culpada. Aquela maçã era pra mim e não para Rafa, eu matei alguém. Por que mesmo eu fui aceitar uma maçã de um estranho? - Eu quero o Neymar. - resmunguei.
- Ele está chegando, gente. Acalmem-se - Juliet falou. - Deem um calmante para a Ju, ela está falando loucuras.
- Eu não estou falando loucuras, eu estou sóbria, ok? Eu estou falando que aquele velho da rosa, parece com o velho da maçã. Se não fosse pela roupa nova e sua barba tirada eu diria que era a mesma pessoa. - Ela tinha falado algo com sentindo.
Neymar
Tinha recebido um chamado urgente da minha mãe por telefone, mas não entendi o que era. Só entendi o nome da minha irmã. Estávamos na casa do Gilmar quando vim voando para o palácio. O que diabos tinha acontecido dessa vez?
Entrei desesperado, com os meninos no meu encalce. Perguntei aos empregados onde estavam e fui direto pro quarto da minha irmã, mas na porta eu encontrei as meninas, inclusive uma Ge desesperada chorando nos braços da Let.
- O que foi que aconteceu? – Perguntei, tentando entrar no quarto da Rafa. Mas a minha mãe me impediu.
- O médico está analisando ela. - O rosto da minha mãe estava vermelho. Ela havia chorado. Fui em direção a Ge e a peguei dos braços da Let.
- O que aconteceu? - Ela me abraçou.
- Alguém estava querendo matar a Ge, mas foi a Rafa que comeu a maçã e bom, ela está aí. - Ju falou com a voz fraca.
- O QUE? - Luis, que estava atrás de mim, perguntou.
- Que história é essa de maçã? - Perguntei ainda tentando acalmar a Ge.
- Gente, vamos para a sala. Lá nos acalmamos e entendemos a história. - Minha mãe indagou.
- Não! - Ge parou de me abraçar e virou-se para minha mãe. - Eu preciso ver como a Rafa está. Ela não pode morrer! - Agora minha ficha caiu, alguém está tentando matar quem eu amo. Fomos interrompidos pelo barulho da porta, o médico.
- Fiquem calmos. A Srta Rafaella está bem. - Todos relaxaram. - Apenas, está dormindo. Mas não acho que não vai acordar tão cedo.
- Como não vai acordar? - Falei.
- Não sei, essa substância que estava na maçã era um antídoto para dormir.
- Tipo boa noite Cinderela? - Gio perguntou e todos olharam para ela. - O que foi?
- Não Srta, não como boa noite Cinderela. Mas algo mais forte. Bom, acho que acabei por aqui. Sra Da silva Santos , aqui está algumas fórmulas que a Srta Rafaella irá ter que tomar. Espero que faça efeito, senão... bom é isso aí. - Ele entregou um frasco para a minha mãe. Entrei logo no quarto para ver como estava minha irmã.
Ela estava deitada como se estivesse dormindo mesmo. Mas algo me incomodava, ela não ia acordar com um simples amanhecer.
- Desculpa, Neymar. - Ouvi a voz da Ge. - Eu que devia ter comido e não a Rafa. Foi minha culpa.
- Sua culpa? Do que está falando? Não foi você que entregou a maçã. Para com isso, Ge. - Fui abraça-la. - Não se culpe por algo assim.
- Estão calmos agora? - Ju falou. - Tenho algo pra contar. - Todos olharam pra ela. - Ge, lembra do velho que entregou a flor naquele dia lá em Londres?
- Sim, lembro.
- Então, não parece familiar quanto a esse que te deu a maçã? - Franzi a testa, esperando a reação da Ge. Ela parou sem mostrar ação nenhuma.
- Tem razão.
- Ah, ótimo. Agora temos mais uma suspeita do assassinato do Rei. - Jota resmungou.
- Niall, não começa. - Liam resmungou.
- Não! Ele tem razão. Alguém tentou acertar a Ge, mas acabou acertando a Rafa. Podia ser o mesmo que matou meu pai.
- Ge, ainda lembra desse velho? Será que ele está no mesmo lugar? - Ni perguntou.
- HA HA duvido. Esse velho estava em Londres e do nada foi parar em Sondeborg, aposto que agora está em outro país.
- Branca de neve. - Ju sussurrou algo estranho.
- O que? - Louis perguntou.
- Essa história é a da branca de neve, não foi ela que comeu a maçã e foi 'envenenada'?
- De novo essa história de contos de fadas? - Juliet perguntou.
- Shhh, dá para me explicarem do que estão falando? - Perguntei.
- Está bem. Lembra de quando eu e a Ge fomos atacadas por um lobo? - Ju me perguntou e eu afirmei. – Então, ela estava com um casaco vermelho e ainda com capuz, isso te lembra alguma história? Não sei, talvez Chapeuzinho Vermelho?
- Está ficando louca? - Guilherme perguntou.
- Não. Olha, lembra de quando a Ge perdeu o sapato dela na escadaria, justo no dia do baile?- Mais uma vez ela perguntou. - Cinderela! E agora essa história de Branca de neve.
- Ela tem razão. - Let falou. - A gente já tinha comentado entre si sobre isso. E sem falar que a Ge namora o Neymar, um príncipe.
- Isso só pode ser uma brincadeira, porque os contos de fadas estão quase acontecendo comigo?
- Ótima pergunta. - Ju falou. - A rosa pode ter alguma coisa a ver com alguma história também? A Bela...
- E a Fera... – Interrompi, continuando. - Onde está a nossa rosa, Ge? – Perguntei, olhando-a.
- Ficou em Londres, a Sra Lerman disse que ia cuidar dela pra mim enquanto estivermos fora.
- Bom, só sei que esse velho está por trás disso, e temos que achá-lo. - Ju falou.
- Até que você presta atenção nas coisas, amor. - Luis falou, abraçando a Ju e dando-lhe um beijo.
- Está bem, mas antes temos que fazer algo relacionado a Rafa. - Gilmar falou.
- Exatamente, e eu sei o que fazer. Nathaniel! - Todos ficaram em silêncio.
- Ah, qual é? Acha que um beijo vai fazer ela acordar? – Perguntei, incrédulo.
- Ué, melhor tentar.
- Eu concordo com o Neymar, não acho que seria esse a solução, mas tudo bem.
- Se aquele velho tentou uma vez e falhou, ele tentará de novo. - Luis falou.
- Por que eu sou sempre o alvo? - Ge perguntou, suspirando.
- Não vou deixar que nada aconteça com você. – Falei, beijando sua testa e a abraçando.
Depois de confirmamos se a minha irmã estava bem, voltamos para a sala principal para conversarmos. Nathaniel tinha chegado no palácio ao meu pedido e tinha ficado com minha irmã até ver se ela acordava.
- Eu preciso de paz. – Falei, tirando minha gravata e me jogando no sofá.
- Onde vocês estavam?
- O Neymar estava em uma entrevista e depois nos encontramos na casa do Gilmar. - Guilherme falou com desdém.
- Ah, por isso a roupa social. Que milagre. - Ouvi a Ju falar.
- Encontraram alguma pista do assassino? - Ge perguntou. Eu deitei com a cabeça em seu colo enquanto ela ficava fazendo cafuné no meu cabelo.
- Muitas. - Liam falou.
- Duas suspeitas já foram riscadas.
- Falando nisso, como é que aquele oficial de uma figa pensa que é colocando eu como suspeita? - Ge falou.
- Não sei, mas ele é uma das suspeitas agora. – Falei, franzindo a testa.
- O que? Outro suspeito do nada? - Guilherme falou. - Eu não tinha colocado ele.
- Então coloque, aquele cara tem alguma coisa estranha.
- Ele me odeia, só sei disso. - Ge falou, resmungando. - E quais são as suspeitas riscadas?
- Você e o Nathaniel - Jota falou.
- O que? Eu ainda era uma suspeita pra vocês?
- Você foi a primeira riscada, amor.
- Humpft.
- Próxima semana eu estarei ocupado com o negócio da coroação. Vocês vão ficar responsáveis com o caso. - Falei.
- Vocês? Elas não vão, né? - Luis me perguntou.
- Sim, elas vão.
- Que saco. - Luis resmungou e eu vi a Ju da um beliscão nele. - Aii amor!
- E Liam, você vai ficar com o posto de não perder a Geanne de vista.
- Certo.
- Eu vou precisar de segurança agora?
- Ge, você é minha namorada. Já tentaram fazer alguma coisa com você, então já está decidido.
- Não tenho opinião mesmo, fazer o que.
- Ah, qual é Ge. - Eu apertei a bochecha dela e levei um tapa na mão. - Também te amo.
- Daqui a dois meses eu serei coroado. - Comentei sem menor empolgação.
- E VAI VIRAR O REEEEI! - Luis gritou que nem uma gazela. - É isso que tu quer?
- Não sei. Eu acho que não serei um bom rei. - resmunguei.
- Quem aqui acha que o Neymar será um bom chefe, levanta a mão. - Ele falou e todos levantaram a mão. Saí da minha posição e me sentei.
- Não sejam legais.
- Bom, daqui pra lá tudo pode mudar. - Ge comentou.
- Mudar como? – perguntei, a olhando.
- Não sei. - Ela desviou os olhos para outro canto.
- Gente eu vou ter que ir agora, preciso fazer umas coisinhas. Neymar, eu espero que sua irmã melhore logo. – Juliet, falou se levantando, depois o Gilmar se levantou junto.
- E-Eu vou te acompanhar. - Ele falou e eu fiquei rindo.
- Obrigada. - Ela falou, sorrindo.
- Bom, eu vou cair fora, porque não to a fim de ficar de vela. Vou me encontrar com a Jamie. - Guilherme falou e saiu com Juliet e Gilmar. Luis se aproximou da Ju e eu fiquei rindo da cara do Jota.
- O que? Desde quando essa é a hora de montar casais? - Ele falou.
- Let, leva o Jota pra fora. - Ge falou.
- E-está bem. Vamos, Jota. - Ela pegou na mão dele e puxou dali. - Olhei para Ge e trocamos olhares cúmplices.
- Vocês são ótimos. - Ju falou aninhada nos braços de Luis.
- Bom, agora se vocês me derem licença. - Estendi a minha mão para Ge. - Eu pegarei a minha namorada para passearmos por aí. - Ge pegou minha mão e se levantou. - Você podem aproveitar a sala. - Meti a mão no bolso e peguei a chave da mesma. - Luis, tranca quando sair. Até amanhã. - Joguei a chave pra ele.
- Ok, valeu. Até amanhã.
- Até amanhã? - Ju perguntou.
- Ele não vai mais nos encontrar. - Luis respondeu.
- Mas esse palácio é do Harry, não dá gente, portanto, vamos sair. - Ela pegou a chave do Luis e mandou pra mim de volta.
- Mas...
- Sem mas. Não vou me sentir confortável aqui. Obrigada por nos expulsar. - Ju falou.
- Eu não expulsei, o Luis sempre fica aqui quando eu saio.
- Vocês são estranhos, mas enfim. Bom namoro. Vamos, Luis, quero pegar um cinema. - Ela falou, puxando o coitado do Luis.
- Depois eu sou o estranho. – Falei, finalmente os vendo desaparecer.
- Bom, você expulsou todo mundo pra ficar comigo.
- Eu não expulsei! – Falei, rindo.
- Deixa pra lá. Estava com saudades e você me prometeu que íamos passar o dia todo juntos, mas já passou metade do dia. - Ge fez bico.
- Culpa dos acontecimentos. Ge, dorme aqui hoje?
- Anh?
- Quer dizer, não só hoje. Até as coisas se acalmarem. Não sei pra que ficar em um hotel, aqui tem muitos quartos para a Srta ocupar.
- É, por esse lado é verdade. Mas não quero ser oportunista.
- Você não é. - Lhe dei um selinho.
- Falando nisso, eu te mato. - Me afastei um pouco.
- Por quê? O que eu fiz?
- Me fez trancar a minha faculdade e vir pra cá sem visto.
- Não seja por isso. Amanhã resolveremos o problema do visto.
- Meus pais nem sabem que estou aqui e que eu namoro um futuro rei. Imagina quando eles descobrirem, vão ter um infarto. Olha o que tu me faz, nossa, que vida compli... - Eu a beijei antes que ela tagarelasse mais.
Mas claro que alguém tinha que atrapalhar, era hoje que eu não ia ficar a sós com a Ge mesmo.
Neymar
Fomos surpreendidos pela mãe do Neymar entrando na sala.
- Ah, vocês estão aqui. Ge querida, quero te avisar que próxima semana você irá comigo a um orfanato que vamos inaugurar.
- Anh?
- O que foi? Pensou que ia namorar meu filho sem nenhum dever? - Ela falou, rindo.
- Mãe, menos.
- Não, eu não estou reclamando de ir, só fui pega de surpresa. Mas vai ser ótimo, aproveito e tiro fotos. - Eu falei animada.
- Bom, mãe, já que está aqui. A Ge vai dormir aqui hoje. - Neymar falou animado e sorrindo.
- Hum, tudo bem. Vou mandar Scarlate preparar um quarto pra você, Ge. - A Sra Da silva Santos falou e eu vi um sorriso desmanchar. Eu ri com isso. Vimos a Sra Da silva Santos ir embora dali.
- Minha mãe é uma sem graça. - Ele falou todo emburrado.
- Você mesmo disse que tinha muitos quartos para eu me ocupar.
- Foi modo de falar.
- Modo de falar? Então você acha que eu iria dormir no mesmo quarto que você? - Soltei uma gargalhada. - Não estou louca, ainda.
- Ha ha ha muito engraçado.
- Estou falando sério, eu vou saber o que você iria fazer com minha pessoa à noite.
- Nem te conto. - Ele sorriu maliciosamente e depois me agarrou, me dando um beijo no pescoço. - Vamos sair daqui. - Ele me puxou e saímos.
Já estava de noite e como os planos do Neymar era dormir aqui, eu ia passar a noite no palácio mesmo. Ficamos conversando um tempão na sala da TV e eu conheci mais ainda a mãe dele. Ela era uma mãezona, por mais que o Harry tenha me contado que ela pega muito no pé dele, mas sei que ela o ama mais que tudo. Não pude deixar de imaginar a minha vez de ter um filho, acho que eu seria uma mãe legal, mas acho que nem era melhor eu ficar imaginando isso. Como se eu e o Neymar fomos nos casar e ter filhos agora, definitivamente não. Muito cedo. Mas a certeza que eu tinha era que o Neymar seria o pai dele, ou deles.
Todos tinham se retirado para dormir. Eu estava no meu quinto sono quando resolvi acordar e pegar algo pra comer na cozinha, não estava muito com essa coragem toda, mas a fome ganhou. Fui comer e no caminho só haviam seguranças vigiando o palácio, por dentro e por fora, mas na volta antes de entrar para o corredor que dava ao meu quarto eu percebi alguém, na verdade uma sombra. Gelei na hora, me encostei no canto da parede tentando ver quem era e PUTZ! Ele olhou na minha direção.
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! - MEU DEUS DO CÉU AVE MARIA CHEIA DE GRAÇAS! É impressão minha ou eu vi o pai do Neymar, cujo estava morto, passando correndo de um corredor para o outro. Nem pensei duas vezes depois de gritar, "perna pra quem tem", comecei a correr ainda gritando feito uma louca até o corredor onde ficava meu quarto e me tranquei. Tentei respirar mil vezes e me acalmar, como se eu conseguisse. E se ele resolvesse aparecer pra mim? EU ESTOU SOZINHA EM UM QUARTO PORRA!
Com toda a coragem do mundo eu abri a porta com força e me direcionei ao quarto mais próximo que era do Harry e abri com tudo, a fechando depois. Tentei mil vezes cutucar o Harry para ver se ele acordava e ele estava dormindo feito uma pedra.
- Neymar caramba! ACORDA! ME SOCORRE! - Gritei no ouvido dele e ele logo acordou, todo assustado.
- Geanne? - Ele me olhou depois de um tempo. - O que foi? O que está fazendo aqui?
- AMOREUJUROPORDEUSQUEEUVISEUPAIAALMADOSEUPAIEUNÃOSEIEUVIMGRITANDOEUTOCOMMEDOPORRA. - Disparei as palavras, nervosa.
- O que? Hey, respira. Calma. O que aconteceu? - Ele se levantou preocupado e tentou me acalmar. Respirei fundo três vezes e tentei contar a ele.
- Eu vi um fantasma! - Eu falei direto.
- O que? - Ele riu. - Não existem essas coisas, Ge.
- NÃO EXISTE UM CARAMBA! Eu fui na cozinha comer e quando voltei vi um. Porque é claro que era um fantasma, já que seu pai morreu.
- Anh? Do que está falando?
- Eu vi seu pai, juro que foi seu pai, correndo de um corredor para o outro. Eu vi de longe, mas tenho certeza que era ele. Só sei que me apavorei quando eu vi e saí correndo.
- Você viu meu pai? Ge, meu pai está morto.
- Oh é mesmo? Não sabia! - Disse irônica. - ENTÃO É O QUE EU ESTOU TENTANDO DIZER, EU VI UM FANTASMA!
- Impossível. Vamos lá ver. - Ele falou, me puxando.
- O QUE? MAS NEM MORTA.
- Então fica aí sozinha.
- NÃO! Eu vou com você. – Falei, pegando a mão dele e saindo do quarto.
Neymar verificou alguns corredores e o corredor principal que eu disse que o tinha visto. Fiquei mais aliviada quando nós não vimos nada. Mas eu tenho certeza que eu vi, não sou louca. Voltamos ao corredor e paramos no meu quarto.
- Está vendo? Não tinha ninguém, então relaxa. - Neymar falou, alisando minha mão.
- Relaxa? Agora é que eu não vou.
- Acho que você viu as cortinas balançando e pensou ver outra coisa. - Relaxei um pouco. Ele pode ter razão, mas a imagem foi sinistra.
- Agora, boa noite. - Ele me deu um beijo na testa e foi em direção ao quarto dele. Olhei para um lado e para o outro e decidir seguir ele. - O que está fazendo? - Ele riu quando me notou seguindo ele.
- Não acha que vou voltar a dormir sozinha depois desse épico acontecimento, acha? - Ele gargalhou.
- Você é muito medrosa.
- Pois... Sou mesmo. Não to a fim de ter pesadelos com o seu pai.
- Bom, por mim tudo bem você dormir comigo.
- Claro, era o que você queria desde o começo. Aproveitador.
- O que? Eu não falei nada vei. - Bati nele.
- Vei é teus amigos. Anda, vamos antes que sua mãe nos pegue aqui e me force a dormir sozinha. - Empurrei ele e fomos ao quarto de

quinta-feira, 14 de março de 2013

Chapter 8 - Solve a murder before i die


Chapter 8 - Solve a murder before i die

Neymar
No outro dia cheguei à biblioteca e notei que havia pessoas ali, era minha família e os policiais responsáveis pela investigação do assassinato do meu pai e alguns ministros do parlamento.
- Alteza. - Oficial Klauth me cumprimentou.
- Bom, com a chegada do meu filho, agora vocês podem falar. O que descobriram?
- Procuramos em tudo, interrogamos todas as pessoas e não achamos nada.
- COMO NÃO ACHARAM NADA? VOCÊS SABEM O QUE FOI? ASSASSINARAM O MEU PAI, O REI. - Rafaella explodiu. - APOSTO QUE FOI UM GOLPE DE ESTADO.
- Golpe de estado? Com todo respeito, você está sem o perfeito juízo.
- Algum suspeito? - Perguntei calmamente.
- Sim, seu tio. O primeiro-ministro não gostava do seu pai e adoraria ficar no trono.
- Mas o que ele ganharia com isso?
- Vingança, talvez.
- Não acho que seria isso. Mais alguém?
- Algum empregado, alguém de fora? Ou uma mulher talvez? - Ele me olhou desafiador.
- O que está querendo insinuar?
- Chamei o senhor aqui para lhe falar que sei que uma das suas garotas não estava naquele salão àquela noite. - Mas o que diabos ele estava falando?
- Uma das minhas garotas? Se você está falando da Ge... - Ele me interrompeu.
- Sim, estou falando dela.
- Ela é uma garota! Por Deus!
- E daí? Ninguém aqui a conhece. Ela veio para cá de um dia para o outro. Sem visto, sabe que ela pode ser deportada, uh?
- Eu que a deixei entrar, não ouse fazer isso. - Rafaella falou.
- Claro que não foi ela!
- E por que ela estava correndo no meio de um jardim na mesma hora? - Bufei.
- Ela estava dançando comigo o tempo todo, ela saiu do Hall quando aquela confusão começou. Assustada talvez?
- Desculpe, Alteza. Mas ela é uma das suspeitas também. - Estava quase perdendo a paciência.
- Neymar, não podemos fazer nada contra isso. Mesmo eu não acreditando que a tenha sido também. - Minha mãe falou.
- Pelo menos ela não é mais suspeita que seu tio, cujo também não estava naquela hora no Hall. - Todos ficaram em silêncio.
- Mais alguém? - Perguntei.
- Não acho que vá querer saber.
- Fala de uma vez! - minha voz aumentou, sem paciência.
- Sr. Malik também não estava no Hall, Nathaniel, Paul e as suas tias, May e Valerie.
- O QUE? - Eu e a Rafaella gritamos.
- Como ousa dizer que nós somos suspeitas? - minhas tias deram o ar de suas graças.
- Por que as pessoas mais próximas e impossíveis de ser, você está levando em consideração? - Rafaella falou.
- Desculpe, mas mesmo todos ou a maioria sendo inocente, não posso deixar passar nenhum rastro e muito menos suspeitos. Não havia digitais na faca. O resultado das solas do sapato estão em andamento ainda. Enquanto isso só temos suspeitos.
- Enquanto a coroação? - me referir a Sr. Bolton, um dos ministros do parlamento presente e o mais velho de todos.
- Isso você não deve me perguntar, jovem. E sim a sua irmã. Está mesmo confiante que irá abdicar o trono?
- Claro. - Rafa falou fraco.
- Então não há o que resolver, Sr. Styles, você oficialmente é o segundo na linha, portanto, se sua irmã desistiu, você terá que subir. - Olhei para minha mãe e depois para o Sr. Bolton.
- Não se preocupe, o seu pai um dia nos falou que mesmo sendo do jeito que é, você seria um ótimo governante. - Ele falou com aquela voz rouca. - Bom já que está tudo resolvido, esperamos o dia do seu aniversário para a coroação.
- DAQUI A DOIS MESES? - Rafa gritou. - Neymar...
- É cedo, eu sei. Mas estou preparado.
- Próxima semana começa seu treinamento, Sr. Da silva Santos. - Sr. Bolton me avisou.
- Tudo bem. – Falei, suspirando. Rafaella olhou pra mim com uma cara indecifrável. Saí logo em seguida.
Fui para a sala de música e fiquei um tempo pensando em tudo que havia acontecido. Quem pensa que vida de realeza é fácil estava totalmente errado.
Decidi ligar para os meninos, tinha que falar com eles urgente. Em mais ou menos duas horas estavam todos reunidos na sala.
- O que é tão importante, Neymar? - Jota perguntou.
- Hoje mais cedo eu tive uma conversa com o responsável pelo caso do meu pai. E bom, ele é um completo idiota.
- Como assim? Ele não descobriu nada? - Foi a vez do Gilmar.
- Mais ou menos. Ele só tem suspeitos, os quais são sem nexo.
- E quem são?
- O Guilherme é um deles.
- O QUE? EU? MAS O QUE? - Ele falou assustado.
- Guilherme, aonde você estava naquela noite? - Luis perguntou.
- O que? Agora estão desconfiando que eu matei o pai do Neymar? Qual é? Me poupem, Sr. Da silva Santos sempre foi um tio pra mim ou alguém da família... - Eu o interrompi.
- Calma, Guilherme. Por mim você já estaria fora dessa lista. Mas não sou eu que estou no caso, por enquanto.
- Eu sei que não foi ele. Só quero saber onde estava.
- Com a Jamie, aposto. - Eu sorri, falando.
- Foi com ela mesmo. - Ele confirmou e todos começaram a zoar ele.
- Vocês não podem falar nada! - Exclamei. - As amigas da Ge hm, sei, eu vi vocês no baile com elas. Juliet e Let.
- O que? - Gilmar bufou, e Jota ficou incomodado.
- Ainda bem que não estou nessa, já que eu estou oficialmente namorando a Ju.
- Oficialmente? Não sabia. Então não é oficialmente. - Ele me mandou o dedo do meio.
- Espera, Neymar. Voltando ao caso do seu pai, antes você tinha falado que não estava no caso, por enquanto. Eu ouvi bem? O que está aprontando?
- Não tenta desconversar, Gilmar. - Nós rimos.
- Mas ele tem razão. Eu estou querendo descobrir o killer sozinho.
- Você está doido? - Jota indagou
- Fumou o que? - Foi a vez do Guilherme.
- Isso não é uma brincadeira, Neymar. - Luis. Olhei pra Gilmar, esperando ele falar, mas ele ficou calado.
- Vai concordar comigo? - Perguntei.
- Bom, concordar não. Mas posso ajudar.
- O QUE? - Jota.
- Olha, meninos, se imaginem no lugar dele. Eu ia ficar louco se não soubessem quem era o assassino. E sabe, essa polícia está muito fraca para o meu gosto. - Gilmar falou.
- Então você percebeu também.
- Detetives não encontram somente isso. Que coisa idiota.
- Desculpe, mas não to a fim de arrumar confusão.
- Nem eu. Vocês são da nobreza, podem fazer qualquer coisa. - Luis reclamou.
- Eu não vou, porque seria suicídio ir atrás de um assassino. - Jota.
- Eu não pedi a ajuda de nenhum de vocês. Só avisei, caso queiram se juntar comigo. - Me retirei dali antes que meus nervos explodissem. Se eles não querem me ajudar, eu irei sozinho. Estava no corredor quando senti uma mão no meu ombro.
- Espera, Neymar. - Gilmar falou, me impedindo de sair. - Eu sou seu amigo, sempre pode contar comigo. Eu vou ajudar. - Sorri e ouvi mais passos se aproximando.
- Ok. Você venceu. - Jota disse.
- É o que os amigos fazem, não é? - Luis parou, colocando as mãos nos dois bolsos.
- Não vamos deixar você na mão. Protegeremos uns aos outros se algo acontecer. - Guilherme.
- Só espero que quando você se tornar rei nos nomeie algum tipo de cavaleiro que salvou o mundo. - Luis me zoou.
- Ha ha ha. Se eu não morrer até lá.
- Nossa, como você é otimista. - Nos retiramos dali.
- O que você disse pra eles? - Perguntei ao Gilmar, antes de irmos atrás das pistas.
- Só dei algumas palavras de como é uma amizade. Grito de guerra. Sabia que ia encorajar eles. - Vi ele sorrir.
- Obrigado. - Dei um tapinha nas costas dele.
Estávamos na sala de segurança do palácio. Pedi aos seguranças alguns minutos sozinho com os meninos, e que ninguém falasse nada.
- O que estamos procurando? - Jota perguntou.
- Vídeos do dia da festa.
- Harry, quem mais foram os suspeitos que o Oficial Klauth falou?
- O meu tio, minhas tias, May e Valerie. O Paul, Nathaniel e a Ge. - Bufei.
- A Geanne? - Louis se engasgou e eu olhei pra ele. – Tá, eu sei que ela não é a culpada.
- E o que você acha?
- Eu acho que a Geanne e o Nathaniel estão descartados. O Paul também não faria uma coisa dessas, eu acho.
- Mesmo não tendo certeza, temos que investigar. A Geanne tudo bem, obvio que não foi ela, mas quanto ao seu primo e o Paul teremos que investigar. - Gilmar falou.
- Achei alguma coisa. - Luis falou e fomos até onde ele estava.
Estávamos procurando fita por fita do dia do baile, e o Luis encontrou o momento exato em que o crime aconteceu.
- Volta outra vez. - Ele voltou a fita. Meu pai aparecia nela passando pelo corredor, mas depois de segundos algo acerta a câmera e a imagem se desfaz.
- Estranho é saber que essa fita continua aqui. Por que os oficiais não levaram ela, se era uma pista? - Luis perguntou.
- Boa pergunta, Jota. - Falei.
- Acha que algum dos oficiais está querendo esconder algo? - Guilherme falou.
- Ou até mesmo um deles está por trás disso. - Gilmar completou.
- Só sei de uma coisa. - Falei.
- O que?
- Que nós cinco dávamos para ser ótimos detetives. - Todos riram.
- Vamos levá-la e procurar mais algumas. - Falei. - Guilherme, olha as câmeras de fora do palácio e veja se alguém estranho entra.
- Galera, Nathaniel está descartado. - Jota falou, olhando um vídeo. - Na hora exata do crime ele estava... hmm... bom, se agarrando com sua irmã.
- O que? – Falei, um pouco enciumado. Nós fomos ver a cena. - TIRA ISSO DE UMA VEZ!
- Sua irmã tem pegada, hein. - Louis falou e eu dei um pedala nele.
- Cala a boca. Guilherme, escreve as pessoas suspeitas em uma folha e cada pessoa descartada coloca um risco.
- Certo, então a Geanne e o seu primo foram descartados. - Guilherme falava, escrevendo em um caderninho. - Falta o Paul, seu tio, a May e a Valerie.
- Existem muitos suspeitos ainda.
- Vamos continuar procurando.- Falei, continuando a colocar as fitas do dia do baile e tirando-as, descartando algumas delas.
- Está faltando uma. - Gilmar falou e viramos pra ele.
- O que?
- Uma fita. Aqui mostra qual foi a última filmagem antes dessa. - Ele mostrou a próxima fita. - Mas há um grande intervalo de tempo.
- Os seguranças podem não ter gravado, não? - Jota.
- Claro que não. É 24 horas gravando todas as partes do palácio.
- Então alguém roubou ela.
- Ou simplesmente não gravaram. - Jota falou novamente.
- Mas qual era a filmagem antes?
- Os convidados entrando no Hall.
- Isso está cada vez mais estranho. - Guilherme resmungou.
- Vamos para o lugar do crime, ver se encontramos algo que os oficiais deixaram passar. - Gilmar deu uma ideia.
Fomos até o corredor da biblioteca sem ninguém perceber o que estávamos fazendo. Mas infelizmente quando íamos começar a procurar, minha mãe nos abordou.
- O que estão aprontando?
- Er. Olá, Sra Da silva Santos. - Gilmar a cumprimentou.
- Olá, Lima. - Ela direcionou seu olhar para mim.
- O que? Estamos aprontando nada. Só estamos conversando.
- Conversando? Com seus amigos em um corredor? Justo nesse corredor? - Ela sabia que eu sabia do que ela estava falando. - Que prancheta é esta, Pitta? - Ela perguntou, vendo a prancheta das anotações que vínhamos fazendo.
- Droga. - resmunguei baixo quando ela pegou da mão do Guilherme.
- O que estão tentando fazer com isso? - Ela perguntou, ainda lendo. Seu rosto se enrijeceu. - Neymar Da silva Santos, o que está pensando em fazer?
- O que será que estou fazendo? - Fui sarcástico.
- Você achou essas provas? Acho melhor entregar ao Oficial Klauth e você precisa parar com essas loucuras. O que você irá ganhar tentando resolver isso? - Ela me perguntou. Dessa vez vinha sermão por aí. - O que acha que ganhará com essa sua loucura de ir atrás de um assassino?
- Não estou atrás de assassino nenhum, e você não irá falar nada para o Klauth. Se ele quisesse ia atrás disso. - Puxei a prancheta das mãos dela de modo educado.
- Ah é? Conheço você, meu filho. Na hora que estavam conversando sobre as suspeitas, eu sabia que você ia fazer isso com suas próprias mãos. GRR! - Minha mãe soltou um granido. - Como você é teimoso! Ainda vai continuar com isso sem minha permissão, não é? - Ela levantou a voz. Franzi a testa confirmando. Até que ela me conhecia bem.
- Você é igual seu pai, teimoso que nem uma mula. - Ela saiu reclamando. E eu sorri sozinho.
- Era sua mãe mesmo? Por que ela não impediu a gente?
- Minha mãe não é burra, ela sabe que algo está errado também.
- Então temos a permissão da rainha? - Gilmar perguntou, levantando a sobrancelha e rindo.
- Ponto pra gente. - Jota gritou.
- Shhh, vamos focar no nosso objetivo. – Falei, sorrindo. Tentamos procurar algo, até que vi meu celular vibrar. Atendi, indo um pouco pra longe.
- Quem é a bela garota do mundo que me incomoda? - Sorri e ouvi sua risada.
- Estou te incomodando?
- Na verdade, mais ou menos. Mas não me importo de parar pra falar com você.
- Tudo bem, eu posso ligar outra hora de qualquer jeito.
- Ge...
- Só liguei pra dizer que estava com saudades e porque um oficial louco veio dizer que eu serei deportada daqui a alguns dias se eu continuar aqui. - Ela falou, hesitando.
- O QUEE? - praticamente gritei. - O que aquele filho da mãe está pensando?
- Eu sei que está com saudades também. - Ela falou e riu.
- Não se preocupe quanto a isso, amanhã você será minha o dia todo. Mas voltando... as coisas estão super estranhas por aqui. É sobre o assasina... - parei por um momento, focando em algo no chão que me chamou atenção. - nato. - Terminei.
- O que foi?
- Estamos no caso sem dizer à policia. - Me aproximei da marca que eu havia encontrado no chão.
- Como assim no caso? Estão procurando o assassino?
- Sim, estamos. Porque eu tenho uma intuição que a policia está querendo esconder algo.
- Você está louco? Você pode se meter em encrenca.
- Entenda, esse dever agora é meu. Até minha mãe concordou.
- O que? A Rainha enlouqueceu?
- Gilmar! - gritei para os meninos.
- Hey, eu estou do outro lado da linha, ok? Não precisa me deixar surda.
- Desculpa, mas preciso desligar agora.
- Seus amigos também estão nessa, não é? Você é um teimoso escrito, Neymar. - Ela falou.
- Já ouvi isso hoje.
- Está bem, mas eu também vou entrar nessa.
- O que? Mas nem pensar.
- Não vou ficar parada aqui. Mais gente pode ajudar, as meninas também querem.
- Intrometida! - Bufei.
- Eu também te amo. Amanhã resolvemos isso. - Ela desligou na minha cara. Fiquei encarando o celular por um tempo.
- E aí? A briguinha de casal já foi? Está na hora de focarmos o problema. O que você viu? - Gilmar.
- Não é briguinha, elas querem entrar no bando também! - exclamei.
- O que? Todas elas? Quem mandou contar, idiota?
- Cale a boca e vejam essas marcas no pé da escada. – Falei, me aproximando e apontando para o lugar.
- Sangue ainda tem por aqui? - Louis falou e me arrepiei só de pensar que esse era o sangue do meu pai.
- O que vamos fazer?
- Tem algum durex com vocês? - Perguntei.
- Bom, eu tenho na minha mochila, mas está na sala de música. - Luis.
- Pega lá. - Falei e Luis foi pegar o durex.
- O que acha que é isso? Mão ou pé? Pode até ser a roupa.
- Provavelmente pé. Ele veio pisando de lá pra cá. Impossível ele ter vindo com a mão no chão e ter colocado-a aqui. - Jota falou.
- Sim, por que alguém ia caminhando com a mão até aqui?
- Pronto! Só não sei se você vai querer o grande ou o pequeno. - Luis falou, voltando com o durex em mãos.
- Me dá o grande. – Falei, pegando o maior. Cortei a fita com os dentes e coloquei uma parte colada no sangue e puxei, o parte do sangue ficou presa no durex.
- Vai fazer o que agora?
- Enviar para algum lugar que faça analise do sangue e do solado, se no caso for um pé. Descobriremos assim a marca do sapato de quem pisou aí.
- Mas você disse que o Oficial já tinha colocado algumas pegadas para analise.
- BINGO!
- O que? - Gilmar falou. - Boiei.
- Essa análise está demorando mais do que o necessário, já era pra ter saído, não? - Eu falei.
- Neymar tem razão. - Guilherme. - Principalmente quando o rei desse país é assassinado. As coisas deviam ser rápidas. Era pra ser Urgente.
- Por que eu tenho a impressão de estar me metendo em uma coisa perigosa? - Jota perguntou.
- Porque é uma coisa perigosa! - Guilherme falou.
- Vou pegar um pedaço de vidro, onde derrubei um enfeite de vidro da minha mãe hoje e colar o durex nele.
Estávamos no Jardim da minha casa, ou palácio, que seja, e íamos falar com o Paul, era nosso próximo foco.
- Olá, Alteza.
- Paul, já disse para me chamar de Neymar. - Ele manteve sua postura. Bufei.
- Queria te fazer umas perguntas. - Ele olhou pra mim, sério. - Onde você estava na noite que meu pai foi morto? - Vi ele ficar tenso de repente.
- E-eu estava com você, não lembra?
- Comigo? Isso você estava depois que o tumulto começou. Meu pai tinha falecido antes, e eu não vi você lá.
- Antes, eu estava... - Ele hesitou um pouco. - Checando os fundos do palácio com o Dallas, foi quando alguém me avisou o que aconteceu.
- Humm. Não viu ninguém suspeito?
- Não, senhor.
- Olha Paul, se você viu algo, não hesite em me contar. E mesmo que se lembre apenas depois. - Falei pra ele. Ele encarava os meninos que estavam atrás de mim.
- Alteza, o que está querendo com isso?
- Estamos pesquisando os fatos sozinhos.
- Mas o oficial não está cuidando disso? - Senti ele ficar nervoso.
- Humpf, como se eu confiasse nele.
- Vocês estão se metendo em coisas que não deviam. Isso pode ser perigoso.
- Eu sou o futuro rei. - Falei com firmeza. - Antes mesmo de ser coroado preciso fazer alguma coisa.
- Apenas tomem cuidado. - Ele falou e agradecemos por responder as perguntas.
- Neymar, não está achando que ele está envolvido nisso, não é? - Gilmar perguntou.
- Acho que não, mas alguma coisa ele está escondendo.
- Também percebi isso. A reação dele. - Guilherme.
- Ele ficou tenso e nervoso. - Luis.
- Ainda bem que não foi só eu que percebi - Jota.
- Neymar, não acha melhor pararmos por aqui? Está anoitecendo e nós estamos cansados.
- Tudo bem, mas antes vou entregar a amostra de sangue para o laboratório.
- Eu vou com você. - Gilmar falou.
- Já sabe a quem vai contar isso? Porque se o killer souber que estamos atrás dele, ou até mesmo o Klauth... Vai dar rolo. - Jota me avisou.
- Tem razão, mas eu já sei com quem contar. Gilmar, sabe dirigir?
- Sei.
- Vamos. – Falei, enquanto nós nos despedíamos dos meninos e íamos em direção ao carro.

terça-feira, 12 de março de 2013

Chapter 7 - New life


Chapter 7 - New life

Entrei em um grande hotel, chamando a atenção de todos. Fui diretamente à recepção.
- Boa tarde!
- Boa tarde, Alteza! O que devo a honra. - Um funcionário falou.
- Bom, eu estou procurando alguém de seus hospedes, se chama Geanne Santoro. Existe alguém assim?
- Deixa eu ver. - Ele foi checar pelo computador.
Neymar? - Ouvi uma voz conhecida. Me virei pra ver quem era.
Cristina! - Quase gritei de felicidade assim que eu a vi. - Hey, não precisa mais. Já encontrei quem pode me ajudar, ok? Obrigado. - Saí de lá e fui para perto da Cristina.
- O que você está fazendo aqui?
- O que acha? Vim ver a Ge, claro.
- Como você sabe que ela está hospedada aqui?
- Tenho uma irmã que ajudou vocês, esqueceu? Agora, o quarto de vocês é em que andar?
- Ela não está lá. 
- O que? - Suspirei frustrado e quase sem paciência.
- Ela saiu para comprar algo, ouvi ela dizer que era lembrança da Dinamarca para os pais. Coisa da Ge. - Eu ri. 
- Certo, muito obrigado, Cristina. Eu já sei onde ela pode estar. Foi bom te ver! - Eu ia saindo quando ela me puxou.
- Quando você fizer as pazes com ela, me chame para ir ao palácio, ok? Principalmente ver o Luis, porque vocês são... 
- Tá Cristina, tchau! - Saí que nem ouvi o que ela ia falar. Eu precisava encontrar a Ge.
Saí correndo pelas ruas que nem um desesperado, estava agoniado, não esperaria sentado em um carro. Procurei ela em todas as lojas, e depois fui a caminho de uma bastante popular. As pessoas me olhavam já sabendo quem eu era, mas estava tão acostumado com isso que eu nem ligava. Meus pensamentos estavam embaralhados, por deus, por que não a encontro logo? Meu lábios pedem os delas, minhas mãos pedem a sua pele, meu olhos pedem os olhos ela, eles pedem ela. Foi quando subitamente parei, a vendo sair de uma loja com uma mochila, lendo algo. - "De tudo ao meu amor serei atento. Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto que mesmo em face do maior encanto, dele se encante mais meu pensamento. - Falava enquanto chegava ainda mais perto dela, e logo ganhei sua atenção e uma feição surpresa. - Quero vivê-lo em cada vão momento. E em seu louvor hei de espalhar meu canto e rir meu riso e derramar meu pranto ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure. Quem sabe a morte, angústia de quem vive, quem sabe a solidão, fim de quem ama. Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.” - Terminei de falar ainda a fitando, ela sorriu, correndo até não sobrar mais centímetros nenhum separando a gente e me abraçou forte, logo após selando meus lábios no dela. Aqueles lábios que eu tanto senti falta.
Nos separamos ao ouvir algumas palmas e gritos. É, tinha esquecido que estávamos em uma rua.
- Vinicius de Morais. - Ela falou, dizendo o autor da frase que era da terra dela.
- Descul... - Ela colocou o dedo na minha boca, me impedindo de falar.
- Eu que tenho que pedi desculpas, eu fui uma idiota. Demorei tempo demais para saber por que você não tinha me contado. - Ela segurou minha mão.
- Bom, vamos sair daqui. Já chamamos atenção demais por hoje.
- Nós vírgula. Você, príncipe. - Ela me zoou, rindo.
- Senti falta do seu sorriso, também. - Eu falei.
- Vamos para o meu hotel, podemos conversar um pouco lá. - Ela falou, me arrastando pela mão e eu a acompanhei.
Pegamos um táxi e chegamos rápido no hotel dela. De lá até cá, eu não tirava um sorriso da minha boca, espero que dê tudo certo a partir de agora.
- Bem vindo ao meu pequeno quarto de hotel. - Ela falou, abrindo a porta do quarto, entrando e logo depois eu entrei, fechando a porta.
- Pequeno? - Eu ri, vendo que o próprio quarto tinha até sala de jantar e cozinha.
- Sua irmã fez o favor de escolher esse, ela foi exagerada.
- Ela é exagerada. - Olhei pra Ge.
- E-Eu soube o que aconteceu com seu pai, eu sinto muito. - Ela falou sincera.
- É, eu também sinto. Mas não posso fazer nada, só cumprir os passos que eram do meu pai. - Falei.
- Bom, como soube que eu estava aqui?
- Minha irmã e o seu sapato. - Eu ri. - Legal ter deixado na escadaria, não é? - Eu vi ela ficar vermelha.
- Não foi legal, eu me assustei.
- Eu sei. Falando no baile, eu não sabia de primeira que era você, apenas suspeitava. – Falei, sentando no sofá. - Você pintou seu cabelo e colocou aquelas malditas lentes.
- É, eu pintei logo que você partiu. Meio que me revoltei. - Ela falou sem jeito e sentou do meu lado. - E as lentes, culpa da sua irmã. - Nós rimos.
- Eu senti muito sua falta. – Falei, acariciando seu rosto com minha mão.
- Por mais que eu tivesse raiva de você, você teimava em não sair da minha cabeça. - Eu sorri após ouvir suas palavras e logo a abracei forte.
- Eu te amo. - dei um selinho.
- Eu também te amo, meu lindo.
- Você estava divinamente linda naquele baile, eu só tinha olhos pra você, mais uma prova que você é minha. - Falei convencido.
- Obrigada, mas você que estava o centro das atenções. Sua casa é muito gigantesca! - Ela falou, se levantando do sofá e indo pra cozinha, colocando as coisas que comprou no balcão.
- Ge, é um palácio. Queria que fosse pequena? Falando nele, mais tarde você vai pra lá, certo?
- O que? Não, Neymar. Não posso, quer dizer, sua família. - Ela falava, embolada nas suas palavras. - Não vão gostar de mim, não sou igual a vocês.
- Vou fingir não ter ouvido isso. Você é minha namorada, eles vão ter que aceitar. E bom, pelo menos minha mãe já sabe quem é você. - Fui até ela.
- Namorada?
- É, não terminamos. Apenas nos afastamos. Aliás, ainda está com o anel que eu te dei, não é?! - A abracei pelas costas e levantei sua mão, vendo o anel.
- Estou, nunca o tirei. - Eu sorri e dei um beijo longo na sua bochecha.
- Queridas, cheguei! - Ouvi uma voz estranha e logo me virei pra porta, vendo uma pessoa estranha. - OH MY GOD!
- Bem-vinda de volta, Juliet. - Ge falou e logo nos apresentou. - Esse é o Neymar. Neymar, essa é a Juliet, minha amiga e uma das pessoas que foi ao baile também.
- É, eu a vi também. Muito prazer. - Fui até ela, cumprimentá-la.
- Gente! Nós temos um príncipe de verdade no nosso quarto de hotel. - Eu ri. - Estou honrada em te conhecer, porque vossa garota não parava de falar em você.
- Sério? - Olhei pra Ge, que fez de desentendida.
- Menos, Juliet. Er... Cadê a Cristina...
- OLÁ MENINAS!
- Eu já estou ficando incomodado com as palavras no feminino, porque eu também estou aqui, e sou um garoto. – falei, despertando a atenção da Cristina.
- Neymar, cade o Luis?
- Oi de novo pra você também, Cristina. E nós vamos hoje para minha casa. - Virei para Juliet. - Você está convidada também, Juliet.
- Oh God!
- Bom mesmo, porque algumas horas atrás, o senhor fez o favor de me deixar falando sozinha, isso me ofendeu, ok?
- Mil perdões Gio, mas estava ocupado em achar a minha namorada.
- Não desculpo. - Ela saiu da sala e foi pro seu quarto.
- Nossa... - murmurei.
- A Cristina é assim mesmo. Vamos! - Ge me puxou pela mão e fomos em direção ao quarto dela.
- Preciso de um tempo apenas com você, agora. Longe dessas loucas. - Ela falou, me dando um selinho.
- Demorou! - Enquanto eu deitava na cama dela todo folgado, ela ligou a TV onde passavam alguns noticiários. Depois ela veio engatinhando pela cama e deitou sobre meu peito.
- Só tem essa droga de jornal? - Ela falou, mudando de canal toda hora e logo se cansou, abandonando o controle.
- Deixa essa TV pra lá, tem um príncipe aqui que quer toda sua atenção. - Eu mordi a bochecha dela.
- Então você tem toda minha atenção. - Ela falou e eu encarei seus olhos cor de mel mais uma vez, senti tanta falta, e a beijei.
Geanne
- Não! Sério, amor. Não posso ir. – Reclamava, quando o Neymar me puxava para fora do carro.
- Ge, vamos logo. Eles não vão fazer nada, eles precisam te conhecer.
- Não, estou feia para esse tipo de coisa.
- Geanne... - Ouvi ele falar com uma voz de manha, muito baixo da parte dele.
- Isso não vale! – Falei, reclamando, quando saí do carro. - Você ganha tudo assim? - Ouvi a risada dele e logo ele pegou minha mão.
- A minha mãe vai gostar de te conhecer.
- Conhecer uma plebeia sem modos? Duvido. – Falei, andando em direção ao portão de entrada do palácio.
- Ela também já foi uma plebeia, linda. - Ele olhou pra mim e sorriu.
- Mas é diferente.
- Shhh, nada de diferente. - Enfim, entramos e fomos direto para uma sala no centro, onde eu conhecia muito bem. Foi onde ocorreu o baile.
- Neymar, o que está fazen... - Ouvi uma voz diferente descer as escadas. - Quem é ela? - Vi Neymar revirar os olhos. Eu estava nervosa, prestes a me matar. Ela era a mãe do Neymar? Não parecia.
- Cadê minha mãe? – É, pelo visto não.
- Ela está ocupada. E agora responda, quem é ela?
- Desculpe querida tia, mas eu só vou apresentá-la a minha mãe. - Ele puxou minha mão, me conduzindo até as escadas.
- Neymar! Não pode levar nenhuma visitinha para os outros andares. - É impressão minha ou ela deu ênfase no diminutivo? Ponto pra mim, uma já não gostava de mim.
- Ela não é uma visitinha. Ela é minha namorada. - Vi Neymar semicerrar os dentes.
- O QUE? - Neymar virou as costas, me puxando, e logo saímos dali.
- Mas que velha chata! Nem liga, certo? Ela pega no pé de todo mundo, essa daí é a que mais segue as regras que nem deviam existir. - Ele falou pra mim e eu só confirmei a cabeça.
Entramos em uma sala que estava cheia de livros, presumia que era a biblioteca.
- Mas mãe, vamos embora agora? - Ouvi uma voz familiar falar, Rafaella.
- O verão está acabando filha. Filho! - Ela notou a nossa presença e falou com o Neymar, depois me olhou, esperando o Neymar me apresentar. Hora de ter um infarto, é a rainha. Bonita, muito linda por sinal, essa sim se parecia com o Harry.
- Mãe, essa é a Geanne. Minha namorada. - Ela me observou.
- Geanne! - Rafaella falou comigo.
- Oi, Rafa. - Ela me abraçou e eu retribuí.
- Mãe, a Ge foi aquela garota de azul no baile. E foi ela que o Neymar conheceu em Londres.
- Olá Srta...
- Santoro. - Falei.
- Srta. Santoro. - Ela falou, sorrindo. - Então era você a dona dos surtos do Neymar depois da ida a Londres.
- É, eu acho que sim... - Olhei pro Neymar, que estava ainda de mãos dadas comigo e nós rimos.
- Seja bem-vinda a este palácio. Então... você é a namorada do meu filho?
- Sim, senhora.
- Me chame de Nadine, por mais que você seja uma plebeia e que eu saiba que isso não é de acordo com as regras. Eu achei você muito bonita. - Virei um tomate.
- Er... Obrigada, mas agora eu sei de quem o Neymar herdou a beleza. - Todos riram.
- É, mais ou menos. Bom, o Neymar apresentaria você ao pai dele, mas com as confusões recentes... bem...
- É, eu fiquei sabendo. Eu sinto muito. - Abaixei a cabeça, sem graça. - Mas conheci o Sr. Da silva Santos , mesmo em uma péssima hora. – Falei, nem mesmo sabendo como me referir ao falecido rei e lembrando a última vez que eu o vi.
- Bom... - Ouvimos vozes do outro lado.
- Mas que petulância trazer uma mera namoradinha para este andar! - Ouvi uma mulher, que não era a mesma de baixo, reclamar, e logo parou ao me ver. - Mesmo sendo bonita. Qual seu nome, jovenzinha? - Quando eu ia falar, Neymar interrompeu.
- O que estão fazendo aqui? Reunião da família principal...
- Neymar! - Nadine o repreendeu e ele logo parou de falar. - Geanne, essas são minhas cunhadas, May e Valerie. - Ouvi Neymar resmungar e logo pegou na minha mão, me puxando.
- Bom, já os apresentei a ela, agora precisamos de paz. - Ele riu, me puxando para fora daquela sala.
- Neymar! Isso é falta de educação, ok? - Eu o repreendi, rindo.
- Se acostume, aqui eu sou assim. Mas, na verdade, eu estava querendo te poupar das palavras das minhas tias, elas são irritantes. - Neymar falou, descendo a grande escadaria e logo estávamos no jardim.
- Mesmo assim.
- Confie em mim. Você não ia gostar das coisas que eu sei que elas iam falar. - Ele me olhou carinhosamente.
- Não me importo. - Ele acariciou minha bochecha. - Sua família é muito bonita. - Eu sorri timidamente.
- Queria conhecer a sua também.
- E você vai, em breve. - dei um selinho nele. Passeamos um pouco pelo enorme jardim e paramos em um onde tinha uma mesa, talvez era ali onde eles tomavam o chá da tarde. Ou não, não conheço os modos reais.
- Isso aqui é muito lindo! – Falei, observando as flores lindas que havia ali.
- Esse é o jardim da minha mãe. Quero dizer, é apenas ela que cuida. Ela não deixa ninguém o tocar. Me sinto bem aqui.
- Sua casa é enorme.
- Corrigindo, meu palácio. - Nós rimos. - Ainda não conheceu muitos lugares legais, principalmente meu quarto. - Ele falou de forma cínica, não me encarando.
- Muito esperto você, não é? - Eu o abracei.
- Nem vem, meu quarto é muito legal. Não tem apenas uma cama, ok?
- Disso eu imagino. – Falei, rindo.
- Onde você está me levando? – perguntei, vendo ele me puxar às pressas para algum tipo de lugar...
- Você vai ter que conhecer o Pegasus e o BlackJack, lembra que eu falei deles? - Ele falou e eu sorrir, lembrando do dia do nosso primeiro beijo.
- Lembro.
Chegamos ao lugar onde estavam os cavalos, eles eram lindos. O BlackJack era preto com alguns pelos brancos no focinho e o Pegasus era todo branco. Os dois eram garanhões e tinham o porte forte.
- Eles são lindos, me apaixonei por eles, Neymar. - Falava enquanto alisava os dois.
- Eles gostaram de você. - Vi ele sorrir.
- Quem não ia gostar, né? - Ele revirou os olhos e me puxou.
- Vamos, ainda tenho muito coisa.
- Você está eufórico, respira amor. Pra que essa pressa? - Senti ele relaxar aos poucos e soltar um longo suspiro.
- Estou apressando as coisas, né? É porque tem bastante coisa que eu queria te mostrar. - Eu sorri.
- Quer passear? - Ele perguntou e eu não entendi.
- Anh?
- A cavalo.
- O que? Não! Quer dizer, eu não sei andar. Eu nunca montei em um. - Vi ele se mexer e pegar o Pegasus, logo o colocando em posição. - Neymar...
- Vamos, vai ser legal. - Ele estendeu a mão.
- Ai ai ai. - resmunguei e logo peguei a mão dele e fiz força pra subir no Pegasus. Era estranho subir, tentei três vezes subir e nas três eu voltava para o chão. Na quarta eu finalmente consegui e UAU era alto dali. Não largava nem fodendo a mão do Harry. Eu ouvi sua gargalhada. Ele subiu no cavalo com a maior facilidade atrás de mim.
- Que invejinha.
- Eu sou acostumado, você não. - Nós rimos e senti ele passar os braços pela minha cintura. - Lad Pegasus langsomt. - Ele falou uma língua estranha e o cavalo começou a andar.
- O que falou?
- Mandei ele ir devagar.
- Que língua é essa?
- Da casa. Dinamarquês.
- Interessante. Mas por que devagar?
- Quer que ele corra? - Eu ri.
- Claro que não. Mas está muito lerdo.
- Com o Pegasus é lento ou flash. Ele gosta mais do ritmo flash, portanto, se eu fosse você ficava quietinha. - Ele riu e eu fiquei tensa.
- Me colocando medo logo na minha primeira montaria, bonito, Styles.
- Você é a primeira que monta nele além de mim.
- Acho que é porque eu estou com você.
- Talvez. - Ele falou, colocando seu queixo no meu ombro.
- Folgado!
A vista daqui é linda, sem falar que esse palácio é enorme. Não sei pra quê ser tão grande assim pra essa pequena família real.
- Segure-se. - Harry falou e me deu um beijo na bochecha. - hurtig Pegasus. - Ele falou novamente a língua estranha e percebi o cavalo aumentando os passos. Oh não!
- VOCÊ ESTÁ LOUCO?
- Vai ser legal. - O cavalo não correu, ele voou. Só dava eu gritando desesperadamente nos jardins do palácio. Depois de alguns minutos ele parou. Desci as pressas do cavalo e senti minhas pernas doerem.
- Eu te odeio. Eu quase morri e minhas pernas doem. - eu reclamava com Neymar.
- Morreu nada. E com o tempo você se acostuma.
- Não vou subir nele, nunca mais. - Senti ele me abraçando.
- Chega por hoje, não é? Vou te levar pro hotel.
- Amanhã vai estar ocupado?
- Infelizmente sim. - Ele fez uma carinha triste. - A coroação está perto e antes disso espero que alguém da polícia saiba quem foi o assassino do meu pai. - Seu rosto ficou tenso e ao mesmo tempo triste. O abracei forte.
- Tudo isso vai vir a tona um dia. - Fiz carinho no rosto dele enquanto falava.
- Receio que se ninguém encontrar nada, vou ter que investigar sozinho.
- Neymar! Você ainda é de menor. Fique longe dessa confusão, você pode se machucar. - O repreendi.
- Eu sinto que alguma coisa ainda vai acontecer, e não é nada bom. Percebi que a policia anda receosa por aí, tem algo que eles estão escondendo.
- E o que suspeita?
- Que quem fez isso é conhecido, e que a pessoa é a que menos esperamos. Estou ficando louco com essa situação. - Ele me abraçou e senti seu perfume em minhas narinas.
- Não pressione seus pensamentos em um monte de coisa. Aconselho a você primeiro focar na coroação... Sua irmã deve estar carregando um fardo enorme. - Parei de falar, vendo a cara dele. - O que?
- Esqueci de contar uma pequena coisa. Hehe.
- Que coisa?
- Minha irmã abdicou o trono.
- Como? Ela é louca? Como o país vai fic... - Parei de falar, arregalando os olhos. - O QUE?
- É, se ela não desistii, eu que vou subir ao trono e ser o rei.
- V-v-você vai ser o Rei da Dinamarca? - Eu continuei, assustada. Como assim? Ele me conta isso agora? Se ele for o rei eu vou ser o que? Nossa! UAU! O QUE?
- Sim. Olha, eu disse que o nosso futuro ia ser um pouco er, confuso. - Balancei minha cabeça, tentando colocar as coisas no lugar. Ok, Geanne! FOCO, MULHER!
- Não. Quer dizer, tudo bem. Neymar... - respirei fundo e peguei em sua mão. - Eu te amo de qualquer jeito. - Dei meu melhor sorriso. Vi ele suspirar aliviado.
- Dessa vez sei que escolhi a garota certa. - Ele riu, me puxando para me dar um selinho demorado.

domingo, 10 de março de 2013

Chapter 6 (cont.)


Chapter 6 (cont.)

Passei pelo salão e vi as pessoas horrorizadas, mas ainda não sabendo o que tinha acontecido. Subi as escadarias e logo fui ao corredor da biblioteca parando de uma vez, quando eu vi com meus próprios olhos o corpo do meu pai no chão, todo ensaguentado.
Corri até Gem e minha mãe, que estava logo ao lado do corpo, e dei um empurrão meio sem querer. Mas antes que eu pudesse tocar, alguém me pegou pela cintura, me tirando dali. Estava sem razão naquele momento, era meu pai. Por mais que esses dias não tínhamos nos dado bem, eu sempre sabia que ele era um pai ótimo. Eu o amava.
- Neymar! Calma, está tudo bem. - Minha mãe gritou, me abraçando com dificuldade pelo nervosismo. Ela estava tentando se controlar para nos passar conforto.
- Ele não pode estar morto! – Falei, sentindo minhas lágrimas e olhando pra Rafaella, que estava chorando desesperadamente, mas escondia seu rosto em Scarlate.
- Nenhum dos convidados podem ver essa área. E nem a família real nesse momento, não deixe ninguém passar. - O capitão falava. - Tire-os daqui, majestade. - Ele agora falou com minha mãe, que logo concordou e pediu para eu e Gemma irmos para a sala de reuniões onde a gente sempre se encontrava para discussão de família.
Entrei calado na sala e sentei no sofá, até a chegada de noticias.
- Meninos, temos que ser fortes agora. Fiquem aqui, não saiam. Tem seguranças do lado de fora, qualquer coisa gritem. - Minha mãe falou preocupada e logo saiu dali. Eu olhei pra Rafa, que estava com seus olhos vermelhos de tanto chorar e a abracei, tentando fazer ela se acalmar um pouco.
- Quem fez isso, Neymar? - Ela falava com dificuldade.
- Eu não sei. - Falei e logo me afastei dela. Lembrei do que o papai me disse da última vez que eu o vi vivo.
- Rafa, antes do baile começar o papai mandou eu falar com você para me mostrar o anel de noivado que ele deu a mamãe. - Ela me olhou e depois para uma porta adiante.
- Venha, então. - Ela se levantou e andou até a porta. Nós entramos e eu reconheci o lugar, era o mesmo onde meu pai me levou mais cedo.
Logo ela foi para uma parte e voltou com algo em suas mãos.
- Acho que era isso... - Ela falou, me entregando o anel. O peguei, analisando, enxuguei minhas lágrimas com a manga do smoking.
- Ele é seu. Já escolheu pra quem dar, então ele pertence a você. - Fiquei em silêncio.
- Neymar.. - Ela falou chorosa e eu fitei algumas coisas em cima de uma mesa, um relógio, um báculo, a coroa do meu pai, logo adiante. Ela brilhava intensamente pra mim, sorri, mas logo estranhei como se eu tivesse um deja vu - Eu não posso ser a Rainha agora. - Ela murmurou baixo. - Eu vou abdicar a coroa, sabe o que isso significa né? - Comecei a ficar zonzo demais e me lembrei do meu sonho. - Ela vai ser diretamente passada para o segundo na linha de sucessão. No caso você.
- Meu sonho. - Murmurei baixo, lembrando do sonho que eu tive.
FlashBack
Era uma visão turva, mas dava pra perceber que era minha casa, o palácio. Depois mudou a cena, era um lugar estranho, onde tinha vários objetos valiosos. Relógio, um báculo. Uma coroa. A coroa brilhava intensamente ao me notar ali, ela era magnífica e enorme. Era de ouro, parecida com a coroa do meu pai. Devia pesar toneladas, me vi assustado olhando pra ela e depois comecei a sorrir. Minutos depois mudou de cena mais uma vez. Agora mostrava uma garota linda entrando em um Hall com um vestido azul, mas possuía uma mascara. Ela me encarava séria, mas com uma expressão confusa.
Luis falava algo ao meu lado, mas eu não entendia. Logo depois ela foi pra fora, eu tentei ir atrás dela, mas não conseguia. Em sonhos ninguém consegue correr, havia um sentimento estranho ali. Não identificava qual. Outra cena novamente estava mudando, agora aparecia outra mulher, na verdade era minha irmã.
- Eu não posso ser a Rainha, eu abdico a Coroa. Sabe o que isso significa né? Ela vai... - De repente a cena foi ficando escura, e eu só lia os lábios da Rafa.

/Flashback
Depois pus minha cabeça no lugar e percebi o que a Rafa estava querendo falar.
- O que? C-Como assim? Rafa, eu não posso ser o Rei! Você é mais responsável que eu.
- Eu não sei. E-Eu não estou preparada, eu estou desesperada com esse assassinato. Mas estou convicta que não vou ser a Rainha. - Ela falava nervosa e quase chorosa.
- Eu vou levar esse Reino à falência.
- Neymar, você pode ser um garoto, mas por isso mesmo futuramente você vai ser um ótimo rei. Eu e o papai, nós tínhamos conversado sobre isso. Porque quando você quer algo, você vai atrás e consegue. Por mais que você sempre aprontava nas festas, o povo sorria, achando graça de suas invenções. Sabe o que um sorriso significa? Alegria. E você sempre foi bom no quesito líder.
- Eu não confio em mim. - Alguém interrompeu nossa conversa.
- Aí estão vocês. - Virei e vi que era minha mãe. - Voltem para a biblioteca, precisamos conversar.- E lá fomos nós, voltando a biblioteca. Observei e estava o capitão, tenente, Scarlate, Paul e mais alguns guardas do palácio.
- Eu sinto muito pela morte do pai dos senhores. - O capitão falou. Morte, ao ouvir aquela palavra meu coração doeu. - Tentamos verificar o corpo, mas nada foi encontrado. Só apenas temos certeza que foi um golpe de faca, uma faca antiga. Exploramos o palácio inteiro e nada. Nem ao menos digitais encontramos.
- Isso quer dizer que não sabem quem o matou? - Minha mãe perguntou.O capitão e o tenente concordaram.
- Mas vamos investigar o caso com mais cautela. Quando tivermos informações, nós viremos diretamente falar com a senhora. - Me retirei dali calado. Pude ouvir a Rafa falar com a minha mãe.
- Deixa ele. Ele sabe o que está fazendo.
Ia descendo as escadas, mas logo percebi que todos ainda estavam ali, querendo saber o que aconteceu. Parei no corrimão e todos olharam pra mim. Dispensei os guardas e disse que tudo estava no controle.
- A festa acabou. - Anunciei. Comecei a ouvir murmúrios, olhei para meus amigos e eles sabiam que algo de grave aconteceu só pelo meu jeito. Queria falar de um jeito mais curto e direto sobre o que aconteceu, mas eu não conseguia. - Alguém que estava nessa festa hoje acabou de assassinar o Rei desse país. - Vi a cara de espanto de todos. Tentei não chorar. - E sabe o que isso significa? Que qualquer pessoa que estava nesse baile é levantado como suspeito. E em breve saberemos quem foi o culpado, e que ele se prepare... ele ainda não viu o que acontece quando se meche com a família real, principalmente, comigo. - Encarei aquele grande salão e me retirei dali, indo para o jardim.
Quando ia descer a escadaria, percebi algo caído ali, um sapato. Lembrei das coisas antes do baile terminar. Eu fiquei em choque com a noticia do falecimento do meu pai, que eu esqueci completamente da garota que dançou comigo hoje à noite. Então foi isso que ela deixou cair? Um típico sapato? Estou no conto da Cinderela e não sabia? Ri sem humor. Peguei o sapato e o levei comigo até o jardim.
Eu só posso está em um pesadelo.
Geanne
- Eu não acredito! Não acredito mesmo! - Julia falava histericamente comigo. - Você correu e nem sequer falou com ele e disse quem era.
- Ah Ju, não enche. - Reclamei. - Eu me assustei com tudo aquilo, foi impulsivo.
- Foi impulsivo? Não sei como você conseguiu sair dali.
- Falando nisso, o que aconteceu? – Perguntei, ainda não sabendo de nada. Depois daquela confusão toda eu saí de lá e fiquei lá fora esperando a Ju.
- Depois que você saiu a irmã do Neymar e o próprio foram para o andar de cima para ver o que ocorreu. - Ouvi Juliet falar. - Demorou um pouco e Harry voltou com uma feição confusa e o menos amigável possível e declarou que tinha acontecido um assassinato. Alguém matou o rei, o pai do Neymar. - Parei imediatamente. O que? Como assim mataram o pai dele? O rei? Me deu uma súbita vontade de voltar pra lá e ficar do lado dele. Ele deve estar péssimo.
- Neymar..
- Não se preocupe Ge, o Neymar aguenta o trampo. Até ameaçar alguém daquele salão ele ameaçou que eu até fiquei com medo. - Dani falou e eu logo senti meu pé cansado. Tirei o único pé que tinha o sapato e continuei andando descalça mesmo.
- Meu sapato. Perdi o meu sapato! - Grunhi. - Que espécie de idiota perde o sapato em uma escadaria?
- Ahmm, você e a cinderela? - Dani falou e eu a olhei.
- Falando em Cinderela... Você não acha estranho, Ge? Essas coisas que estão acontecendo com você.
- É claro que é estranho. Eu conheci um príncipe e estou na Dinamarca. Oi, eu fui para um baile da realeza.
- Não estou falando disso! Estou falando da súbita história de contos de fadas que está acontecendo com você. - Ju falava e nós a olhamos sem a entender.
- Você foi atacada por um lobo no Hyde Park e agora deixou um sapato na escadaria. - Fiquei parada, não entendendo o nexo.
- Lobo, chapeuzinho. Sapatinho, Cinderela. As histórias estão acontecendo com você. – Parei, analisando.
- Ela tem razão, Ge. Você ganhou até um príncipe. - Dani falou.
- Mas eu não estava com uma capa vermelha. E eu estava com você Ju, nós fomos atacadas.
- Você estava com nossa cesta de piquenique e com o casaco de capuz vermelho. Não estou falando que a história aconteceu igual, mas pequenas coisas estão iguais. Isso é Bizarro!- Ela parou, me olhando.
- Ok. Agora sim é estranho. Quer saber? Deixa pra lá, já aconteceu muita coisa por hoje e eu vou ficar maluca assim. Eu só queria ver o Neymar agora.
- Ohhhh, agora você quer vê-lo? Então por que fugiu? Se não tivesse fugido você estava com ele até agora. - Ju reclamou mais uma vez.
- Ai Ju, fica quieta. E eu acho que ele viu meu rosto.
- Não sei por que a Rafaella te deu aquelas lentes de contato. O Neymar nem te reconheceu e o propósito era vocês dois se encontrarem... - Juliet falava enquanto íamos direto ao hotel.
Neymar
Três dias se passaram desde o ocorrido da morte do meu pai. Estavam ainda investigando a morte dele, mas ainda não chegaram a conclusão nenhuma. Passou pela minha cabeça o meu tio, mas o que ele ganharia com isso? Nada, somente a tristeza da gente. Ele queria a coroa, e mesmo meu pai morrendo ele não ia conseguir. Isso só piora as coisas, não tendo suspeitos, pelo menos pra mim.
O Palácio inteiro ainda estava de Luto, Rafaella ainda estava com a ideia absurda de abdicar a coroa, e eu tive que aceitar a decisão dela. Hoje pela manhã ela fez um discurso explicando tudo. As pessoas ficaram com o pé atrás sabendo que eu seria o sucessor se ela não quisesse. Mas para eu ser o Rei, tinha que esperar o tempo e os meus possíveis 18 anos.
- Neymar. - Estava na biblioteca pensando, quando ouço a voz da minha irmã.
- O que é? - Falei preguiçoso.
- Com essa bagunça toda eu esqueci de lhe avisar. A Geanne está na Dinamarca. - Ela falou e eu levantei em um pulo do sofá. Como ela me diz aquilo tão naturalmente?
- O que? Como? - perguntei confuso.
- Com uma ajudinha minha, mas não ocorreu nada como o planejado. - Ela mostrou um sapato que devia estar no meu quarto.
- Como pegou isso?
- Estava no seu quarto mesmo, eu vi enquanto pegava meu notebook no qual você deixou lá e reconheci o sapato. Fui eu que dei a Ge.
- Foi você que deu a Ge? Espere, ela estava no baile?
- Ela dançou com você, sua besta.
- Mas aquela era diferente da Ge. Eu até achei ela parecida, mas não quis apostar que ela era, impossível.
- As aparências enganam. Ela pintou o cabelo de vermelho e eu mandei ela colocar lentes castanhas.
- Perae! E como você conhece ela? Estou confuso. E por que mandou colocar lentes castanhas?
- Para dar um pouco de mistério, eu estava me divertindo com sua cara . - Ela riu fraco. - E bom, eu conheço ela porque eu vi vocês dois em Londres um certo dia.
- Você estava em Londres? - Falei de boca aberta. – Sinceramente, você apronta mais do que eu, você não devia sair daqui!
- O problema é que eu sei ser discreta. - Ela falou convencida e depois um silêncio invadiu aquela área.
- Não serei um Rei mais perfeito que você, nunca. - Falei finalmente sério.
- Sei de alguém que colocou juízo na sua cabeça, porque até agora você não aprontou nada.
- O papai morreu. Você queria que eu aprontasse?
- O papai morreu, mas a vida continua, Neymar! - Ela aumentou a voz.
- Depois reclama de não ser perfeita pra rainha. - Resmunguei. - Diz isso pra mamãe. - Falei.
- Eu sei, a mamãe ta passando por uma barra, mas ela sabe o que tem que fazer. Por mais que ela sofra, ela vai ter que se acostumar de viver sem o papai. - Ela parou um pouco e depois continuou. - Harry, a primeira coisa que tem que fazer é levantar seu traseiro daí e ir atrás da Ge.
- Nem sei onde ela está. – Falei, vendo ela revirar os olhos.
- Foi eu que trouxe ela pra cá, portanto, eu sei onde ela está. - Ela pegou um papel, anotou algo e me entregou.
- Ela está aqui mesmo? – Falei, lendo o papel.
- Boa sorte! - Rafa me ignorou e saiu dali.
Ela tem razão, as coisas não vão começar a andar sozinhas. Papai pode ter morrido, mas as coisas continuam e principalmente quando um país precisa de um grande líder. Corri para fora e mandei Paul me levar a este endereço.

Chapter 6 - The Masked ball.


Chapter 6 - The Masked ball.

Geanne
Faz exatamente uma semana que ele foi embora. Eu e Ju já tínhamos saído da biblioteca e estávamos na casa dela. Era uma casa grande muito linda e confortável, estava com uma cara brasileira.
Ainda não consegui parar de pensar em mim sem aqueles olhos intensos e seu sorriso encantador, sem ele. NÃO! Geanne, você não vai esquecê-lo sim, mas que droga! Balancei a cabeça, tentando me livrar desses pensamentos.
- Por que eu não consigo jogar esse anel fora? - Fiquei olhando o próprio anel que ele me deu. Fitei a flor na minha cômoda. - E você começou a viver novamente um pouco. - suspirei pesadamente. Ouvi alguém bater na porta do quarto.
- Geanne, seu vestido chegou. MUAAAAAA - Ju falou e correu. Eu desci da cama e corri atrás dela.
- Julia! Eu não vou para esse baile, não tenho nada pra fazer lá. Não tenho nem dinheiro para ir para outro país, e além do mais, não quero ver a cara dele.
- Ele não tem culpa de nada, eu já falei.
- Não é isso. Eu sei que ele não tem culpa... – falei, receosa das minhas palavras. - Eu só não quero que aquele sentimento volte novamente.
- WAIT. Você está dizendo que ele não tem culpa? AWWN! MAS TU VAI SIM, PORQUE EU QUERO IR E VER O MEU LINDO, OK? - Ju gritou.
- Ahhh, então você não está preocupada comigo, está preocupada querendo ver o Luis. - Fiz uma cara de ofendida.
- Geanne, venha cá. - Ela me puxou pela mão e fez eu sentar no sofá. - Você ainda gosta do Neymar? - Fiz bico e afirmei. - Seu coração clama por ele? - Afirmei novamente. - Você quer vê-lo? - Eu fiquei em silêncio. - Sim, você quer vê-lo E PEDIR DESCULPAS A ELE POR SER IDIOTA E NÃO TER IDO COM ELE, ENTENDIDO? - Seriamente, às vezes a Ju me dá medo. - Deixa esse orgulho de lado.
- Mas e o lance dele com a realeza de lá?
- Você antes era mais revoltada. Olha aqui Geanne Santoro, eu Julia, ordeno que você mande tudo se foder e ir atrás daquele príncipe fantasiado de encantado, porque minha filha, príncipe não caí duas vezes no mesmo lugar não, ok?
- Por mais que eu queira, as circunstâncias agora são diferente. Eu ainda não consigo acreditar que isso vai dar certo.
- Ge, você sempre me dizia que se não tentar, você nunca vai saber. Agora abre essa caixa que eu quero ver seu vestido. - Revirei os olhos. Levantei do sofá para abrir a caixa em cima da mesa.
- OMG! Que vestido lindo, cara. - Ju falou.
- Isso parece de casamento, qual é. Não vou assim não! - Indaguei. Fui ver um bilhete que havia nele. "Brincadeirinha hehe esse somente será o meu presente. X Rafa" - Como a irmã do Neymar é engraçada.. - Bufei. - Peguei o outro vestido.
- OH! MY! GOD! Momento Janice de friends, minha gente, que vestido perfeitooo! - Ju e seus exageros, mas dessa vez ela não estava mentindo muito. Ela pegou a máscara e me mostrou, mas o que me chamou atenção foi que havia outro bilhete ali. "Lembre da razão que nunca o faria o abandonar X" Flash backs invadiram minha mente aos poucos.
- Mesmo que eu tivesse mil razões para te abandonar, eu iria procurar por aquela única razão que iria me fazer lutar por você. - Falei aquela mesma frase que eu tinha dito em voz alta. Como ela sabia disso?
- Hein? - Ju ficou sem entender nada. Eu não acredito que eu não fui capaz de entendê-lo, por isso ele sempre falava que tinha medo de me perder. Ele sabia que se eu soubesse quem ele era, eu ia me afastar dele. Quando ele pediu para namorar comigo ele deixou nas entrelinhas o que eu ia enfrentar.
- Eu fiz a maior burrada da minha vida.
- Ohh, Descobriu a América. - Ju foi sarcástica.
- Ju! Nós vamos a esse baile. – Falei, decidida. Eu tinha que arrumar essa confusão toda. E cumprir com o que eu tenha dito, não importa se ele é um príncipe. Ninguém nasceu sabendo de tudo.
- Ai sério? AHHHHHHHHHHHHHHHH. - Ju gritou e saiu pulando pela sala.
Alguns dias se passaram e amanhã a noite seria o grande baile. Convidei Dani e a Juliet para virem conosco ao baile real, elas de primeira pensaram que era brincadeira minha, mas depois que eu expliquei tudo elas surtaram que nem a Ju. Já estávamos no avião que ia para a Dinamarca, quando vi Ju parar na escadaria e gritar.
- Farvel London! Danmark her kommer vi! Luis endelig mødes vi igen. - Percebi que ela misturou o inglês com o dinamarquês. Neymar tinha me dado algumas aulas. Traduzindo ela disse "Adeus Londres! Dinamarca, aí vamos nós! Luis, finalmente nós vamos nos reencontrar." Só a Gio mesmo para fazer essas coisas sem noção.
Neymar
Me levantei e me vesti apressadamente para o treino de arco e flecha. Não que eu ache isso chato, mas eu não estava com animo nenhum. Desci as escadarias e percebi que Scarlate dava ordens aos mordomos sobre a decoração do baile, tinha esquecido disso, hoje à noite era o baile de máscaras.
- Bom dia, Alteza.
- É Neymar. - Ela riu.
- Eu sei, mas são as regras. - Ela falou.
- Acontece que é meu nome e eu que mando nesse nome. - Saí de lá às pressas, indo ao jardim.
- Bom dia, querido! - Encontrei minha mãe cuidando de suas flores.
- Bom dia! - Dei um beijo nela.
- Neymar, suas tias estão vindo para cá.
- O QUE? - arregalei os olhos. - Ah, não. Aquelas velhas enjoadas? Ninguém merece. Elas vão ficar no meu pé o tempo todo.
- Neymar! Mais respeito.
- Respeito? Mãe, cá entre nós, sei que você não gosta das irmãs do papai também. Elas são chatas demais.
- Isso não vem ao caso. Elas pegam no seu pé porque você não segue as regras de etiqueta.
- Apois... Tenho mais voz que elas por aqui. - Vi minha mãe balançar a cabeça.
- Eu vou me retirar. Tenho treino agora, até mais, mãe. - Saí do lugar das flores da minha mãe e fui ao lugar do jardim um pouco mais longe.
- Alteza, estávamos só esperando o senhor. - Ele pegou o arco e me entregou, depois as flechas. Peguei o arco e preparei para atirar as flechas no alvo. Eram dez alvos, estava sem paciência e logo comecei a atirar. A primeira acertei no meio, segunda, terceira, quarta, quinta, sexta, sétima, oitava, nona e finalmente a décima. Larguei o arco na mesa e fiz um gesto com a mão.
- Treino terminado! - Falei.
- Mas, alteza. Você começou agora.
- Sério que eu preciso de treinamento? - Olhei para todos os alvos que estavam com as flechas no meio.
- Eu acho que não. - William riu.
- Até outro dia. - Acenei e fui para os estábulos onde ficavam meus fiéis cavalos.
Dei um pouco de comida a eles e fiquei por um tempo lá, peguei o Pegasus e fui cavalgar pelos nossos jardins de fundo. Vi meu pai na janela do gabinete dele e senti um calafrio intenso na espinha. Mas o que diabos foi isso? Fiquei um pouco o encarando e logo depois ele sentiu minha presença, dando um aceno. Balancei a cabeça e logo entrei no palácio, indo em direção ao seu gabinete.
- Pai!
- Olá filho. Que bom que veio, quero mostrar algo pra você. - Estranhei e me perguntei o que ele ia me mostrar. Segui ele até a biblioteca, e logo ele mexeu em algo que fez um barulho estrondoso e logo percebi que as estantes estavam se abrindo. Lembrei do alçapão secreto onde guardavam as coisas mais valiosas da família e somente o Rei podia entrar, ou alguém com permissão do Rei. Entramos e descemos alguns degraus. Nós paramos e ele fechou a chave de segurança, fazendo todas as armadilhas desligarem. Logo passamos pelo corredor e entramos em uma porta.
- Wow! - Exclamei quando vi aquele lugar. Estava cheio de joias e objetos caros da família.
- Aqui fica os bens mais preciosos da família, inclusive minha coroa. - Ele falou e vi a coroa brilhar pra mim.
- Por que está confiando a mim este lugar?
- Eu sei que você não fará nada injusto, Harry. Você é meu filho, estava na hora de eu lhe mostrar isso.- Ele parou, me vendo olhar aquilo tudo. - E ali, naquela porta. É o quarto onde dá para o meu quarto e o da sua mãe. - Ele apontou para uma porta escondida bem no fundo.
- Oh, legal!
- Por mais que seja irresponsável. Sei que você será um grande monarca depois da sua irmã. Está no sangue.
- Ah, claro. – Falei, ainda observando as coisas do lugar.
- Neymar, sabe aonde eu conheci sua mãe?
- Sei, ela já me contou um dia.
- Sabia que ela era uma plebeia?
- Plebeia? - Virei meu olhar pra ele. - Dessa eu não sabia.
- Ninguém sabe, porque a sua mãe sempre frequentava o palácio. Ela era minha melhor amiga quando éramos mais jovens.
- A Rafaella já sabe disso?
- Sim.
- Hoje à noite peça para a Rafaella lhe mostrar o anel de noivado que eu dei a sua mãe, certo?
- Ok. – Falei, não entendendo porque ele queria aquilo.
- É melhor irmos para almoçarmos. As 18:00 os convidados começam a chegar, não estrague tudo dessa vez, certo, Neymar?
- Tudo bem. Prometo que irei me comportar como um príncipe de verdade.
- Vamos sair daqui então. - Meu pai falou e logo nós dois saímos dali para ver se o almoço já estava servido.
Estava anoitecendo e a decoração pro baile já estava formada, minha irmã começou a se arrumar desde as duas da tarde até agora. Não entendo por que mulheres demoram tanto para se arrumar, acho que falam mais do que se arrumam. Estava no sofá da biblioteca lendo um livro para deixar o tempo passar. Eu me arrumei em menos de meia hora, colocando um smoking e dessa vez um sapato social. Como prometido ao meu pai, não iria fazer nada para estragar esse baile. Ouvi um bater de porta. - Alteza, sua mãe mandou o senhor descer, os convidados já estão chegando.
- Já? Mais está muito cedo ainda. Valeu, daqui a pouco eu desço. – Falei, suspirando e colocando o livro na mesa. Fui até a janela bisbilhotar o jardim da frente. Havia uns oito carros chegando com um grupo de pessoas. Peguei minha máscara e a fitei. A única pessoa que eu queria que viesse a esse baile, estava há quilômetros de distância daqui e ainda com raiva de mim. Resolvi colocar minha máscara e descer para receber os convidados. Cara, quantas pessoas minha irmã convidou? Já eram 18:50 e o Hall estava lotado. Só a minoria eu conhecia, a maioria às vezes eu não reconhecia e às vezes eu não conhecia. Duques, Condes, Barões, Príncipes, Reis, Marqueses, Cavaleiros e alguns plebeus amigos da família. Várias princesas se atreveram a me pedir uma dança, mas eram muitas, então recusei educadamente, inventando algo. Mas às vezes dançava com uma ou com outra, acontece que eu era um príncipe, solteiro, gostoso e educado com as damas, não era pra menos que todas tivessem um abismo por mim. Mas infelizmente meu coração já tem dona, que está terrivelmente longe e furiosa comigo. É, eu não paro de pensar nela e em como podiam ser diferente as coisas. De repente todos centralizam a atenção a certo ponto, quando olhei era minha irmã finalmente descendo as escadas. Já que era um baile para talvez arranjar um casamento pra ela, príncipes era o que não faltavam, mas ali também havia somente uma pessoa que a Rafaella gostaria de ficar, esse era Nathaniel, o nosso primo. O pai dele faz parte do parlamento, mas ele é um ambicioso impulsivo, ainda bem que ele não nasceu primeiro que meu pai, se não o país estava arruinado. Mas Nathaniel era um pouco diferente, pra mim ele só fazia o que o pai ordenava e não faz o que sua razão diz. Então, resumindo, achava uma boa ideia ele casar com minha irmã, mas com um contrato que o pai dele não teria direito nenhum em pedir alguma coisa ou ser alguma coisa.
Estava caminhando em direção ao Jardim, mas antes cumprimentava alguns amigos do meu pai e até falei com o Gilmar, Jota, Luis e Guilherme, que estavam mais preocupados em azarar alguma garota. Desci as escadas e percebi que a noite estava um pouco fria e era noite de lua cheia. De relance vi algo se movimentando no lado escuro do jardim, mas deixei pra lá, talvez estava vendo coisas demais. Foi quando cinco sombras me chamaram atenção, ou melhor cinco damas, sendo que uma eu reconheci como minha irmã, mas as outras não sabia quem eram. Elas estavam subindo os degraus para entrar no grande salão principal do palácio onde estava acontecendo o baile e a de azul me chamou atenção, a minha cor favorita. Tive a curiosidade de saber quem eram, não sei por que. Entrei pelas portas do lado do palácio que somente algumas pessoas sabiam e fui correndo para o salão antes que eu perdesse aquelas quatro damas de uma vez naquela imensa multidão. Infelizmente dito e acontecido. Não via mais elas em nenhum canto aonde meus olhos batiam.
Suspirei, frustrado. Uma música dançante começou a tocar. Meus pensamento se perderam na garota do vestido azul, será que ela só me chamou atenção por ser a única com o vestido em todo o baile com a minha cor preferida? Sorri sozinho.
Quando me virei para subir as escadas, lá estava ela, a única em todo o baile com o vestido azul. Ela estava com mais três amigas, na qual eu não reconhecia nenhuma, apenas uma me era familiar. Logo vi o Luis entrar na minha visão e chamar a de vermelho para dançar, franzi a testa e ele me deu um aceno enquanto levava a garota de vermelho para dançar. Então novamente meus olhos voltaram a garota de azul, ela me encarava sem nenhuma reação, acho que me conhecia. Aliás, quem não me reconhecia ali? Só com aquela máscara idiota? Meu cabelo era reconhecível de imediato, e pra completar os meus olhos verdes iguais os da minha mãe. Parei de tentar pensar um pouco e logo subi alguns degraus e pude convidá-la para uma dança. Vi a Rafa sorrir satisfeita, o que ela estava planejando? Tentar nos aproximarmos e quem sabe nos apaixonaríamos? Aquela garota podia ser linda, ou não, já que não via seu rosto, apenas uma máscara e parte da sua face descoberta como seus olhos castanho escuros, mas ela não era a Ge.
Ela pegou na minha mão, aceitando o pedido.
[N/A: Coloquem a música para tocar. /]
Ouvimos mudarem de música para uma mais calma. Nós fomos para o meio do salão e senti que ela ficou um pouco tensa. Fiquei em minha posição, colocando uma mão acima da cintura dela e outra pegando sua mão, enquanto ela colocou a outra mão em cima do meu ombro. - Calma, você vai se sair bem, eu aposto. - Vi ela sorrir. Encostei o rosto um pouco ao lado do dela e comecei a conduzi-la entre o salão. Às vezes eu olhava para os olhos dela com esperança daqueles olhos serem cor de mel, mas ainda eram castanhos. Mas eu mal podia virar meus olhos para outro lugar e nem demorava minutos e voltava a encarar aqueles olhos. Ela tinha uma feição igual da Ge, mas os cabelos eram diferentes, estavam meio avermelhados, e os olhos não tinham a mesma cor. Em alguns minutos ou segundos, não lembro, já estava vidrado na forma do olhar dela.
Estávamos em sintonia com a dança, não era apenas uma valsa, tinha alguns passos diferentes, e ela sabia desses passos. Teve uma hora que ela errou e eu a levantei um pouco, a conduzindo no ar. Ela ficou meio sem jeito, mas eu dei meu melhor sorriso. Por mais que ela não fosse a Ge, ela me passava tranquilidade, alegria, uma paz. Pra mim ela era a mais linda desse baile. Tentei me desligar um pouco e ver o que acontecia atrás dela, e pude ver o Gilmar dançando com uma garota, parecia ser uma daquelas amigas da minha garota. Minha garota eu identifico com a que eu escolhi para dançar, escolhi ela por essa noite. Depois de uma rodada, vi o Jota e o Guilherme. Guilherme estava dançando com a Jamie, sorri pra ele e ele acenou com a cabeça, sorrindo também. E mais tarde viLuis com a garota de vermelho, agora que prestei atenção ela tinha uma feição conhecida, não lembro quem.
Voltei ao foco da minha garota e vi ela com os olhos fechados, fiquei a encarando por um tempo e não pude perceber o quão estava perto. E por impulso fechei os olhos e colei meus lábios nos dela. Tive uma sensação esquisita, mas não nova. Já tinha sentindo aquilo. Foi quando eu percebi que a música estava acabando e me afastei um pouco da garota, pelo canto do olho percebi que a maioria estava nos olhando, mas ainda tinha muita gente dançando. De repente senti um puxão no qual me separou dela e alguns guardas me cercaram, causando tumulto. Por outro lado vi a Rafaella e a mamãe também cercadas, como se fosse algum tipo de segurança. Ouvi o capitão falar "Proteja-os, e não deixe ninguém sair." Mais a frente olhei para identificar se a minha garota estava lá ainda, o que claro, não ocorreu. Vi ela se desesperar no meio da multidão preocupada, depois ela se virou e desceu as escadas do portão principal. Tentei me livrar dos guardas, consegui por alguns segundos e logo corri pra escada do lado de fora do palácio, nesses segundos foi que vi a mascara dela cair e entrei em estado de petrificação, não podia ser ela. Ela correu desajeitada e tropeçou em algo que fez algo cair sobre o chão da escada. Mas infelizmente não pude ver o que era, os guardas me envolveram novamente e logo pude reconhecer a voz de alguém logo atrás de mim que logo se ajoelhou.
- Alteza, sinto muito. Mas não se mova e não se livre dos guardas, eles estão te protegendo. - Paul falou e eu não entendi do que ele estava falando. Me proteger do quê?
- Protegendo? Do quê?
- Ocorreu um assassinato no palácio. - Fiquei em estado de choque. Um assassinato? Mas o que? No nosso palácio?
Ouvi um grito da Rafa no andar de cima.
- Quem foi assassinado? – Perguntei, entrando em desespero. Paul ainda estava de cabeça baixa.
- Eu sinto muito, Neymar. - Era a primeira vez que ele me chamava de Neymar. Ele parou, se levantando e me fitando. - O rei, seu pai. - Me senti como se algum concreto tivesse derrubado em cima de mim.
- O QUE? COMO? QUEM? - eu perguntei desesperado e logo me desvencilhei dos guardas e corri para o andar de cima, onde vinha o grito da Rafaella. Eu não estava acreditando, não mesmo. Não podia ter sido o meu pai.